Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 25 de março de 2022

Amadorismo Russo

quinta-feira, 24 de março de 2022

Anastasia Taylor-Lind

terça-feira, 22 de março de 2022

PCP, o mofo soviético


Começa a ser intolerável o fanatismo do PCP sobre o Ocidente e os Estados Unidos e a obsessão em torno da não aceitação do desaparecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Mas só meras distracções justificam a surpresa. Em 2017, em entrevista o jornal de negócios, o seu líder afirmou: "o mundo está pior sem a URSS". Neste momento, Portugal estaria bem melhor sem o PCP e principalmente sem estas declarações descabidas de qualquer tipo de realidade moderna, numa alusão a um passado sangrento, de czarismo, lembrando a eterna saudade de Stalin, um regime totalitário que perseguia e matava os seus opositores, como Putin o faz. Talvez o PCP esteja ligado aos canais estatais russos e obrigue os seus eleitores a ver esses canais, pois não existe outra forma de defender tais tomadas de posição, perante o massacre de Putin à Ucrânia, a não ser a estupidez invisível.

terça-feira, 8 de março de 2022

Ukrainian women

08.03.2022 - Dia da mulher

 

Winter on Fire: a eterna Maidan

 

Serhiy Gagikovych, condecorado com a medalha "Herói da Ucrânia".
Morto na praça Maidan, em 2014. num protesto no movimento Euromaidan.

Um documentário que devia ser obrigatório todas as pessoas assistirem e terem conhecimento, porque revela a força e união do povo ucraniano perante tudo e perante todos, tendo sido enganados pelo traidor e à data presidente da Ucrânia Viktor Yanukovych naquela que era a sua maior e talvez única esperança (até à invasão da Crimeia): a promessa de adesão à União Europeia. Foi há 8 anos que este povo pagou um preço por lutar contra a sombra de Putin, mas só quem não conhece a história poderia acreditar que depois de tudo virariam a cara e costas à luta. Existe e existirá sempre um só povo ali: o povo ucraniano.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Volodymyr Zelensky

 

Volodymyr Zelensky


A cada dia que passa, passo a admirar cada vez mais o presidente da Ucrânia. A Ucrânia não pode resistir ao cinismo e medo de um obstinado e ditador. A Ucrânia tem memória e este ataque é inaceitável e todos deviam defender a Ucrânia com os seus exércitos, não atacar ninguém, mas defender a Ucrânia. Há direitos inegociáveis. Se a mudança chegou à Europa, deve-se quase exclusivamente a Zelensky, pela forma assertiva e pragmática como tem conduzido a comunicação com o Ocidente. Estas negociações (as quais Zelensky disse estar pouco confiante, embora o melhor para todos fosse um acordo e entendimento célere) com Putin é como fazer festas a um crocodilo, pois nunca sabemos se devemos afagá-lo debaixo do queixo ou bater-lhe por cima da cabeça. Quando abre a boca, nunca sabemos se está a sorrir ou a preparar-se para nos comer.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Invasão Rússia: xeque-mate da loucura


Gorbachev - 1985-1991

Conferência de Yalta - 11.02.1945


Século XXI ou regresso ao século XIX? Será o ressurgimento da União Soviética, vingando a queda de Gorbachev em 1991? Será que as massas invasoras estão ao lado do detonador e pai de todas as Rússias, o czar Putin (o povo russo estará ao lado do império)? O facto da Ucrânia não fazer parte da NATO justifica o afastamento silencioso dos restantes países? As sanções europeias não serão contornadas pela China? Há dias, não passava de Donbass, hoje da Ucrânia e amanhã? A forma como Putin fez do Ocidente um recreio de fantoches é de um romantismo insuportável. A Crimeia foi o rastilho. Mas mais intolerável e irracional é a invasão da Ucrânia, ao arrepio de qualquer lei internacional. Voltamos ao tempo da teoria da nacionalidade russa, que tem pouco ou quase nada de conteúdo político, sem progresso, reduzindo os territórios à luta de armas, com derramamento de sangue. Não é aceitável em pleno século XXI o mundo mudar face à loucura de um homem só. Ainda é o início, mas só pode haver um fim: uma Rússia sem Putin, porque um fanático será sempre um fanático.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Rui Rio




"As árvores solitárias, quando conseguem crescer, crescem fortes" (Winston Churchill).

sábado, 27 de novembro de 2021

Shabana Basij-Rasikh





"Receio que estas mudanças não durem muito após a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão". (2012 - Shabana Basij-Rasikh).

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Afeganistão, a terra prometida

 

 Seal Marcus Luttrell e Afegão Mohammed Gulab



O título é da autoria de Barack Obama, mais propriamente o seu livro "Uma terra prometida" (um bom livro), mas podia ser um título por aí algures de um livro relacionado com o Afeganistão. Terá sido esta a promessa feita ao povo afegão? Ao invés, alguma vez essa promessa foi aceite? E será que o povo afegão queria mesmo este desfecho (como anda a ser dito) em confronto com as imagens de atropelos autênticos de quem procura um lugar entre nós (basta ver o caos no aeroporto de milhares a tentar fugir)? A morte de Osama Bin Laden não pode explicar tudo, nem a injustificada ingerência deve servir de louvor. Sabemos ainda pouco ou quase nada sobre o que se passou ao longo destes últimos 10 anos no Afeganistão (os primeiros 10 houve mais informação). Se a retirada das tropas não foi pacífica, o acordo de Donald Trump com os Talibãs é um mistério (e a lírica ajuda do Paquistão). O que sabemos é que morreram milhares de soldados heróicos nesta guerra e civis e ninguém ganhou. E que são milhares aqueles que tentam fugir desordenamente do país, arriscando a própria vida. O que faz pensar sobre o que aí vem: nada melhor que o próprio povo, só eles sabem. Por agora só temos uma certeza: esta não era a terra que outrora foi prometida. E temos uma ideia: essa não era uma terra boa para se viver.


Foto: Em 2005 (Junho), na operação Red Wings, no Afeganistão (Vale do Korangal, tendo sido traídos por um pastor de cabras que informou os talibãs da presença de americanos), Marcus Lutrell foi o único sobrevivente da operação falhada para eliminar o líder dos talibãs: Ahmed Shah. Os heróis Matthew Axelson; Daniel R. Healy; James Suh; Eric S. Patton; Michael P. Murphy morreram em combate.


terça-feira, 3 de agosto de 2021

EOR - Equipa Olímpica de Refugiados


Já era um admirador dos Jogos Olímpicos. A ideia de constituir a EOR, de Thomas Bach em 2016 (competindo novamente em 2021 - Tóquio), fez com que passasse a admirar ainda mais os Jogos Olímpicos. Não são precisas muitas palavras. O poder da mensagem fala por si (a equipa e a inspiração do atleta que fugiu do Sudão, do Keletela que viu os pais serem assassinados ou da nadadora Yusra Mardini que desembarcou ao largo da ilha de Lesbos após o barco onde seguia ter quebrado no mar Egeu).


sexta-feira, 2 de julho de 2021

Nassima al-Sada

 


O dia da libertação. Um dia diferente para a Arábia Saudita, mas um dia diferente para todos aquele que acreditam num mundo melhor, onde seja dada voz a pessoas como a Nassima al-Sada. Nassima pagou o preço de lutar pelos direitos das mulheres, como por exemplo, o direito de uma mulher poder conduzir (que já é possível, com algumas limitações). O crime cometido (em pleno século XXI) foi esse: lutar pelos seus direitos. Esteve presa mais de três anos, em condições desumanas. A amnistia internacional foi incansável e merece um rasgado elogio por todo o seu empenho, trabalho e paixão na luta pelos direitos humanos, especialmente pela defesa dos direitos da Nassima. Das 700 mil assinaturas recolhidas, mais de 40 mil foram portuguesas (e as assinaturas portuguesas foram entregues às autoridades sauditas com um bouquet de 40 rosas). É bom saber que, de forma simples e apaixonada, foi possível dar o contributo e nunca olvidar que devemos lutar sempre por aquilo em que acreditamos.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Legado de Barack Obama

Cegueira dos combustíveis

 



Das duas uma: ou os efeitos da Covid-19 já se estão a fazer sentir (essencialmente a um nível neurológico) ou estamos perante um surto de cegueira ensurdecedor em matérias de combustíveis. 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Do schools kill creativity? Sir Ken Robinson

domingo, 30 de maio de 2021

O Sol(e)

 




André Ventura, líder do partido Chega, no comício que está a decorrer em Coimbra disse: "Nós somos o sol". Recorri ao dicionário da língua portuguesa (significado de sol): "estrela que é o centro do nosso sistema planetário, constituída por núcleo central, fotosfera, camada inversora, coroa solar e camada que emite luz zodiacal; grande brilho; grande talento; resplendor; pessoa notável". Não fiquei convencido. Mas depois fiz o mesmo para a palavra sole (proferida da mesma forma mas com significados diferentes): "certas aves raras pertencentes ao género indicator, especialmente uma, africana, que destrói vorazmente insectos e mel, indicando, pela sua presença, onde este se encontra". 
Isto é a prova de que vale sempre a pena o recurso ao dicionário.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Série netflix The Crown



Simplesmente sensacional.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

"Ó tempo! Ó costumes!"



Esta frase foi pronunciada por Cícero (advogado e filósofo) há mais de 2000 anos (70 a.c.), criticando a perversidade moral dos homens do seu tempo, após este ter conseguido que o corrupto governador da Sicília Caio Verres fosse destituído do cargo. Num tempo paradoxal, de corrupção ao ar livre, inspirado em Cícero: "até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?".

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Jorge Coelho





Um dia, já lá vão mais de 10 anos seguramente, no histórico e benquisto café "Bigosses" em Esposende, em conversa com um amigo ele diz-me: "uma das pessoas que mais aprecio na política é Jorge Coelho". Sinceramente conhecia e conheço pouco o seu lado político. Acompanhei desde sempre a quadratura do círculo e mais recentemente a circulatura do quadrado onde foi durante anos um dos bons comentadores. Mas passei a conhecer um pouco melhor a pessoa através de pequenos gestos discretos. Quando entrei na associação "Acreditar" através da "Caso" da Universidade Católica, na colaboração que tivemos com o IPO do Porto, ouvi falarem em Jorge Coelho e que era alguém que tinha entrado para a Associação e estava a ajudar crianças que eram doentes oncológicos. Soube que tinha tido cancro no ouvido e  que ficou impressionado com a quantidade de crianças que tinham cancro. Nunca deixou de ajudar e tinha uma preocupação social intrínseca e genuína, de quem sentia o que fazia como poucos. 

domingo, 28 de março de 2021

Bom contraste

 



Depois de uma semana em que um dos temas do país foi a Goundforce e o protagonismo de um empresário que ficamos a saber que conseguiu capital sem capital (financiamento bancário - oferecendo como garantia de pagamento as próprias acções - para investir na empresa quando a adquiriu) e que deixou de pagar aos seus trabalhadores, alguns marido e mulher que ficaram sem dinheiro para as necessidades básicas como dar de comer aos filhos. Em bom contraste, em polo assimétrico temos o empresário Rui Nabeiro que faz hoje 90 anos. Acabo de ver uma entrevista pelos 90 anos e no final o jornalista descreveu de forma simples o exemplo deste distinto e nobre empresário : "há pessoas que sabem mesmo ser maiores".