Esta frase foi pronunciada por Cícero (advogado e filósofo) há mais de 2000 anos (70 a.c.), criticando a perversidade moral dos homens do seu tempo, após este ter conseguido que o corrupto governador da Sicília Caio Verres fosse destituído do cargo. Num tempo paradoxal, de corrupção ao ar livre, inspirado em Cícero: "até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?".
Pesquisar neste blogue
segunda-feira, 12 de abril de 2021
quinta-feira, 8 de abril de 2021
Jorge Coelho
domingo, 28 de março de 2021
Bom contraste
Depois de uma semana em que um dos temas do país foi a Goundforce e o protagonismo de um empresário que ficamos a saber que conseguiu capital sem capital (financiamento bancário - oferecendo como garantia de pagamento as próprias acções - para investir na empresa quando a adquiriu) e que deixou de pagar aos seus trabalhadores, alguns marido e mulher que ficaram sem dinheiro para as necessidades básicas como dar de comer aos filhos. Em bom contraste, em polo assimétrico temos o empresário Rui Nabeiro que faz hoje 90 anos. Acabo de ver uma entrevista pelos 90 anos e no final o jornalista descreveu de forma simples o exemplo deste distinto e nobre empresário : "há pessoas que sabem mesmo ser maiores".
sexta-feira, 26 de março de 2021
Opus Dei
Por vezes, há assuntos que devem ser trazidos à opinião e debatidos mas apenas e tão só quando isso possa trazer algum benefício ou valor à discussão. O perturbador acontece quando de forma indirecta instrumentaliza-se o tema, como forma de contornar o essencial em desvalor do secundário. Aqui estou a referir a Opus Dei, que parece ter sido instrumentalizada e colocada propositadamente para desviar as atenções. Os nomes dos deputados que pertencem à Opus Dei foram tornados públicos e parece que nenhum deputado actualmente pertence à Opus Dei. Assim criticar a Opus Dei e a igreja de forma gratuita e comparar com a Maçonaria parece um exagero, porque uma coisa não tem a ver com a outra. Mas abrir a caixa de pandora é ir mais além e divulgar determinadas seitas que existem e são subsidiadas, ocultas, que operam entre gabinetes do poder político, onde o contacto é permanente e o poder de influência ilimitado. Veja-se a título de exemplo o caso recente das barragens da EDP. Foi a Opus Dei, a Maçonaria ou a seita oculta? Talvez não seja assim tão difícil. Excluída a primeira, restam apenas duas.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
Prof. Cordeiro Tavares
Na vida podemos ter muitos professores mas há sempre aqueles que deixam uma marca inabalável, não apenas pela seu lado intelectual mas sobretudo pela soberba humanidade. Recentemente soube do falecimento do nosso tão querido professor de funcionalismo público Cordeiro Tavares. Um desabafo imediato: era um extraordinário ser humano. Um amigo que fazia parte da família que é e sempre foi a Universidade Católica. Quando acabas de falar com uma grande amiga e percebes o carinho fantástico que existe entre a maioria dos professores e alunos. Queria apenas partilhar aqui uma história. Esta história passou-se com uma rapariga que tinha acabado a licenciatura e candidatou-se a concurso público para uma autarquia local. A rapariga cumpriu todas as etapas com êxito, mas na parte da entrevista achou estranho ter sido ultrapassada por uma colega, a qual nem sequer tinha passado por todas as provas que a candidata em causa teve de passar, e, acabou por ter ficado em segundo lugar e não conseguiu a vaga de emprego. A rapariga ficou tão abalada e revoltada que acidentalmente desabafou com este nosso amigo e prof. Cordeiro Tavares, que lhe disse para não se preocupar que esta situação não ia ficar assim e ele próprio ia ajudar e resolver. O prof. Cordeiro Tavares pegou no telefone, ligou para o presidente do município e disse que estava a caminho da sua autarquia e queria saber passo a passo de tudo o que se passou no concurso público em causa, ao que o presidente ficou estupefacto e tentou evitar de todas as formas essa consulta e esse acesso, mas sem sucesso. O presidente pediu ao prof. para aguardar um dia ou dois, mas tal pedido foi recusado. Entre vários telefonemas, o presidente acabou por encontrar uma solução e comunicou que iria abrir duas vagas e que entravam as duas candidatas, ou seja, para evitar que a sua eleita não fosse excluída por ilegalidades no concurso, manteve a escolhida e abriu vaga para a rapariga em questão. Esta é uma de muitas das histórias deste nosso amigo que partiu. Deixou várias aprendizagens e merece ser lembrado porque mais que um professor, era um amigo dos alunos, de todos aqueles que com ele se cruzaram e isso é que faz a diferença.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Vacinação: direito à vida
quinta-feira, 28 de janeiro de 2021
Vacinação de Políticos
É uma imoralidade vacinar um político quando ainda existem profissionais de saúde que não foram vacinados. Na saúde privada está quase tudo por vacinar. Mas é uma também um populismo não vacinar, por exemplo, o Presidente da República ou o Primeiro Ministro. Agora vacinar 240 deputados sem critério é uma brincadeira, mesmo sendo titulares de um órgão de soberania como é a Assembleia da República. Um dia destes corremos o risco de ver uma peixeira vacinada e ainda faltarem profissionais de saúde por vacinar.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
Valha-nos o Marcelo
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
Kamala Harris
É a vice-presidente dos E.U.A. e será alguém de quem espero muito politicamente, porque o mundo precisa de mais pessoas como Kamala Harris.
(donald trump): traição imperfeita
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
Confinamento estranho
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Elogio ao Grupo Nabeiro
Num momento diferente e anormal, de alteração de circunstâncias a todos os níveis, há que destacar o que é bom e distinto, quem faz diferente. Não precisa de elogios, porque é um grupo que fala por si, mas quando em plena pandemia ouvimos ou temos oportunidade de ler que o grupo Nabeiro compra refeições a restaurantes em dificuldades para ajudar famílias carenciadas percebemos a razão pela qual ainda existem empresas que são um exemplo e que merecem um destaque nacional, pelas suas boas práticas sociais, pela responsabilização social.
sábado, 9 de janeiro de 2021
Presidenciais: esbofeteada à Ilias Kasidiaris
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
Pandemia: o outro lado invisível
Hoje, no momento em que escrevo este artigo registaram-se mais 90 mortes em Portugal por Covid-19. Mas o chocante é saber que desde 1920 (altura da gripe espanhola) não havia registo de tanta gente a morrer num ano. Mas o preocupante é que apenas metade dessas mortes são por Covid-19. O que se passa com Portugal? Quem explica as restantes mortes por silêncio? Os idosos são encostados nos lares de uma forma sufocante, não havendo resposta a um problema que já estava anunciado há muito tempo. Não foi a pandemia que fez aumentar o número de idosos em Portugal. As cirurgias e consultas adiadas ou a incapacidade de rastreio tem sido mais um sinal do afastamento das pessoas com menos meios económicos. Não interessa qual o partido político, mas poucas dúvidas restam que há muita gente a ser enganada. A realidade é outra, é invisível. Na realidade invisível as mortes acontecem naturalmente, são ignoradas em silêncio, de uma forma indigente, sem direitos.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Nassima Al-Sada
Por mero acaso, descobri e assisti ao testemunho de Nassima Al-Sada. É apenas mais uma voz silenciada e presa em 2018 na Arábia Saudita por defender os direitos das mulheres, num país que é apenas e tão só o líder na desigualdade de género no mundo. Mas o que me chocou foi perceber que não permitiram o contacto com a família e nem sequer com um advogado. Para além disto são inúmeros os relatos de maus tratos na prisão e as condições miseráveis em que vive. Este é mais um daqueles casos em que deveria haver ingerência nos assuntos internos de um Estado porque viola constantemente leis internacionais e DUDH (Declaração Universal Direitos Humanos). Por curiosidade, a Arábia Saudita, em 1948 não votou contra a DUDH, tendo optado pela abstenção na votação da Assembleia Geral da ONU. Mesmo perante o silêncio ensurdecedor de todos ao seu redor, exigia-se mais pressão diplomática para as constantes violações daquilo que é universal. Mas todos recordamos o recente caso do jornalista e dissidente saudita Jamal Khashoggi (crítico do regime) morto no consulado saudita em Istambul. E lembramos da gravação existente onde este tinha sido interrogado, agredido e morto violentamente na embaixada. É o retrato da insólita impunidade do poder.
Camionistas em Dover
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
Congresso PCP
A pergunta é simples: porque é que amanhã a maioria dos portugueses tem que estar em prisão domiciliária e os militantes do PCP podem estar num congresso com 600 pessoas? Se a lei permite, o bom senso pune. Mas a lei também permite a suspensão do direito de reunião e participação política, nos termos do artigo 19.º da CRP. Numa situação excepcional como esta, permitir um congresso com este número de pessoas é qualquer coisa de extraordinário, que reflecte bem a impunidade, o descaramento ilimitado e o egoísmo político patente, porque não existe nenhum congresso que seja mais importante que a vida e saúde das pessoas. Em causa não está ser o PCP, mas sim um congresso que está a ser realizado com 600 pessoas, quando todo o resto do país está restrito, com medidas severas e sacrifícios. É perceptível que António Costa não quis ter uma alternativa política, visto ter necessitado do PCP para aprovação do orçamento de Estado para 2021, porque nem sequer teve coragem de dizer que era um mau sinal a realização do congresso. As coligações políticas têm estas consequências, de limitar os partidos nas suas decisões e condicionar os seus pensamentos em detrimento da conservação dos cargos, ou seja, António Costa jamais poderia criticar o PCP, nem que fosse numa ideia e linha de bom senso, porque perderia o seu maior aliado. Mas este momento exigia, no mínimo (não havendo suspensão do direito de reunião e participação política), uma palavra de censura quanto à realização deste congresso. E se, no final do congresso, desse aglomerado de 600 pessoas houver infectados com Covid-19, quantos são os responsáveis políticos a dar a cara? Provavelmente poucos ou nenhum. Na política os números ainda são manobrados pelos humanos e por isso talvez teremos uma "fake news". Esta decisão não protege a saúde dos próprios congressistas do PCP, nem dos restantes portugueses, que posteriormente entrarão em contacto com os mesmos. Isto terá um custo político. Esperemos que não tenha um custo humano.
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
Maradona sem igual
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Restaurantes
Nunca deixei de frequentar restaurantes e, num momento como este, não penso em deixar porque adoptaram todas as medidas necessárias para proteger os cidadãos e porque são milhares de postos de emprego que estão em causa e não vejo razões para deixar de frequentar um restaurante, da mesma forma que temos frequentar tantos outros locais, seja por necessidades básicas, seja por razões profissionais. Ainda hoje tive de ir a um restaurante e tive de esperar pela mesa que estava a ser desinfectada, e, após isso, quando entrei tive obrigatoriamente de desinfectar as mãos e tudo aquilo que chega à mesa é selado com todos os cuidados. A proibição decretada pelo Governo para a restauração é excessiva e não parece fazer sentido. E este exagero tem a agravante de muitos restaurantes terem investido centenas de milhares de euros para cumprir com as regras de higiene e segurança impostas pela DGS. Depois de serem impostas essas condições para reabrirem, obrigar posteriormente e fechar é uma medida excessiva e desproporcionada, sem ter por base uma política lógica e coerente. O perigo que corremos a ir a um restaurante é o perigo que corremos a ir a tantos outros locais, e arrisco dizer que há determinados locais em que o risco é substancialmente maior de uma pessoa ficar infectada com Covid-19, como por exemplo num hipermercado, onde anda tudo à "molhada". E depois há restaurantes com variados tipos de clientela. Alguns não chegaram até aqui. Actualmente, muitos que chegaram estão a descarrilar, e aqueles que ainda sobrevivem, será que amanhã vão ter capacidade para abrir as portas? A decisão do Governo não é nem pode ser fácil, mas tem haver bom senso e mesmo que não tenhamos economia para dar 75% da receita aos restaurantes como fez a Alemanha, 20% não resolve o problema e apenas agrava, quando a solução passaria por manter abertos, talvez com outro controlo e soluções, mas manter abertos. E esta solução para além de não resolver o problema dos restaurantes e não ser muito fiável em detrimento da nossa economia (que é muito frágil), vai abrir a caixa de pandora para outros quererem e poderem reivindicar soluções similares, como por exemplo, o comércio local e outros. E vai desviar o Governo das melhores soluções, que seriam sempre manter os estabelecimentos abertos, evitando fechar e dar o dinheiro que o país não pode dar.

















