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sábado, 21 de novembro de 2009

Dr. Marinho Pinto na Universidade Católica, mostrou-se, mais uma vez, intransigente perante os estudantes e admite instituição "numeros clausus"

Depois de 1 hora de atraso, e de já terem havido grandes confusões devido à lotação esgotada do auditório A1, Dr. Marinho Pinto chegou à Universidade Católica no seu estilo inconfundível, e mostrou-se mais uma vez intransigente com os estudantes. Eu estive particularmente atento e não gostei, nem sou defensor do discurso que o bastonário da ordem dos advogados utiliza, criticando tudo e todos, com o devido respeito que me merece, o que não implica que não seja seu apoiante, em algumas medidas de alteração do Estatuto da Ordem dos Advogados.
Primeiramente, começamos a conferência pelo estado da advocacia em portugal, e aqui todos concordamos que no país, temos advogados a mais, mas não acho correcto apelar ao estudantes que mudem de sonho, objectivo ou de curso, pelo simples facto de não haver clientes para um número elevado de advogados, pois esse é um problema que o Sr.Dr.Marinho Pinto tem obrigação de resolver. Neste âmbito não hà muito a comentar, pois já é conhecido do público o sentido crítico, sem olhar a meios, do Dr. Marinho Pinto, e as invocadas "elites" continuam a ser um alvo, que eu, sinceramente não consigo entender, pois enquanto não houver consenso, quem são os prejudicados somos todos nós, amantes do Direito, porque quem não quer um dia trabalhar numa grande sociedade de advogados ? Quem não tenciona um dia trabalhar num grande banco ? Quem não tenciona um dia trabalhar para um grande grupo ou uma grande empresa ? Seria melhor haver consenso, porque o diálogo é meio eficaz de resolução de problemas, mas é preciso saber utilizá-lo de forma correcta e ponderada.
De seguida, o segundo e terceiro tema foram : a proposta do reforma dos Estatutos da Ordem dos Advogados e o projecto de alterações a implementar em Janeiro no regime de estágios da Ordem. Nas regras consignadas no Estatuto, foi preocupação dar um papel mais activo à Ordem dos Advogados, sem descurar a acção importantíssima do patrono do estágio, buscando-se um equilíbrio que permita dar uma melhor formação, quer técnica, quer deontológica, àquele que vai iniciar a profissão de advogado, o que me parece uma boa medida. A polémica neste âmbito foi com o facto de para estar inscrito na ordem dos Advogados, vai ser exigido a todos aqueles que não tenham 5 anos de formação académica, que tenham obtido a licenciatura em direito no âmbito do Processo de Bolonha , um exame de admissão, que vai incidir sobre o direito das obrigações, fiscal, constitucional, administrativo, reais, processo civil e cadeiras criminais, se não me falha a memória. Eu acho bem esta medida, mas prejudica unicamente os alunos, pelo facto de "ninguém se entender". Se pensarmos em Bolonha, surge-me a seguinte questão : Para que serviu ou para que serve Bolonha ? A redução dos cursos foi uma brincadeira ? As faculdades adoptaram Bolonha só por uma questão económica (se assim foi dificilmente se saberá, mas é grave) e não a pensar numa melhoria das qualidades de aprendizagem do aluno ? A solução será fazer um, dois ou três exames na ordem até que o número de advogados no país seja reduzido drasticamente ? Bem, a Educação já anda viciada hà muito e hà gente que anda a ganhar muito dinheiro na educação e disso não tenho dúvidas, pois também aqui hà interesses e hà questões para as quais não hà resposta. Eu percebo que o Dr. Marinho Pinto queira fazer algo, mas continuo achar que ele sozinho não vai fazer nada. Se ele fizer um exame ou dois de admissão, as faculdades irão preparar os alunos para esse exame e certamente que passarão na sua maioria, e como parar isto ? Pois, o Dr. Marinho Pinto respondeu da seguinte forma : "Daqui a 10 anos talvez terá de haver numero clausus". Eu acho bem o exame, mas não resolve o problema e não podemos pensar nas coisas só no presente, porque senão mais tarde o problema aparece de novo e com mais gravidade. A questão do "numero clausus" é uma ofensa á liberdade de profissão e aí perde toda a razão, pois todos os advogados têm direito a exercer a sua profissão e merecem respeito.
Deixo aqui a deliberação do Conselho Geral sobre EXAME NACIONAL DE ACESSO AO ESTÁGIO DE ADVOCACIA :

Deliberação - Exame Nacional de Acesso04-09-2009EXAME NACIONAL DE ACESSO AO ESTÁGIO DE ADVOCACIA
Deliberação do Conselho Geral
1 - Um dos graves problemas com que hoje se debatem os Advogados portugueses nos nossos tribunais tem a ver com a deficiente formação profissional que recebem antes de começarem a exercer a Advocacia. Se compararmos um magistrado qualquer, no primeiro dia em que inicia o exercício da sua função, com um Advogado no primeiro dia em que intervém num tribunal após ter efectuado com êxito o seu exame de agregação, verificamos que é abissal a diferença de preparação entre ambos. Essa diferença não é tanto ao nível dos conhecimentos jurídicos e científicos mas sobretudo ao nível da preparação técnica e prática para o exercício das respectivas funções. Os magistrados, quando terminam a sua formação profissional no Centro de Estudos Judiciários, estão indubitavelmente melhor preparados para exercerem as suas funções do que os Advogados quanto terminam o seu estágio na Ordem dos Advogados, ainda que tenham sido formados nas mesmas universidades e com médias semelhantes. Por que será? A resposta só pode ser uma: os magistrados receberam melhor formação profissional do que os Advogados. Talvez por isso os jovens Advogados sejam por vezes maltratados e desrespeitados pelos magistrados nos nossos tribunais, dando origem a crispações, litígios e confrontos desnecessários, com consequências graves para a dignidade das respectivas funções, para o prestígio dos tribunais e para os direitos e interesses patrocinados pelos Advogados em causa.
2 – O actual modelo de formação profissional ministrado pela OA aos Advogados Estagiários nasceu em finais dos anos 80, não tanto pela necessidade de melhorar a formação e corrigir vícios do modelo anterior, mas sobretudo para aproveitar os fundos comunitários que então afluíam a Portugal, destinados genericamente à formação profissional da população. Para isso criou-se um sistema de formação essencialmente teórico, de cariz escolástico, estruturado segundo a dicotomia Advogado/professor - Estagiário/aluno, que perdurou até aos nossos dias. Depois de cinco anos de formação teórica nas universidades, os candidatos à Advocacia passaram a receber na OA uma formação ministrada sobretudo através de aulas teóricas, que reproduziam com menos qualidade conhecimentos adquiridos nas faculdades e também alguns dos piores vícios desse modelo formativo. E como era necessário garantir a presença dos alunos nas aulas do estágio, ainda não há muito tempo a sua frequência era obrigatória: se os candidatos dessem um certo número de faltas não poderiam apresentar-se a exames, independentemente de estarem ou não preparados para exercerem a Advocacia. A situação chegou a tal ponto que os Advogados Estagiários passaram a poder "comprar" créditos pedagógicos, mediante a sua presença (paga) em certas conferências promovidas pela OA. Esse modelo de formação exigiu a criação de um núcleo de Advogados/formadores remunerados (inicialmente, pelos fundos comunitários e, posteriormente, pelos próprios estagiários), violando-se, assim, uma das mais emblemáticas tradições da OA, precisamente a da gratuitidade da formação profissional. Registe-se, apenas como curiosidade elucidativa, que a maioria dos Advogados/professores/formadores são dirigentes ou ex-dirigentes da OA e alguns deles exercem essa actividade formativa há mais de 15 anos.
3 - No programa de acção que apresentámos aos Advogados portugueses nas últimas eleições defendemos a instituição de um exame nacional de acesso ao estágio como forma de selecção dos candidatos mais aptos a virem a exercer a Advocacia. Defendemos também, de forma muito clara, que a Ordem dos Advogados não deve ensinar direito, pois essa tarefa compete às universidades. À OA apenas compete formar Advogados, ou seja, preparar os licenciados em direito para o exercício da Advocacia, ministrando-lhes a formação profissional necessária, sobretudo nos domínios da deontologia profissional e das práticas forenses. Com efeito, o que os candidatos à Advocacia precisam conhecer, para serem verdadeiros Advogados, são os parâmetros deontológicos que orientam a actuação dos Advogados perante o Estado, a sociedade, os tribunais, os colegas, os clientes e os magistrados. Por outro lado, é necessário que sejam capazes de se movimentar no complicado labirinto processual dos tribunais, apreendendo e dominando as teias dos processos judiciais, as liturgias e os formalismos que levam às decisões de mérito. Devem saber, na prática, actuar em qualquer diligência, desde as solenes audiências de julgamento até aos actos mais simples e informais realizados nos gabinetes dos magistrados. Nomeadamente, devem saber utilizar a acta, essa poderosa arma para defesa dos interesses dos clientes, porque limita o arbítrio de alguns magistrados. É que, sem essa preparação, são os próprios direitos substantivos dos seus clientes que são ameaçados e até perdidos. E isso não se aprende nas universidades, mas durante a formação essencialmente prática ministrada pela OA. Essa formação deve assentar sobretudo em simulações de diligências processuais, designadamente, de audiências de julgamento e na experiência dos Colegas profissionalmente mais velhos, reforçando-se assim o papel do patrono tradicional.
4 - Sucede que sem uma sólida formação académica e científica do candidato não pode ser ministrada eficazmente a formação prático-profissional que é imprescindível ao exercício da Advocacia. Como é de meridiana evidência, a formação profissional pressupõe um mínimo de conhecimentos jurídicos e científicos sem os quais não se poderá ser Advogado. Ao atribuir a um Estagiário uma cédula de Advogado a OA está, no fundo, a dizer à sociedade que as pessoas podem confiar os seus direitos e interesses ao portador dessa cédula, porque ele está dotado dos necessários conhecimentos jurídicos e das adequadas habilitações técnicas e profissionais para defender em juízo e fora dele esses direitos e interesses. Mas se à OA não compete ensinar direito -- isso pertence às universidades --- todavia já lhe compete averiguar, no âmbito da sua função reguladora, se os licenciados que querem ser Advogados possuem esse nível mínimo de conhecimentos jurídicos e científicos, pois só assim poderão assumir condignamente a defesa de relevantes interesses pessoais e patrimoniais dos cidadãos e das empresas.
5 – Ora, é do conhecimento geral que o ensino do direito em Portugal se degradou nos últimos 30 anos. Com a proliferação de cursos de direito, estes chegaram a três dezenas sem que em muitos deles fossem cumpridos sequer os requisitos mínimos exigidos pela própria lei, nomeadamente, quanto ao número de professores doutorados, existência de bibliotecas, etc. Muitos desses cursos foram licenciados por sucessivos governos, não porque correspondessem a necessidades do país, mas sim para satisfazer poderosos grupos de pressão. Subitamente, a partir de meados anos 80, o ensino privado do direito transformou-se num lucrativo negócio que explorou inescrupulosamente as ilusões e as esperanças de uma juventude cada vez afastada dos benefícios do desenvolvimento e, sobretudo, com reduzidas possibilidades de acesso ao mercado de trabalho. As tradicionais exigências didácticas e o antigo rigor das velhas faculdades de direito foram substituídos por facilidades de toda a ordem, ditadas pela impreparação científica e pedagógica de muitos dos seus docentes e, principalmente, pelas leis do mercado. É que não poderia haver reprovações, senão os alunos procuravam aquelas escolas onde não corressem o perigo de reprovar. Assim, em algumas universidades, os cursos de direito pouco mais exigiam do que dois requisitos: o pagamento das chorudas propinas exigidas aos alunos e o decurso do prazo de cinco anos. O ensino do direito em Portugal aproximou-se dos padrões sul-americanos. Só faltam os cursos de direito por correspondência para a equiparação ser total. E de tal maneira se tornou evidente a degradação do ensino do direito em algumas universidades privadas, que nos últimos anos o Estado se viu obrigado a encerrar administrativamente alguns dos cursos de direito. Só o actual governo, através de despachos do Ministro do Ensino Superior, já encerrou três universidades onde se ministravam vários cursos de direito. Esse facilitismo contagiou até algumas das mais rigorosas e prestigiadas escolas de direito portuguesas. Basta comparar as percentagens de reprovações actuais com as anteriores ao aparecimento das universidades privadas. A OA reconhece e aceita que a qualidade do ensino do direito não é nem tem de ser igual em todas as escolas. Há escolas públicas com boa e menos boa qualidade e há escolas privadas com boa e má qualidade. Não é isso que está em causa. O que importa é que todas propiciem os conhecimentos mínimos necessários para o exercício do patrocínio forense, tal como está previsto na Constituição da República Portuguesa, ou seja, como elemento essencial à Administração da justiça. E essa tarefa de averiguação compete à OA, a qual dela não poderá abdicar sob pena de se demitir de uma das dimensões essenciais da sua função reguladora. É que não haverá boa administração da justiça – e, como tal, estado de direito – se não houver Advogados minimamente habilitados com conhecimentos jurídicos, profissionais e deontológicos para exercer o patrocínio forense.
6 - Por fim, o Processo de Bolonha, ao baixar o número de anos para conclusão das licenciaturas em direito, implicou necessariamente uma diminuição das exigências científicas. Em algumas escolas as licenciaturas baixaram de cinco para quatro anos e em outras de cinco para três anos. Esta acentuada diminuição do número de anos de formação académica, conjugada com o panorama mais geral de degradação do ensino do direito em Portugal, veio acentuar ainda mais a diminuição das qualificações científicas de alguns licenciados que hoje se candidatam ao exercício das profissões forenses. Ora, tudo aconselha que o acesso à profissão de Advogado mantenha os mesmos níveis de exigência científica, ou seja, dez semestres de formação académica, quer sejam titulados por uma licenciatura em Direito obtida antes do Processo de Bolonha, quer sejam titulados por uma licenciatura e um mestrado em Direito obtidos depois do Processo de Bolonha. É necessário, por outro lado, evitar que a OA ministre formação a quem não deseja exercer efectivamente a Advocacia; ser Advogado, nos tempos actuais, deve resultar de uma genuína vocação profissional e não constituir apenas uma escolha residual de quem não consegue aceder à profissão que deseja. Com efeito, a formação dos futuros Advogados acarreta relevantes encargos para a OA (financeiros e outros), importando, também por isso, averiguar quais são os licenciados no âmbito do processo de Bolonha que reúnem os necessários requisitos científicos para efectuar o estágio necessário ao exercício da Advocacia.
7 – Por tudo quanto supra ficou exposto e sem necessidade de quaisquer outras considerações, o Conselho Geral reunido em sessão plenária no dia 31 de Agosto de 2009, delibera o seguinte: a) – Instituir um exame nacional de acesso ao estágio de Advocacia ministrado pela Ordem dos Advogados destinado a verificar os conhecimentos considerados necessários para o efectivo patrocínio forense. b) – Esse exame deverá realizar-se com a antecedência mínima adequada em relação ao início de cada um dos cursos de estágio a que se destinam. c) – Tal exame aplicar-se-á apenas aos candidatos que tenham obtido a licenciatura em direito no âmbito do Processo de Bolonha e que pretendam inscrever-se em cursos de estágio que se iniciem após 1 de Janeiro de 2010. d) – Para tanto deverá o Conselho Geral, ouvidas a Comissão Nacional de Estágio e Formação e a Comissão Nacional de Avaliação, aprovar as pertinentes alterações regulamentares no prazo máximo de dois meses. Lisboa, 31 de Agosto de 2009O Presidente do Conselho GeralA. Marinho e Pinto

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Estado deve dar mais oportunidades e proteger os jovens nos momentos mais difíceis da “vida de um jovem”

Todos queremos um país com ambição e mais justo, mas essa ambição passa por dar mais oportunidades aos jovens e proteger-nos nos momentos mais difíceis das nossas vidas. Hoje, podemos constatar que um dos momentos difíceis da vida de um jovem está relacionado com os estudos e com a dificuldade em encontrar um emprego após terminar esses estudos, sendo os mestrados e as pós-graduações, em diversos casos, uma alternativa à falta de oportunidades no momento em que se procura o emprego, são mais uma “despesa” para valorizar o currículo e procurar emprego com mais qualificação, mas o Estado pode e deve fazer mais neste campo, porque em vez de procuramos estatísticas, procuramos rigor, protecção e acompanhamento dos jovens, poderíamos ter uma taxa de desemprego menor e um país com mais oportunidades, pois esse é também o dever do Estado, criar mais oportunidades de emprego para o jovens e criar protecção na entrada para o mercado de trabalho, e não dificultar mais a vida de um jovem. Eu insisto nesta questão, porque acho que aqui existe uma “lacuna”, pois é um investimento elevado que os pais fazem na educação de um jovem, e depois esse investimento não é compensado por quem tem responsabilidades e poder para alterar e criar as medidas necessárias de apoio aos jovens na entrada para o mercado de trabalho.

Dia 19 Novembro - Conferência com Dr. Marinho Pinto na UCP - Porto

No próximo dia 19 de Novembro, quinta-feira, pelas 17 horas, vai realizar-se, na Universidade Católica Portuguesa,no Porto, no auditório A1, uma conferência aberta a toda a comunidade, com o Bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Marinho Pinto. O evento versará sobre as seguintes temáticas:

- O estado da Justiça e Advocacia em Portugal;

- A proposta do reforma dos Estatutos da Ordem dos Advogados;

- O projecto de alterações a implementar em Janeiro no regime de estágios da Ordem


O Dr. Marinho Pinto, como é de conhecimento geral, é uma pessoa polémica, como reiteradamente demonstra nas suas intervenções públicas, mas em termos práticos o tempo começa a ser o seu principal inimigo, daí ser de interesse real para toda comunidade de Direito esta conferência com o Bastonário da Ordem dos Advogados.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

?

Robert Enke


Investiga-se, descobre-se, ataca-se, defende-se, interroga-se, mas nunca se conseguirá compreender a dor...

domingo, 8 de novembro de 2009

Conferência Dr. Medina Carreira :" Porquê não investir em Portugal ?"

Hà uns dias estive presente numa conferência, no palácio da bolsa do porto, em que o protagonista era o Dr. Medina Carreira, entre os demais presentes também se encontravam o seu grande e fiel amigo Dr. Miguel Cadilhe. Ao contrário do que se esperava, não houve apenas um sentido crítico nesta conferência, mas discutiu-se muito de forma coerente e séria em torno da seguinte questão: porque é que não se investe em Portugal ? Em 2008, num seminário que tive com o Dr. Roquete, presidente do Grupo Pestana, ele dizia que no tempo (2 anos por exemplo) em que construia um hotel em Portugal, construia dez hotéis no brasil, sendo a burocracia uma das críticas elaboradas na altura pelo Dr. Roquete. Não me esqueço que também na altura o Dr. Roquete disse que por causa de uma raça de morcegos (rara) teve que parar a construção de um hotel durante um largo período de tempo em Portugal e fazer estudos e contratar peritos para averiguar essa questão, o que atrasou o projecto e atrasou o país e atrasa o seu desenvolvimento. São estas e outras questões que deveriam fazer pensar os nossos governantes e , concordando e discordando com Dr.Medina Carreira, hà uma coisa com a qual todos concordamos, pois os dados não nos enganam, e essa coisa é que cada vez menos se investe em Portugal e isso deve-nos procupar a todos nós portugueses.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aulas abertas de "pensamento crítico" na Univeridade Católica

A Universidade Católica é pioneira na inovação e mais uma vez, agora a cargo dos seus alunos surgiu a ideia de fazer uma sessão aberta da cadeira de "pensamento crítico" a todos os alunos e quem quiser assistir na universidade, e esta sessão consistirá numa forma de demonstrar a dinâmica, a interactividade, a divergência de opiniões, o respeito, o diálogo, sendo uma demonstração destas "aulas", que têm dado que falar nos corredores da faculdade e aulas das quais tenho oportunidade de estar inscrito e ser mais um elemento a enriquecer os debates, respeitando sempre todos os presentes e argumentando as diversas posições, sobre os diversos temas, não sendo precisar afirmar que se exige conhecimento, pois esse elemento é essencial para dar credibilidade a qualquer orador. Lembro-me que um dos últimos temas seleccionados para debate foram as declarações proferidas por José Saramago, das quais não fiz qualquer comentário, pois não li o livro (sendo essencial para argumentar sobre o tema), e tenho curiosidade em ler, mas fiquei supreendido com a quantidade de pessoas em Portugal que opinaram sobre o assunto sem terem lido o livro, e mais grave ainda, sem terem lido a bíblia. Esta cadeira de "pensamento crítico" é nova na faculdade e será dada a conhecer a todos os interessados, e todos terão oportunidade de intervir e discutir os temas em debate.

Ainda existem elementos da autoridade em pleno século XXI que vêem os jovens como alvos típicos da tradicional e ineficaz "caça à multa"

Não podemos falar na generalidade, mas a verdade é que ainda existem elementos da autoridade no nosso país que vêem os jovens como alvos típicos da tradicional "caça à multa" e isso é um registo de "atraso", pois são ainda muitos os polícias que quando pensam em jovens, pensam em "exageros", pensam em "álcool", pensam em "excesso de velocidade" de forma deliberada, esquecendo-se que a "má prevenção" é responsabilidade da sua autoria e que se em vez de discriminarem os jovens, fizessem um trabalho com rigor, seriedade e profissionalidade talvez hoje tivessemos um país mais seguro, um país mais justo e com menos sinistralidade. Eu refiro que ainda existe discriminação pelo minha última experiência com contacto com a autoridade, experiência da qual tirei algumas conclusões, a principal foi que o único objectivo das "operações STOP" é única e exclusivamente atingir a pessoa, seja ela qual for, em termos económicos, e num país onde agora o polícia recebe "comissão por multa" não há muito a explicar, apenas a esperança de mudança, mudança essa que já esteve mais longe de acontecer.

sábado, 17 de outubro de 2009

Os políticos em Esposende deviam ter mais respeito pelo povo, pois é esse quem os elege

Quando penso em Esposende, penso em amigos, família e uma cidade onde gosto de estar e pela qual gosto de vaguear, uma cidade pela qual nutro uma carinho especial, por razões já identificadas e pelas pessoas. Em termos políticos, é pouco mas precisa a informação sobre o panôrama político de Esposende. No porto, assisti a debates sobre os principais candidatos, foram várias as vezes onde estiveram presentes pelas ruas do porto e acho que os portuenses votaram na pessoa, porque para além de toda a obra e todo o trabalho desenvolvido, o Dr. Rui Rio é uma pessoa que respeita os portuenses e defende os interesses da cidade, oferecendo valor às pessoas que têm esse valor humano. Eu vivo no Porto, e como a maioria dos estudantes, não estou em Esposende durante a semana e gostava de ter tido oportunidade de através de rádio, televisão, ou outra qualquer forma poder local ter sido respeitado e ter tido essa oportunidade de assistir a um debate onde todos os candidatos estivessem presentes. Uma coisa que aprendi com políticos com os quais tenho consideração e ainda me cruzo nos corredores da faculdade, é que "a humildade diz muito do que uma pessoa é" e se há coisa que não houve foi essa humildade nem respeito pelas pessoas que votaram. Não é desta forma que se valoriza a democracia local.
É lamentável, não quero aprofundar esta reflexão, apenas reitero o que disse: é lamentável.

sábado, 10 de outubro de 2009

África - Ainda não passou assim muito tempo

Quando me lembro de África, de Cabo Verde, percebo que ainda nao passou assim muito tempo, houveram ensinamentos que jamais esquecerei, houveram olhares esquecidos no tempo, saudade do "compromisso", amor pela vontade de fazer mais por uma gente que sente cada momento de forma diferente e vive-o intensamente. Mudou alguma coisa ? Uma visão diferente.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cidade do Porto e Dr. Rui Rio, uma união que irá fazer e marcar a história da cidade

Por vezes, olhar para a política e encontrar pessoas de confiança e que vivam para a política é difícil, mas essas pessoas existem e uma dessas pessoas chama-se Dr. Rui Rio, candidato à Câmara Municipal do Porto. É uma pessoa que, ao contrário do que muitos pensam e opinam, tem feito do Porto uma cidade mais capaz e mais desenvolvida, e tem posto a trabalhar pessoas que viviam da "preguiça". Um das questões que tem estado no centro do debate é a questão da demolição do bairro do Aleixo. É "cómico" que Dr. Elisa Ferreira, pessoa pela qual não nutro simpatia pessoal, afirme que o bairro do Aleixo nao seja demolido, mas continua achar que o que antecessor do Dr. Rui Rio fez foi uma obra, pois só se for pelo facto de não ter combatido o problema e ter contribuído apenas para o aumento da criminalidade e do tráfico de droga, e quando a Dr. Elisa Ferreira diz que se deitar o bairro abaixo eles irão traficar para outro lado é a mesma coisa que dizer: " eu quero que tudo continue na mesma". Eu, pessoalmente não gosto da Dr. Elisa Ferreira e fiquei estupefacto no debate entre os candidatos à Câmara Municipal do Porto, quando esta Senhora interveio e afirmou o seguinte : " Os únicos candidatos de verdade à C.M.P do Porto sou eu e o Dr. Rui Rio, somos os únicos possíveis presidentes da C.M.P". Eu, sinceramente já tinha presenciado muito coisa na política mas quando presenciei esta falta de humildade e arrogância desta Senhora percebi que ainda hà pessoas que estão na política "sem rumo" e tenho a certeza que a cidade do Porto não quer que Dr. Elisa Ferreira fique no Porto, muito menos ser presidente desta cidade, que merece uma pessoa de respeito pelos portuenses, uma pessoa honesta e que lute pelos interesses da cidade e essa pessoa só tem um nome: Dr. Rui Rio.

sábado, 3 de outubro de 2009

Escola salazarista, tempos difíceis

Penso nos nossos camaradas que no dia 27 nos deixaram, penso no exemplo humano e na forma digna como faziam da ajuda ao outro um lema de vida

Quando soube do trágico acidente no dia 27 de Setembro, fiquei triste e decepcionado e juntei-me a todos aqueles que estavam de luto por estes nossos camaradas. Não se enganaram nas suas prioridades, pois a prioridade era "ajudar o outro" e isso ficará guardado e registado para sempre junto daqueles que sempre os acolheram e sempre tiveram juntos deles.


"Vida por Vida"

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eng. José Sócrates, a vitória da "estratégia política"

Esta semana, tive oportunidade de discutir com diversas personalidades, de diferentes cores políticas, "as eleições legislativas de 27 de setembro de 2009 e as suas consequências". Numa das minhas intervenções, eu apelei ao respeito pelos resultados eleitorais, que elegeram como primeiro ministro o Eng. José Sócrates, pois é importante, que, num país democrático, todos nos saibamos respeitar uns aos outros e respeitar o voto dos portugueses.
Na minha opinião, foi a vitória da "estratégia política", que desde início colocou uma hierarquia ao nível dos partidos políticos, o que dificultou os restantes partidos políticos, sobretudo o PSD que, teve uma "estratégia política" inferior à do PS. O PS de forma inteligente e persuasiva aproveitou esse facto para distanciar-se do PSD e da Drª. Manuela Ferreira Leite, com êxito. Eu tive oportunidade, através de pessoas próximas de mim, no Porto, de conhecer a máquina política do partido socialista, e sem dúvida que foi, em grande parte, a vitória da estratégia. Foi interessante no debate haver opiniões divergentes neste tema específico, o que consolidou o debate e tornou mais rico no seu conteúdo e permitiu que houvesse respeito e que as pessoas fossem o valor, e não os partidos políticos.

Dr. Paulo Portas e o renascer do CDS/PP

Numa análise global, não hà dúvidas em afirmar, que Dr. Paulo Portas foi um dos vencedores da noite eleitoral de 27 de Setembro de 2009. Acho que, perante os demais candidatos e partidos políticos, foi a pessoa que conseguiu transmitir um discurso mais realista e que mais respostas ofereceu aos portugueses, obteve mais personalidade e coerência ao longo da campanha, defendendo o seu programa de forma simples e personalizada, chegando ao seu eleitorado de forma simples e captando eleitores do PSD de forma personalizada.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Campanha com estratégia de convencer e não esclarecer as pessoas

Estamos juntos, mas certamente não será dia 27 de Setembro de 2009, porque as pessoas continuam cada vez mais afastar-se da política e isso não é bom para Portugal, nem para os portugueses. O que me deixa preocupado no nosso país em relação à política é haver pessoas a votarem na estratégia da maioria dos partidos políticos que é "convencer mas não esclarecer", votarem porque não gostam de "x", por uma medida errada tomada por "x", porque a família vota "x", por sorteio votarem "x", e a culpa destes factos é dos políticos, que quando têm oportunidade, como agora nas campanhas eleitorais, para esclarecerem as pessoas sobre os seus programas políticos, não o fazem e quando o fazem é feito de uma forma superficial, da qual muitas vezes exige uma qualificação superior para entender pequenos termos técnicos. Não gosto de criticar sem solucionar, e aqui a solução passaria apenas por falarem mais dos seus programas políticos e esclarecerem as pessoas, nada dificíl de concretizar, apenas vontade política. Agora temos nova eleição legislativa e daqui a duas semanas, a Senhora "x" que votou por exemplo no PS já diz que está arrependida porque não sabia da medida"y", pois por desconhecimento do programa do partido, o que acontece muito em Portugal.

Drª. Manuela Ferreira Leite oferece votos à direita e à esquerda

Portugal precisa de estabilidade e o povo gostaria de conhecer os programas dos partidos políticos, devendo a campanha servir para isso, o que não aconteceu particularmente nesta campanha para as legislativas 2009. O maior partido da oposição foi, para mim, a grande decepção desta campanha, pois já hà muito que escolheu uma "fraca" líder, que essencialmente e muito provavelmente contribuirá de forma decisiva para a derrota de domingo, pois as sondagens, incluindo a da Universidade Católica, da qual tenho mais conhecimento, apontam o PS como grande vencedor das eleições legislativas de domingo, o que certamente será uma derrota para Drª. Manuela Ferreira Leite que, para mim, foi das piores líderes partidárias que já alguma vez vi passar na política, pois para ser-se uma pessoa credível, honesta, respeitada não é preciso seguir uma estratégia de puro "afastamento" das pessoas. Não tenho muitas dúvidas que o CDS-PP subirá e conseguirá restabelecer um eleitorado que nas últimas eleições perdeu para o PSD, e o PSD também perderá votos não para o PS, mas para o Bloco de Esquerda. O PSD oferecerá votos à direita e à esquerda, o que tudo indica que irá acontecer. Uma das coisas que me supreendeu no PSD e é objecto de crítica de forma justa foi o facto de a líder preocupar-se única e exclusivamente com os seus militantes e não ter um discurso de direcção para a população em geral, para os jovens em especial.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ajudar aqueles que mais precisam de forma séria deve ser prioridade e não ajudar a classe dos acomodados (rendimento mínimo)

Em Portugal os níveis de pobreza continuam elevados, daí que a ajuda aqueles que mais precisam tenha de ser feita de uma forma séria, entre outras, e essa atitude série passa por controlar e fiscalizar a atribuição do rendimento mínimo, pois neste âmbito o Dr. Paulo Portas tem exaustivamente colocado esta questão no centro do debate, e na minha opinião, justamente, pois existem provas e testemunhos que concluem que hà pessoas que vivem do "rendimento mínimo" e que realmente não trabalham, daí a atribuição do "rendimento mínimo" dever respeitar os critérios de atribuição e não ser um desrespeito a todos os cidadãos, pois este foi criado de forma a assegurar aos cidadãos e seus agregados familiares recursos que contribuam para a satisfação das suas necessidades mínimas e para o favorecimento de uma progressiva inserção social e profissional. Mais uma vez, paga sempre aquele que mais precisa, e estes que mais precisam vêem muitas vezes o rendimento mínimo recusado, passam fome e vivem da ajuda dos familiares e vizinhos e pessoas jovens que bem podem trabalhar vivem acomodadas e com o "salário" de todos os portugueses. Antes que seja tarde demais, é necessário fiscalizar e controlar com rigor e de forma série esta "classe dos acomodados".

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro de 2001

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Debate José Sócrates e Francisco louçã

Hà uns tempos que necessitava de estudar a actualidade e o que se passa no panôrama nacional, pois no tempo que estive fora do país foram escassas ou quase nulas as vezes que contactei a realidade do nosso país, não por falta de interesse, mas por falta de oportunidade. Assisti ao debate entre Eng. José Sócrates e Dr. Francisco Louçã e acho que, para os indecisos e para todos aqueles que até simpatizam com o Dr. Francisco Louçã ficou definitivo e de forma clara a ideia de que o bloco de esquerda não é solução para Portugal, e eu confesso que fiquei supreendido, entre outras medidas, "a eliminação integral dos benefícios fiscais para as pessoas ao produtos privados de poupança para reforma( PPR), despesas de educação e de saúde, nas áreas que haja oferta pública". Eu, como todos os portugueses, gostavamos de saber o que o Sr. Louçã fazeria com os mil milhões de euros ? Mas, é aqui que o bloco de esquerda vive na ilusão, porque não tenho dúvidas que todos os portugueses gostariam que a saúde e a eucação fossem gratuitas, mas isso não é possível e é completamente irrealista. Sinceramente, pensei que fosse assistir ao debate onde fossem discutidos os problemas do país de forma séria e realista, mas o Dr. Francisco Louçã não pode querer um país sério e justo com medidas como as que apresentou ao país, atacando de um forma injusta a classe média .