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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Raríssimas







   A Raríssimas é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em Abril de 2002 para apoiar todos os cidadãos portadores de doenças menos comuns e todos aqueles que com eles se correlacionam. É isto que está no site. Um instituição onde não há lucro, e que beneficiam de um estatuto diferenciado pelo serviço social que prestam. Depois de tudo o que se ouviu e foi tornado público, devemos ponderar e saber dividir as coisas. Uma coisa é a instituição e o serviço meritório que presta, e, que tanta falta ao nosso país instituições que apoiam estas pessoas com doenças raras. Outra coisa são as pessoas que se apoderam dos cargos para servir-se em vez de servir os outros, e , aqui, seguramente que a raríssimas não é o único caso, raríssimas há muitas. Mas, se há razões para condenar, e aqui o comportamento da presidente foi pouco ético e infeliz ao referir "foi uma cabala muito bem feita", em contraponto com as provas de que aos meninos da instituição era servida comida fora de prazo, por exemplo, o que não pode ser aceitável.
   Uma boa solução seria criar uma entidade para fiscalizar estas instituições, e perceber se o dinheiro que é atribuído chega aos principais destinatários e é aplicado para o fim a que se destina, que algumas vezes, este dinheiro é instrumentalizado e acaba por não ser aplicado para os fins que deveria ser, e é isto que tem de ser combatido, porque se for fiscalizado, minuciosamente, dificilmente estas situações que foram relatadas voltam a repetir-se, porque tudo isto é má utilização dos fundos públicos, aqui subsídios públicos.
   Não devemos, jamais, é confundir as instituições com as pessoas titulares dos seus cargos e órgãos sociais, porque se, neste caso, se provar algumas acusações que são feitas à presidente da raríssimas, esta deve ser condenada, mas a instituição deve continuar o seu trabalho, que é importante para a sociedade e para o país.


2017?



 Artigo 171.º  do Código Penal Português

 Abuso sexual de crianças 

 1 - Quem praticar acto sexual de relevo com ou em menor de 14 anos, ou o levar a praticá-lo com outra pessoa, é punido com pena de prisão de um a oito anos.

 2 - Se o acto sexual de relevo consistir em cópula, coito anal, coito oral ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objectos, o agente é punido com pena de prisão de três a dez anos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Panteão Nacional desde 1836


1836 - Panteão Nacional

2017 - Panteão Nacional




   Foi em 2014 que, por despacho (8356/2014) Jorge Barreto Xavier (secretário de estado à data) teve a diferente e inovadora ideia de permitir que se possa alugar o Panteão Nacional para "jantaradas". Os preços variam entre os 750 euros e os cinco mil euros, conforme se pode ler no despacho. O grave não é terem sido as pessoas da Web Summit, que são os últimos culpados (na verdade nem culpados são, porque estava aberto ao público e tiveram um gesto de louvar e enaltecer ao pedirem desculpa), mas sim quem permitiu e autorizou que tal jantar fosse permitido, e principalmente os anteriores que já foram lá realizados.  Jorge Barreto Xavier ainda veio tentar justificar-se com a ideia de que no despacho vem frisado  que "podem ser rejeitados os pedidos que colidam com a dignidade dos monumentos", ou seja, na verdade isto é o mesmo que não dizer nada, porque tudo o que é permitido no despacho pode desde logo colidir com a dignidade de tais monumentos (qualquer aluguer do espaço colide com dignidade dos monumentos), logo para quê sua criação? Por vezes, mais vale não se dizer nada, do que justificar aquilo que não tem justificação. Quem criou o despacho foi com a ideia de permitir e alugar o espaço a quem quisesse sem restrições, porque não há espaço para excepções aqui neste diploma, porque criar uma excepção seria impedir o seu diploma na totalidade. E se este Governo também tinha conhecimento e nada fez também agiu mal.
   Quando a perda de valores e princípios possa ter chegado aos altos cargos da nação devemos evitar o seu alastramento e estancar a sua proliferação, porque um local onde estão aqueles que se distinguiram pelos mais altos serviços prestados ao país deve ser preservado e respeitado. Foi em 1836 que Passos Manuel, através de decreto mandou construir o Panteão Nacional, e jamais podemos permitir que haja a "banalização" de um local tão sagrado e inspirador para todos nós enquanto portugueses. Ali estão aqueles que serviram o país de forma exemplar, que lutaram e elevaram o nome de Portugal. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Elogio à Simplicidade






  Nunca vi o meu voto ser tão respeitado e nunca tive tanto orgulho em alguém em quem votei. Se fosse hoje, votava duas vezes em Marcelo Rebelo de Sousa, porque nunca houve ninguém que o merecesse tanto. Para fazer o bem a quem mais precisa, por vezes, basta um gesto ou palavra com um abraço. Quando o azar nos bate à porta, temos de pensar que a missão principal de todos e a obrigação é estar ao lado destas gentes, e evitar o sofrimento, porque o país ainda sofre e sofre muito, ao ver estas gentes completamente devastadas.
   Elogio à simplicidade de alguém que nos representa de uma forma que nos enche a alma.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Marcelo salva a face





   Marcelo, de uma forma lúcida e olhando com olhos de ver para o país, fez ontem uma declaração que respeita todos aqueles que perderam as suas vidas estes dias nos incêndios e suas famílias. Salvou a face de um país que tinha vergonha em todas as declarações governativas que até ali tinham sido proferidas. Haja alguém que se coloque no lugar daqueles que perderam seus familiares, suas casas, suas economias, seus animais, o trabalho árduo de anos e anos de sacrifícios. Estamos a falar de pessoas que lutaram sozinhas com as mangueiras de suas casas contra os fogos, tendo algumas mesmo perdido a vida nesse combate.



terça-feira, 17 de outubro de 2017

Passividade pouco compreensível


Manifestação em Espanha pelas 4 mortes nos incêndios



   Aqui na vizinha Espanha, na Galiza,  morreram 4 pessoas nos incêndios, e foram milhares aqueles que saíram à rua gritando tarjas como "fogos nunca mais", exigindo a demissão do presidente do governo regional, por incompetência na defesa das populações. Deixemos de lado o medo pelas palavras, e haja coragem em assumir que estas 41 mortes já confirmadas isola-nos no tempo, e atira-nos para uma visão de país de terceiro mundo. 
   Ontem, quando assisti à declaração do primeiro ministro não quis acreditar, porque se há coisa que não foi feita foi tudo o que deveria e poderia ter sido feito para evitar estas mortes. A par da ministra, foi mau demais o que se ouviu, e não se pode olhar para o lado depois de mais uma tragédia destas. 
   O que faz um povo ser tão passivo perante o poder político? Começa a ser preocupante esta passividade, e a forma como o poder político consegue "dominar" e "acalmar" um povo perante tragédias desta magnitude. Como é possível perante 41 mortes em tão poucos dias, o povo continuar sereno, como se fosse uma inevitabilidade? Acho mesmo que começa a ser um caso sério esta passividade pouco compreensível de um povo que vê os seus serem dizimados de uma forma arcaica, sem haver responsabilidades, esperando, mais uma vez, que o tempo seja o curador de todas as feridas que ainda ficaram por sarar.
   

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mortes Inaceitáveis









   Mais uma tragédia em Portugal, e neste momento já estão 29 mortes confirmadas, em consequência dos vários incêndios que assolam o país. Num momento em que as pessoas lutam com que podem, muitas isoladas, sem qualquer protecção e orientação, o Secretário de Estado da Administração Interna veio dizer que "Não podemos ficar à espera dos bombeiros". Se há coisa que vemos e as televisões nos mostram são as pessoas, em muitos casos, sozinhas, unidas com as suas populações, a combaterem os fogos. Haverá alguém que veja a sua casa cercada por um incêndio e não faça nada? 
   O cenário que nos chega mostra uma pessoa grávida a fugir das chamas em contra-mão na A25, outras três encontradas mortas em suas casas e tantos outros por aí a tentar, igualmente e em desespero, fugir à perseguição das chamas.
   Como podemos repetir os mesmos erros? Em Pedrogão vimos pessoas a morrerem dentro das suas casas por falta de auxílio, e aqui igual. Em Pedrogão vimos pessoas a morrerem nas estradas por falta de informação (em alguns casos até informação prestada incorrecta) e aqui igual. Em Pedrogão não vimos um plano para retirar as pessoas das casas atempadamente, e aqui igual. Em Pedrogão existiam milhões investidos para os combates aos incêndios e o pouco aceitável aconteceu e aqui também.
   Estamos todos com as famílias daqueles que perderam as suas vidas, e devemos fazer tudo para evitar mais mortes, mas já há uma coisa que não podemos evitar: a tragédia. Estamos perante mais uma tragédia nacional, e, não é admissível nem aceitável estas mortes, essencialmente da forma repetida como aconteceram, quando existem milhares de pessoas destacadas e milhões investidos exclusivamente para evitarmos, no mínimo, uma tragédia com números de mortos desta natureza, que nos chocam, nos vergam e entristecem um país. 


    

domingo, 15 de outubro de 2017

Aquecimento Global








   Num momento em que todos nos deparamos com o problema do aquecimento global, e, os recentes estudos apontam para o aumento dos indícios que comprovam esse aumento do aquecimento, assistimos a um triste retrocesso americano, sem nenhuma razão que possamos aceitar. Ainda é aceitável, em pleno século XXI, ponderar a influência da humanidade no aumento global das temperaturas? 
   Conseguir alcançar o acordo de Paris sobre as alterações climáticas durou anos de negociações, e quebrá-lo agora seria um retrocesso mundial. Depois de Bush ter quebrado com o Protocolo de Quioto (com o mesmo argumento que Trump, de que interferia na economia americana) , o protocolo deixou conseguir cumprir suas metas quanto às emissões de gases de efeito de estufa. Mas nem tudo foi mau, e o surgimento, por exemplo, das energias renováveis, deve-se me muito a este protocolo, bem como o apoio que foi dado a países em desenvolvimento, como por exemplo, a ampliação das suas florestas e espaços verdes. 
   A ONU terá aqui um papel decisivo, e esperemos que demova Trump deste retrocesso, e o convença da importância desta redução para o bem da humanidade e da sua existência. Juntamente com a China, os E.U.A representam metade das emissões de carbono a nível mundial. 
   Deve ser dado exemplo da Alemanha, que conseguiu reduzir os seus gases efeito-estufa sem diminui seu PIB. Num momento em que os avanços ficaram aquém do esperado, e, o degelo num recente estudo do New York Times é referido como um problema que adenda-se a cada dia que passa (veja-se o recente fenómeno da Antárctida onde abriu-se um buraco do tamanho da República Checa), é fundamental e urgente que o Acordo de Paris seja cumprido.



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Elogio a Marcelo

Mafra - 05.10.1910



   Mais uma vez, neste 5 de Outubro, Marcelo soube ter elevação e fazer um discurso inteligente, ponderado e optimista. Este apelo e promoção do presidente a uma política transparente, em que se assuma humildemente o que correu bem e o que correu mal é uma defesa da democracia, onde este dia é um dos seus expoentes máximos. Soube pedir respeito e prestígio, por exemplo, para as nossas Forças Armadas, numa clara alusão a Tancos, mas sem nunca perder a compostura nem entrar numa crítica deselegante ou desestabilizadora, até porque não há razões para isso.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Isaltino Morais





   Talvez tenha sido a vitória mais surpreendente da noite, de alguém que todos os candidatos tentaram colocar fora desta corrida, como se já tivessem algum pressentimento do que se viria a passar. Gostaria de saber quais as razões da população de Oeiras para dar a vitória a Isaltino Morais, e com maioria absoluta, depois de ter sido condenado a uma pena de prisão de 7 anos, perda de mandato, com condenação em todas as instâncias judiciais, por ter desviado milhares de euros enquanto autarca, fraude fiscal, abuso de poder, corrupção e branqueamento de capitais.

Rescaldo Eleições Esposende






   Houve uma grande derrota e uma grande vitória em Esposende. A grande vitória foi do PSD, que sem sombra de dúvida, ganhou de forma clara, sem muita margem de contestação. Mas não é por ter 60% que deixa de ter apresentado uma das piores listas dos últimos anos, em termos de valores e nomes. E isso deve exigir uma reflexão para se tentar perceber qual a razão para meia dúzia de pessoas com influência económica continuarem a decidir sobre o futuro de Esposende (em privado algumas até fazem trocem daqueles que hoje votaram massivamente neles).
  A grande derrota foi do PS e do CDS. O PS não existiu, sendo que se a maioria das pessoas nem sabia do nome do candidato, e mesmo que não soubesse do nome, a imagem e os seus cartazes não ajudavam à cativação, por muito esforço que se fizesse. E se PS com esta conjuntura não tem melhor candidato, algo vai muito mal, e não é de hoje. Já o CDS, na mesma linha, escolheu um candidato sem expressão, que fez uma campanha pobre, e que, conseguiu piorar os resultados e contribuir para a vitória do PSD. O JPNT não ficou de lado, e foi também um dos derrotados desta noite, de uma forma menos penosa que os que os restantes, porque não tem máquinas partidárias. Mas, talvez tenham tido demasiadas pessoas inexperientes e "puras" politicamente, que na política paga-se caro, e faltou uma oposição mais dura e mais veemente. Foi notória a falta de uma oposição forte durante a campanha, e era necessário para mostrar que há melhores e mais capazes para o cargo.
   Há uns tempos, alguém dizia: "Um dia destes vou para a câmara, ainda vou ver quando vou para lá como Vereador, quando me der mais jeito". E não é verdade que aconteceu?
   Esposende merece que as pessoas estejam de alma e coração nos cargos para os quais foram eleitos, mas o verbo merecer é diferente do verbo acontecer.

sábado, 30 de setembro de 2017

Referendo na Catalunha






   Este referendo na Catalunha é apenas surpresa para quem nunca lá esteve, mas se este precedente vencer, podem outros reivindicar tal autoridade, como, por exemplo a Comunidade Valenciana ou Andaluzia? Com que legitimidade poderá ser colocada em causa? Regresso dos nacionalismos? Será que a ilegalidade do refendo chega para justificar a sua não admissão?
   Quando estive em Barcelona, lembro-me de falar com um empregado de um hotel sobre este tema, que vivia há muitos anos na cidade, e, uma das coisas que me dizia era que as pessoas dali não eram espanhóis, eram Catalães, e diferentes da maioria das pessoas do resto de Espanha. E esta forma de estar de quem vive na Catalunha tem uma razão de ser: estamos a falar da região mais rica de Espanha, onde não precisam de mais nenhum dos outros povos e estamos a falar de uma região que representa aprox. 20% do PIB espanhol. Lembro-me igualmente de contactar com a Catalunha quando estive a trabalhar em Valência, e estava em causa um negócio de milhares de euros, e eles queriam ter um tratamento diferente do resto de Espanha, e queriam ser tratados de forma diferente, e inclusivamente, se em Madrid tivesse a acontecer o negócio de uma forma, eles queriam que fosse de outra. Até no turismo eles gostam de enaltecer a diferença, e, gostam de ser a região que recebe o turismo de "elite", o designado "bom" turismo, ao contrário, por exemplo, de Benidorm, que recebe um turismo mais fraco, tudo em termos económicos. 
   Esta ideia de nacionalismo existe e não pode ser ignorada, mas não pode ser, ao mesmo tempo, tolerada a qualquer custo, e, à revelia das regras de um estado democrático. E esta forma autocrata da Catalunha não pode ser aceite, nem sobrepor-se à decisão do Tribunal Constitucional Espanhol, que considerou ilegal o referendo.


   

Eleições Autárquicas Esposende








   Eu, como muitos, iremos votar amanhã para a eleição do próximo presidente da Câmara de Esposende, e o futuro da cidade está na nossa mãos, porque somos nós eleitores que iremos decidir o futuro da cidade. São muitos aqueles que estão preocupados com o futuro de Esposende, como eu, porque queremos alguém que eleve e respeite todos os eleitores. E a pergunta que todos fazemos é: quem deve ser o próximo presidente da Câmara de Esposende?
   Ante demais, é de enaltecer o facto de ter havido uma luta saudável e democrática entre duas candidaturas: Benjamim Pereira (PSD) e João Cepa (JPNT). Foi bom ter havido uma candidatura capaz de enfrentar alguém que pensava que isto seriam "favas contadas", e seria o momento apenas de pensar em lugares, e cumprir o "beija-mão". 
    Numa pequena análise, olhando para a candidatura de Benjamim Pereira, este não foi capaz de constituir uma equipa de excelência, muito pelo contrário, tendo perdido o seu melhor vereador: Rui Pereira. A sua lista é muito fraca, e, talvez o que se diz por aí seja mesmo verdade: "foram os únicos que aceitaram". Um presidente que esteve 4 anos à frente do município, tendo antes já estado como vice-presidente tinha o dever e obrigação de constituir uma lista forte e com nomes que dissipassem dúvidas, mas isso não aconteceu, e corre sério risco de perder a autarquia. Podem existir grandes projectos, até de milhões, mas isso não vale de nada quando não se tem as pessoas certas e capaz de os levar a bom rumo. E esta equipa de Benjamim Pereira está a um nível surpreendentemente baixo.  Foi um presidente que viveu muito para "fora" de Esposende, em detrimento dos interesses dos cidadãos, e que, não respondeu às prioridades de um concelho, onde o nível de desemprego continua elevado, e a captação de investimento continua a ser uma utopia. Definiu a construção de um canal para evitar as cheias na cidade como uma prioridade, ao invés de apostar por exemplo em políticas de emprego, que continua a ser um concelho onde os jovens desaparecem. Não podemos ter um presidente que quer fazer de Esposende uma ilha só para alguns cá viverem.
   João Cepa foi um presidente que esteve durante longos anos à frente do executivo, e desta vez decidiu candidatar-se com o movimento designado Juntos Pela Nossa Terra (JPNT), e, conseguiu criar um movimento dinamizador, interessante e com vivacidade e transparência. Conseguiu explicar às pessoas as suas políticas, e colocou como prioridade a criação de emprego e sua captação. A coesão social, a educação, a criação de emprego, atracção de investimento têm e devem ser apostas. Quando defendeu suspender o projecto de um canal para evitar as cheia na cidade, parece-me bem, porque há outras prioridades, e construção de uma variante à EN-13 é uma ideia interessante, que ajuda a resolver os problemas de vários cidadãos, que todos os dias se deslocam para trabalhar fora da cidade. Quanto à equipa, soube trazer o melhor elemento de Benjamim Pereira, e, isso é um dos grandes trunfos, a par do regresso de algumas pessoas que já vinha dos seus anteriores mandatos, e que têm o seu mérito. Fora isso tem muita gente nova, que são uma incógnita, mas que, mostraram querer e ambição.
   A dúvida amanhã será saber se Benjamim Pereira será eleito novamente presidente da Câmara de Esposende, e quem não quer que isso aconteça será óbvio onde e em quem terá de votar. Qualquer voto em outra candidatura será um voto em Benjamim Pereira.




   
    

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eleições na Alemanha


AFD - Alternativ für Deutschland



   O pior que pode acontecer a um país é não ter memória. As eleições na Alemanha, que elegeram um partido nazi (AFD) como a terceira força mais votada deve envergonhar-nos a todos, e, principalmente, os alemães. Foi eleito um partido que gerou o medo, contra refugiados e a imigração, contra o islão e que se orgulha da segunda guerra mundial. Sim, um partido que se orgulha e se identifica com o regime nazi, um regime que não teve piedade de milhares de inocentes e que cometeu uma das maiores atrocidades da nossa história. Foi um partido assim que vai ter quase uma centena de lugares no parlamento alemão.
   Uma das coisas que questiono é: porque votam as pessoas num partido destes? Sinceramente, não encontrei respostas, mas procurando, uma das respostas mais patentes foi que as pessoas votaram no AFD porque sabiam perfeitamente as suas posições sobre as variadas temáticas e assuntos políticos, ou seja, mesmo absurdas, eles tinham e têm posições firmes e claras sobre demais assuntos. Na verdade, e, infelizmente, existe um espaço para o crescimento deste extremismo, e, a incapacidade da maioria dos políticos actuais tomarem posições firmes sobre os demais assuntos, abre caminho a que haja uma instrumentalização destas incapacidades políticas.
   Devemos relembrar para nunca esquecer. Aqui fica um dos milhares de testemunhos do Holocausto, aqui uma carta enviada a um professor:"Caro professor, Eu sou um sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum ser humano deveria testemunhar: câmaras de gás construídas por engenheiros ilustres, crianças envenenadas por médicos altamente especializados, recém nascidos mortos por enfermeiros, mulheres e bebés assassinados e queimados por pessoas formadas na universidade. Eu lhe peço: ajude os seus estudantes a tornarem-se humanos. Seu esforço professor, nunca deverá produzir monstros eruditos e cultos e psicopatas. Ler, escrever e calcular aritmética são importantes se servirem para tornar as nossas crianças seres mais humanos".


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Elogio a Guterres




   António Guterres continua a dar cartas, e desta vez, com o apoio da embaixadora norte-americana, conseguiu moldar um pouco o pensamento de Trump e conseguiu que este dissesse:"você tem sido fantástico". Não há muito tempo, na cimeira do G7 em Itália, Trump criticava a ONU de forma veemente, e não poupava Guterres, e hoje já o elogia, e nada disso acontece por mero acaso. Independentemente de haver divergências sobre variadas temáticas, como o caso dos refugiados e aquecimento global, Guterres soube centrar a discussão em torno da questão da reforma da ONU, um tema que agrada a Trump. Guterres terá nos próximos tempos um papel fundamental como construtor de consensos, e como pregador da paz, essencialmente na questão da Coreia do Norte, onde a cada dia que passa a possibilidade de encetar qualquer tipo de conversações evapora-se. 


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Licenciaturas por creditação







   Desta vez a descoberta foi a Rui Esteves, que se demitiu ontem do cargo de comandante nacional da protecção civil, devido à falta de transparência do seu percurso académico, principalmente às "creditações" obtidas por atacado e companheirismo. Terá sido no IPCA? Não, foi no Instituto Politécnico de Castelo Branco. Mas é quase a mesma coisa, frequentado e ministrado pelos mesmos, só muda mesmo o nome e a decoração das salas. Como é que alguém tem uma licenciatura, obtendo 32 dos 36 créditos por equivalência (recentemente a lei alterou para "creditações"), sem estar sujeito a qualquer tipo de avaliação? Mais importante, como é que ainda em Portugal se permite a existência destes institutos politécnicos, que permitem ter uma licenciatura sem serem sujeitos a uma avaliação, com credibilidade zero, criados com um fim essencialmente político, onde a exigência e o rigor não existem, e, a promiscuidade é gritante e preocupante?


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Morte do Bispo do Porto



Papa Francisco com Bispo do Porto D. António Francisco dos Santos



   Uma grande perda para o Porto e Portugal, de um homem bom, que fazia o bem a quem estava mais próximo, e que não foi por acaso que o Papa Francisco o nomeou. É uma enorme perda, de alguém que fazia falta, porque são pessoas como o D. António Francisco dos Santos que a igreja e a religião precisa, pessoas que buscam ajudar o próximo com uma genuinidade e simplicidade ímpar. A sua grande luta e preocupação com os mais fracos é um marco e um legado que perdurá no tempo, e um exemplo para todos nós.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

China Subserviente?








   O espaço e a margem de manobra da China está cada vez mais apertado perante as Nações Unidas, e, continuar a servir um regime como o da Coreia do Norte é perigoso e pode complicar ainda mais os papéis dos restantes países na condenação e aplicação de sanções à Coreia do Norte. A Coreia do Norte tem combustível para 6 meses, e o que lhe resta são as transacções económicas com a China, que ainda lhe garantem o mínimo de sobrevivência. A China aceitou aplicação de sanções duras à Coreia, tendo mesmo publicamente alertado a mesma para não responder ás sanções da ONU. Mas a questão é saber se as vai aplicar ? Há dúvidas, e até agora, todos os indicadores referem que não está acontecer. Grande parte das receitas da Coreia vem das exportações para a China e com estas sanções haverá um corte de mais de mil milhões de dólares. Entre as medidas, a China não poderá contratar trabalhadores norte-coreanos, nem ter projectos em conjunto, nem aceitar responsáveis do regime no seu país. 
   A questão fulcral aqui vai ser se temos uma China subserviente ao regime norte-coreano (que sabe que é este o seu único e verdadeiro aliado) ou uma China decidida acabar com as "fantasias" de um regime caduco?

sábado, 2 de setembro de 2017

Eterna Diana


Diana Spencer



     Passou 20 anos, mas o lado bonito da vida é que há pessoas extraordinárias e que, independentemente de já não estarem entre nós fisicamente, a sua marca e o seu legado continuam a ser lembrados com a saudade de quem jamais deixa que isso pereça.
   Qual é a figura de Estado que, passado 20 anos, que tenhamos visto, tenha prescindido, em visita presidencial, de seguir o protocolo para passar a noite ao lado de um rapaz que tinha acabado de ser amputado a uma perna, a lutar pela vida numa cama de hospital?
   Ajudar a fazer o bem a quem mais precisa é escolher viver de acordo com uma política de valores que Diana muito bem personificava, e que tinha como objectivo alcançar o bem comum. Nunca esqueceu os povos das nações pobres, soube não ser indiferente ao sofrimento fora das nossas fronteiras, e isso não está ao alcance de qualquer pessoa, só de quem tem o espírito de serviço, uma vontade de encontrar algo em algo que era sempre superior a ela e que a desafiava e superava.
   Confesso que Diana faz parte de uma lista de pessoas que me inspira diariamente. Foi, é e será sempre eterna. Foi, é e será sempre um exemplo, de alguém a quem estamos eternamente gratos pelo seu legado. Deus a abençoe e nos continue abençoar com o seu fantástico legado, que jamais desaparecerá, pois ele está entre nós.


Bitaite de Cavaco


Cavaco Silva



   Cavaco Silva decidiu, na universidade de Verão do PSD, emitir sua opinião sobre variados assuntos, mas, mais uma vez, as palavras tiveram alvos, raiva e fúria. O ataque a Marcelo Rebelo de Sousa, onde disse: "A palavra presidencial deve ser escassa, por isso é que o actual presidente francês é conhecido como o presidente júpiter, um deus de palavra rara no seu Olimpo", é mais um exemplo de que o último mandato de Cavaco como presidente já não devia ter acontecido. Cavaco Silva esquece-se que saiu da política com uma popularidade negativa, onde ficou a imagem de um presidente quezilento, que procurava a inimizade, e, infelizmente, continua a tentar a penetração dessa forma de fazer política, mas o seu tempo acabou e não volta. E ainda mais grave e fica muito mal é criticar o seu sucessor, que tem feito um excelente trabalho. Incrível é a actual liderança do PSD colar-se a estas declarações e a um ex.presidente que nem os votos dos sem abrigo consegue angariar. Sempre que o PSD cola-se ao lado de Cavaco, afunda-se. Mas ainda bem que temos um presidente diferente, que usa a palavra diariamente e que fala com as pessoas.
    Era desnecessário o bitaite.