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terça-feira, 26 de abril de 2011

Mário Soares

Uma cerimónia diferente, um 25 de Abril triste e difícil o nosso, o de 2011, que tem o seu lugar na história, não pelo dia em si, mas pela época controversa que o mundo e o país enfrenta. Quatro discursos, um destaque, o de Mário Soares. Gostei de ouvir particularmente o discurso de Mário Soares, foi o mais assertivo. Deixem-me confessar que tenho gostado de ler muito do que escreve e da forma como tem pensado sobre determinados temas e da própria situação do país. Neste 25 de Abril de 2011, soaram 4 discursos de 3 ex-Presidentes da República e o presente, todos pronunciaram e aclamaram consensos políticos em prol do avanço do país e da vida do povo português. Hoje, admiro-me ao tomar conhecimento da posição do PSD em relação aos tão famigerados "consensos alargados" ou mesmo "união nacional" , por Aguiar Branco, negando essa possibilidade, e sublinhando que o objectivo é "maioria absoluta". Urge colocar a seguinte questão : onde está a identidade do maior partido da oposição ? quem manda proferir estas declarações dentro do PSD, de uma pessoa que há muito anda perdido no partido, concorreu para perder, votou a favor da moção de censura do bloco de esquerda e agora quando, as sondagens já colocam o PS no pelotão da frente, vem pedir aos portugueses maioria absoluta, como se os portugueses fossem uns "bananas" ? Após as comemorações do 25 de Abril, da particularidade de cada discurso, das opiniões juntas e subscritas de várias personalidade do nosso país nas variadas áreas, da imposição por quem nos empresta dinheiro de um entendimento imediato, ouvir estas declarações, em representação do PSD, é de quem vive noutro país, e está cá de férias.
Termino citando as últimas palavras do discurso de Mário Soares : "O Povo Português é excepcional, como sempre tem demonstrado ao longo de quase nove séculos de história. Tem hoje elites como nunca teve no passado: cientificas, intelectuais, artísticas, culturais, universitárias e até desportivas. E milhares e milhares de licenciados e de jovens que passaram pelas nossas excelentes Universidade e têm hoje uma educação superior. Com recursos humanos deste nível, um Estado, para mais com a nossa história gloriosa, pode ter dificuldades sérias mas vai sempre ultrapassá-las. Tenhamos pois confiança no nosso futuro colectivo – não nos deixemos cair em pessimismos doentios – até porque seremos todos nós que teremos de o construir".

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lady Diana Spencer




Um das minhas companhias na leitura diária é, a, em tempos, e que tanto admiro, "princesa do povo", Lady Diana Spencer, um exemplo de ser humano para todos nós, que soube retirar das suas acções o sentido afirmativo, conseguiu criar uma nova forma de contacto com as pessoas, quebrou com protocolos em prol de princípios éticos, morais e essencialmente solidários, uma capacidade de comunicar e gerar empatia com o povo que fez a diferença. Na noite do seu fatídico acidente, já algo não corria bem, estava triste e queria ver os seus filhos, entrava contrariada no Hotel Ritz em Paris para jantar com Dodi Al-Fayed, momentos antes ter entrado no carro até ao túnel da Ponte de l'Alma. Foi um exemplo de dignidade e, num momento em que estava feliz com o facto de Tony Blair, como lhe outrora tinha prometido, a ter integrado a liderar o objectivo : ajudar "África" com a sua eleição, estava prestes a transformar a sua "fama" e toda a sua visibilidade em proveito dos mais desfavorecidos, mas o tempo esvaneceu e o palco fechou-se.
Num período peculiar da vida social monárquica, é tempo de termos saudades da Princesa Diana:)







Sondagem, PSD (Equipa B) prepara passadeira vermelha ao PS

O PS poderá ganhar as próximas eleições ? Preparem as fronteiras pelo possível e presumível congestionamento. Mas a alternativa é Passos Coelho , com Marco António a Ministro da Justiça ? Fujam! Desde do congresso de Mafra, que Pedro Passos Coelho anda perdido no atlântico à procura de quem o salve, de quem atenda o telemóvel e se junte a ele neste quase "certo" naufrágio. A última notícia vem directamente do jornal "sol", em que o protagonista é António Capucho, mais um jogador da equipa A que rejeita integrar a equipa B do PSD afirmando : "Só vou se for para Presidente". Porque não abrir concurso público para as pessoas que quiserem candidatarem-se aos cargos, caso PSD ganhe ? Hà uns dias, escrevi que o líder do PSD nomeia as pessoas como quem estuda para um exame sem ler uma página da matéria e não podia ser mais verdade, no estado em que o país se encontra, que pedimos dinheiro emprestado, as pessoas que nos emprestam estão no nosso país, andamos a fazer estas figuras tristes e deploráveis. E esta recusa deve ser motivo de reflexão em Portugal e nos Partidos Políticos, veja-se que este Senhor António Capucho revela, sem papas na língua, que quer um "bom cargo", que quer um "tacho " como deve ser, e que se assim não for, nem pensem sequer numa vice-presidência, porque diz: "só sei ser presidente". O que pensa do país em relação ao futuro ? Eu respondo Preocupação, porque preocupa-me pensar ser governado pelas pessoas que neste momento estão no PS e PSD, são os fracos e o país não merecia isto, muito menos a sua história e aqueles que dela fizeram parte e lutaram até ao último minuto por nós. Dr. Rui Rio apela à mudança de sistema e regime, todos caminham nessa estrada e não pensam nas consequências e nos seus efeitos.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Rio Covo, Santa Eugénia, 09-04-11

O dia nasce, a equipa da UCP une-se e o destino é Rio Couvo, Santa Eugénia. Um cantinho do nosso país, onde cruzam-se os valores e as dificuldades, gerações de trabalho árduo onde a dificuldade é uma forma de vida e não um obstáculo a superar. Uma terra invadida de histórias, desde do homem que tentou suicidar-se com remédio de escaravelho ( percebendo "hoje" que errou e que é um acto de cobardia, tantos que partem e queriam estar aqui a viver, a lutar ao nosso lado ) ao que foi burlado por um agente de telecomunicações "optimus", só tendo conhecimento da burla após a recepção da factura mensal que tinha de cobrança de um serviço que assinou, sem ler o texto, confiando na palavra do dito "agente" ou lendo apenas o texto de forma parcial ( Se tem que assinar não confie na palavra reproduzida oralmente, confie na palavra reproduzida textualmente). Uma zona de artesãos, onde as queixas da concorrência "chinesa" é forte, em que o normal parece regressar e o produto português tende a possuír uma nova expressão. Cartonageiro onde estás tu que fabricas e vendes produtos em cartão ? Arte de quem nunca esquece, dizia-me : " Aquele barraco custou-me 50 mil euros e ainda o estou a pagar com os rendimentos desta arte, que é pobre mas digna". Eu que nem sabia o que significavas, nem tu nem a arte, que de tão digna faz sua expressão, e até paga o barraco. Um cruzar de vivências, desta vez em Santa Eugénia.

Portugal, 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ai se Sá Carneiro fosse Vivo!

domingo, 10 de abril de 2011

Passos e Sócrates, só falta o diabo

Acabo de tomar conhecimento da chamada de "Fernando Nobre" para cabeça de lista por PSD para Lisboa e possível presidente da Assembleia da República por indigência. Mas o que é isto ?Num momento peculiar, em que acabamos de pedir ajuda internacional, de um lado temos um comício, uma festa socialista de quem passa ao lado desta crise, do outro temos um candidato a "líder" de um país que ora liga à Dr. Manuela Ferreira Leite ( que o excluíu em Vila Real de candidato pelo PSD quando fora presidente do partido) para falar ao país, ora faz nomeações para cargos de relevo como quem faz um exame sem estudar uma página, ou esta nomeação de Fernando Nobre quer enganar alguém, a não ser com intuito meramente eleitoral ? As propostas para o país ?
Impressiona a forma como tudo esvanece no tempo, como ainda ontem foi pedir-se dinheiro emprestado e hoje faz-se uma festa, como ainda ontem rejeitou-se um PEC sabendo que agora teremos um PEC a dobrar. Começa a preocupar se não houver pessoas que cheguem à frente dos principais partidos, porque mais que tudo, o "hoje" preciso dos melhores, e, neste momento, tem os piores, os piores entre os piores.
Acho que só falta o diabo!

sábado, 9 de abril de 2011

Direito para ricos

Um país, onde existem 9.000 advogados, inscritos na ordem dos advogados que votam nesta "espécie de bastonário" que oprime e afronta os jovens que pretendem ingressar na ordem dos advogados é um país que deve fazer todas as pessoas reflectir, ou não pensamos em futuro cá dentro ? Esta semana, Dr. Joaquim Azevedo, Director da Escola de Direito da Universidade Católica Portuguesa, qualificou-o de "inimputável", não chocante, porque chocante é haver uma pessoa que não quer oferecer oportunidades a quem tem ambição de exercer advocacia, é aumentar em 1300% uma taxa de 50 euros para 700 euros aos advogados estagiários (até à realização do teste escrito no final da fase da formação inicial, desconhecendo um princípio básico como o da proporcionalidade), passar o exame de agregação de 50 para 650 euros, é haver 9.000 advogados que se protegem entre si, e defendem o "atraso", o "populismo", a "mentira", a "ditadura", o "baixo nível", a "taberna" " formação defeituosa", etc. É este o caminho de progresso em que os advogados que votam neste senhor acreditam ?
Enfim, como disse um dia um grande professor : " voltem às salas de aula que estão perdoados e ninguém tem falta". A restrição com base no poder económico é um atraso a todos os níveis, é uma não evolução e uma injustiça muito grave, cometida por quem há 1 ano entrava na Universidade Católica a afirmar o seguinte : " Nós queremos que qualquer pobre possa tirar um curso de Direito". É cómico não ? Na altura foi dito com seriedade por uma pessoa que não merece o respeito de ninguém, porque é mal educado e mal formado.
Passo a subscrever o pensamento de uma estimada amiga :
"Não estamos em finais de século XIX nem início de século XX e há coisas básicas que têm que ser enraizadas de uma vez por todas nos tempos que correm:
1.º - Estamos inseridos num mercado de livre concorrência e, sendo esta uma profissão liberal, que naturalmente exclui "os mais fracos", não consigo entender, nos dias de hoje, esta visão tão proteccionista (dos já instalados e não necessariamente dos melhores, diga-se!).
2.º - Caso não se concorde com licenciaturas de bolonha, esse é um problema que concerne ao sistema de ensino, nomeadamente às universidades. Na verdade, a Ordem não pode vedar o acesso à profissão com esse argumento! Isto porque o aluno não pode optar entre uma licenciatura de bolonha ou outra diversa que a Ordem dê primazia, é-lhe imposta a de bolonha.
3.º - Esta deliberação 855/2011 não passa de uma atitude vergonhosa por parte do Senhor Bastonário que me parece querer repercutir nos advogados estagiários as custas e honorários que desembolsou no processo que perdeu, esquecendo-se que há estagiários que nem sequer são licenciados no plano de bolonha - é o meu caso.
Como não conseguiu alterar os Estatutos e impor mestrado a todos como condição de aceitação na Ordem, nada melhor que aumentar as taxas... Isso sim, exclui os maus dos bons e não os que têm maior capacidade económica dos que não têm, enfim...
4.º - Por outro lado, "casa de ferreiro, espeto de pau", uma vez que há um princípio em Direito bem conhecido (pelo menos pelos advogados estagiários, pois não deveriam falar nele nas licenciaturas mais remotas, só pode) que é o conhecido princípio da tutela da confiança! Ora, aquando da inscrição vigorava uma tabela de taxa de emolumentos que, a 15 dias de estágio é alterada repentinamente... Alterada de 50 para 700 euros - diga-se que o princípio da proporcionalidade também não deve ser conhecido pelo Senhor Bastonário! Ah, e aqui o argumento do aumento de custos com a formação inicial também não procede, uma vez que a carga horária foi reduzida em comparação com o anterior curso assim como os 50 se mantém à hora no pagamento dos formadores.
Que se façam exames com o grau de dificuldade que é exigido a um recém-licenciado em Direito (algo que se espera para Julho, na verdade), que se faça uma avaliação contínua na 1.ª fase, levando em conta a presença nas aulas, a participação, a entrega de trabalhos (porque bem vejo as aulas vazias e a pouca participação!)... Não queiram é atirar areia para os olhos das pessoas com aumentos de taxas dizendo que isso sim é que traz mérito à advocacia e à justiça! Isto é um atentado contra a dignidade das pessoas e no mínimo vergonhoso! Acorde para a realidade Senhor Bastonário e deixe-se de birras imbecis! Preocupe-se sim em excluir os melhores dos piores através de um sistema que dê ênfase ao mérito porque isso sim é que dignifica a Justiça e não as possibilidades económicas das pessoas, principalmente na actual situação financeira em que nos encontramos - tenha vergonha!".

sábado, 2 de abril de 2011

Mouriz, 02-04-11

São 8:00 horas manhã, o alarme toca e hoje o destino leva-nos para Mouriz. Uma aldeia de gente humilde, que vive essencialmente da agricultura, que ainda fala em escudos, onde a pureza é uma forma de estar e de vida. A primeira pessoa com que me deparo na aldeia possuí 9 filhos, uma vida de trabalho árdua e uma miserável reforma, que ao fim de 10 dias já não existe, esvanece num tempo que já não é nosso, mas a Deus pertence. A farmácia é uma das detentoras de parte destas reformas que foram conseguidas com um sacrifico não reconhecido, por aqueles que não querem ver ou utilizam os atestados médicos para servir de justificação para o facto de não poderem ver. Viver com dignidade é um dos pilares de sustentação de uma sociedade democrática, mas exige fiscalização, porque existem pessoas em Portugal a quem o Estado lhes retira a dignidade, sendo muito grave. Mouriz, uma terra onde o ar expirado é puro, o oxigénio exalta dos campos e a agricultura o principal meio de subsistência da região, não surpreende a pobreza, mas o modo como a encaram, a coragem e a esperança de que amanhã o sol vai brilhar na aldeia. Numa avaliação dos políticos no local, é "devastador" o cenário, sendo curioso o encontro de mentalidades, entre o antigo ex-combatente do ultramar que elogia Paulo Portas pelos 150 euros a que hoje tem direito, e o "fanático" socialista, que admira o José Sócrates ( de início pensei que estava brincando), invoca que não concorda com aqueles a quem o Estado atribuí rendimento de inserção social sem fiscalização e passado poucos minutos, aparece uma familiar afirmar: "ele não quer é trabalhar, vive do rendimento mínimo". Um "PSD" sem alternativas, na pessoa do Passos Coelho é um sentimento generalizado acumulado com um medo de nova eleição de Sócrates. O afastamento dos políticos destas gentes pode ser um dos indícios de um possível fim ou substituição de sistema, porque não devemos aceitar que o Estado e os políticos continuem a "fechar" os olhos às dificuldades das pessoas mais pobres da sociedade, que vivem mensalmente com rendimentos abaixo dos 300 euros, pessoas que, no campo das "obrigações" estão em igualdade com os restantes cidadãos, mas no campo dos "direitos", não existe essa igualdade, não é assegurado para todos o direito a uma vida com dignidade. Foi nesta mesma aldeia, que estive bem e, que, constatei as dificuldades profundas em que muitos vivem, encontrei gente pobre em termos materiais, mas rica em termos humanos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

"Ficar parado em Portugal fica mais caro do que andar a viajar pelo mundo"

Namíbia



Quando leio Gonçalo Cadilhe, de quem tenho particularmente estima pela opção de vida fantástica, diferente e decidida que escolheu ( para mim normal e rica), pelo saltar da sua base de conforto para a vida, revejo-me em diversos dos seus pensamentos, e no último livro " O mundo é fácil", não podia ser mais verdade o sentido indicado de vida e toda a sua genuidade no modo como nos relata e ensina, e, aprender com o outro é a forma mais sábia de crescer para mim. "1 km de cada vez" e "África acima" são outros bons exemplos de que o pior naufrágio é não partir. Citando-o : " A viajar aprende-se que viver custa pouco. Ou que as melhores coisas da vida são grátis. Ou ainda que o dinheiro só faz falta a quem o tem. Pode parecer-te que estou a tentar passar uma ideia romântica da viagem, em que o viajante é um asceta vivendo de sol e ar. Não é bem isso, mas não fujo muito à verdade se te disser que estar parado em Portugal fica mais caro do que andar a viajar pelo mundo. Uma razão para isso tem que ver com a predisposição que se cria em ti, quando viajas, para aceitares níveis de conforto e consumo muito básicos, porque sabes que é uma situação passageira e porque tudo o resto que está a acontecer na tua vida o justifica. A segunda razão, mais óbvia, é que Portugal tornou-se mesmo um país caro. E se começares a contabilizar o dinheiro que gastas num jantar com amigos, numa ida a uma discoteca, na gasolina, na prestação da casa, no par de sapatos que nem precisavas, enfim, percebes onde quero chegar ? " (" O Mundo é fácil", Pág. 26)
A viajar, na própria vida diária, no cinema, no café, na praia, na universidade, aprendi que fazer esta nossa viagem não é procurar, mas sim encontrar, que não se encontra o que se procura, mas o que se encontra.

sábado, 26 de março de 2011

Providência Cautelar Sócrates

Hoje, abandona-se o país de uma forma simples, fria e estratégica, e as pessoas ? Esta demissão do Primeiro-Ministro de Portugal aconteceu tardiamente, de quem abandona o país como quem abandona uma sala de aula e num momento estratégico para o partido socialista, ou ainda ninguém reparou na euforia dos principais partidos desejando eleições, tão só equiparada à alegria das crianças quando são levadas para um parque infantil para brincar ? Ninguém duvide que o partido socialista preparou o "palco" ao milímetro, de forma pormenorizada, antecipou discursos e cenários e conseguiu de forma subtil colocar as culpas no vizinho e influenciar a opinião pública no sentido eleitoral pretendido e ambicionado. Onde está o primeiro-ministro que não desistia ? Onde está o primeiro-ministro da legitimidade democrática, que o fazia manter no poder até ao final da legislatura ? Onde está o primeiro-ministro que estava no caminho certo, quando em 2008 baixou o IVA afirmando que estaria breve o fim da crise ? Onde está o primeiro-ministro que dizia: "Em primeiro os portugueses" ?
A inteligência faz-nos recuar ao discurso do Dr. Aníbal Cavaco Silva, na tomada de posse de 9 de Março, e perceber a razão e a natureza dos acontecimentos. Neste dia, José Sócrates decidiu, à sua boa maneira "costumeira" que, a táctica seria a instrumentalização do PEC4 para pressionar a oposição e derrubar governo com "falta justificada", antecipar a decisão final, uma espécie de "providência cautelar Sócrates", tendo conhecimento e certeza que em breve, se não o fizesse, haveria quem o substituísse nessa tomada de decisão. O Governo já tinha a estratégia delineada e preparada para o momento, tão previsível que revolta o cidadão comum que vê o seu país afundar e a lembrar aqueles que em tempos por ele lutaram com garra, rigor, honestidade, competência e trabalho.

segunda-feira, 14 de março de 2011

2º pessoa que mais admirava na vida

"Só hoje voltei e consegui escrever algo, dizer-te que na quinta-feira recebi uma "notícia" que não queria receber, no momento em que ia responder à tua mensagem soube que perdi uma das pessoas que eu mais admirava na minha vida, que eu adorava, a seguir à minha mãe ( que amo mais que tudo). Falávamos em admiração não era ? Nem por acaso:(
Uma pessoa diferente e que fazia a diferença em todos os aspectos, com uma humanidade rara no ser humano comum (foi assim que marcou as pessoas e vai sempre marcar onde estiver), sentiu uma dor no peito e levaram-no sem dizerem nada, possa que doloroso modelo de vivência humana que nos é imposto não achas ? Fiquei chocado! Um exemplo de pessoa, que será lembrado como um grande humanista, um grande amigo e um grande Tio. Fez nesta quinta-feira uma semana, que chegou a Portugal, veio ao Porto procurar por mim, queria estar comigo, jantou comigo e falamos da maneira que só nós sabíamos e gostávamos, demonstrou a admiração que nutria por mim, mas admiração era mútua, eu admirava-te! Há uma semana visualizava os meus textos e partilhava a admiração. Hoje escrevo por ti, pela admirável pessoa que foste e serás para mim na vida. Um dia quando partir deste modelo de vivência humana vou encontrar-te e vamos voltar a falar um para o outro como só nós sabíamos."

quinta-feira, 10 de março de 2011

Telefonema "Geração à Rasca"

Em tempo, defendi e escrevi que hà uma classe que tem sido esquecida e mesmo abruptamente ignorada neste país, e essa classe é a jovem, cada vez mais uns escravos num deserto à procura de algo para beber. Qual o jovem que, com ambição, hoje não pensa em deixar o seu país se surgir oportunidades ? Eu digo que, hoje questiono o meu futuro neste país, embora não tenha a intenção de o abandonar por abandonar, mas sim derivado de uma valorização exterior, de um mercado exterior que está atento aos jovens de um país que os ignora. Há muito que ninguém é responsabilizado pelas medidas que implementa e oculta, mas continua muita gente por esse país fora a sofrer, e os jovens representam um número elevado desse sofrimento, sendo que no país real já existe jovens abandonar as faculdades por impossibilidade económica de prosseguir os estudos, jovens que trabalham para sustentar família, mas alguém do governo percebe isto ? Não, porque o mundo em que vivem é de afastamento das gentes que sofre e passam dificuldades e isso impossibilita observar a curto prazo indícios de sustentabilidade. Temos um país que não cresce há 10 anos, e mesmo que um jovem queria ajudar o seu país, como é que pode fazê-lo ? Urge olhar para esta classe antes que seja tarde ou correm o risco de ser govenados um dia por um salvador ditador ou por uns "homens da luta".
Gostei do discurso do Dr. Cavaco Silva, de quem vive no país real e é um homem sério, que é o que o país precisa, de gente séria. A classe jovem está a sentir na pele as dificuldades e medidas de "afrontação" à sua classe e, no sábado vão para a rua. Eu aqui fiquei supreendido pelo facto de as pessoas que comandam ou criaram esta mobilização estejam mais ligadas à esquerda, porque a lógica seria serem mais à direita na minha opinião, mas há gente de todos os quadrantes políticos. Acho que os jovens não têm direito, mas obrigação de se manifestarem, embora não concorde com toda a forma substancial com que é feita, pois pedir a extinção dos partidos políticos, por exemplo, é pura demagogia e não convence ninguém, deve-se reinvidicar de forma cívica aquilo com qual não se concorda, e transmitir o sofrimento da classe, que ainda ninguém percebeu. Como eu não sou demagógico, e sempre defendi que os jovens são a classe mais atacada neste país, acho que só o facto de alguém falar em "jovens" já é positivo, porque sempre foram ignorados por este país.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Exemplo de vida

Portugal devia impedir representação no festival da canção

Confesso que não é coisa que me apaixone, mas não consigo, nem compro bilhete para este espectáculo a que o país assiste, como o seu último episódio é bem patente : "Homens da Luta vão representar Portugal no festival da canção". Eu acho que estamos a viver um momento complexo da nossa sociedade, em que tudo se quer, mas nada se pensa, ou, para respeitar os destinatários e não ferir susceptibilidades, em que confundimos os diferentes campos de actuação, ou alguém quer esquecer que este país tem uma história e tem, ao contrário do que tentam transmitir diferentes grupos societários, pessoas que lutaram, lutam e lutarão, pessoas que merecem respeito ?
Pessoalmente, não tenho nada contra estes comediantes, mas temos a obrigação de fazer distinção das coisas e dos momentos ou pensa-se que esta eleição irá ter alguns efeitos políticos, sirva de exemplo de revolta, quando a única consequência é uma ofensa aqueles que trabalham no universo musical e uma ofensa a um país de seu nome Portugal e a todos que por ele batalham com dignidade e competência.

sábado, 5 de março de 2011

Injúrias

Por vezes, questiono-me acerca da consciência plena das pessoas que optam pelo caminho da injúria. Não apenas pelo facto de ser um crime previsto no artigo 181,nº1 do Código Penal, dependente de queixa e acusação particular, que importa reter, sobretudo para quem o pratica, mas porque é a forma mais "ordinária", ofensiva aos bons costumes, contrária a todos os princípios de que um homem se deve reger e obdecer. Nos tribunais, nem sempre é um "costume" este tipo de crimes, e, lembrar esta sexta-feira, foi lembrar o arguido X, tentando convencer o Excelentíssimo Senhor Doutor Juíz que não chamou "Filho da Puta" ao Sr. Y, mas apenas "Cabrão" e "Boi" e, o mais interessante nesta história é o arguido tentar justificar a empregabilidade de uns termos que não têm justificação possível, embora o advogado possa sempre contornar a situação da forma mais ábil e inteligente possível, mas não pode retirar os insultos do crime de injúrias.

terça-feira, 1 de março de 2011

Idosos, é preciso coragem.

Eu respeito, mas não concordo com o facto de ter de viver num país que não respeita os idosos, pessoas que, na sua maioria, trabalharam arduamente para o seu país, lavraram as terras que nós hoje pisamos, criaram as condições para o progresso, orientaram o país onde hoje vivemos e qual a resposta do país ? A resposta é o esquecimento, o abandono, o desprezo, que começa a ser bem visível nas classes mais jovens, devido à perda de valores, e impressiona verificar as condições em que alguns vivem, porque todos merecemos e devemos exigir dignidade. A resposta, por vezes mais desumana, é a de obrigar pessoas de idade de classe baixa a pagar a crise. Na minha última visita ao Lar de Idosos, no Porto, deixei uma mensagem : " É preciso coragem".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Relato do Amigo Angolano Vicente




Impressionante, foi a resposta ao relato do amigo Vicente, que tem uma bolsa Angolana para tirar o seu curso, o "mínimo que o Estado Angolano podia fazer por nós João", afirmava-me perante o seu relato. Falo de um estudante Angolano que, aos 16 anos, teve de matar diversas pessoas para poder sobreviver, matou para conseguir comer, quase perdia a vida numa emboscada, e não teve opção, obrigaram-no a ir para a Guerra. O hiato temporal desde a Guerra Civil Angolana não é assim tão elevado, e a história lembra-nos a obrigatoriedade imposta a um povo que, não tinha outra escolha, a não ser lutar pelo seu país. Se analisarmos as situações da maioria dos estudantes angolanos em Portugal, concluímos que é mesmo o mínimo que o Estado Angolano pode fazer por eles, depois de os terem escravizado e obrigado a fazer Justiça numa Guerra Civil (MPLA e UNITA) dura e sangrenta.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Povo heróico. Egipto Livre ? Irão, 1979.


Egipto - 11 de Fevereiro de 2011




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Irão, 1 de Abril de 1979




Hà uns tempos, discordava de um artigo do Dr. Pedro Santana Lopes, em que afirmava : " Estão milhares a manifestarem-se, mas o Egipto tem 80 milhões de pessoas..", e não me enganei, ou a força de um povo ao longo da história não tem impacto ?
Lembrei Ronald Reagan, que no dia 6 de Fevereiro fazia 100 anos, um célebre discurso para a sua multidão onde o Mrs. President proferia as seguintes palavras : "Este é um cargo de custódia temporária, que vos pertence, quando quiserem vou embora porque é vosso". Quem elege é povo, deve ser o mesmo a definir o futuro dos cargos que alimentam financeiramente, como o de Presidente de uma nação, ou será que Hosni Mubarak queria continuar a manter o seu esquema de ponzi ? Serão interessante os próximos episódios no Egipto, porque como refere o Professor Azeredo Lopes : " O jogo ainda não acabou", mas certo é que temos um país livre estes dias. Não existe, actualmente, nenhum poder teocrático, mas é uma dúvida, basta lembramos o Irão, em que a sua revolução começou, também, com um movimento popular pela democratização e terminou com a criação do primeiro Estado Islâmico. A principal voz da oposição era a figura do Aiatolá Ruhollah Khomeini, clérigo xiita, que pretendia retomar valores religiosos tradicionais muçulmanos. Aqui, sabíamos quem eram os opositores, no Egipto continua a incógnita de ser conhecido os responsáveis por este golpe, os principais delineadores de derrube do regime. Com a Revolução Islâmica de 1979, liderada por este Senhor Aiatolá Khomeini, o Irão tornou-se numa brutal ditadura fundamentalista islâmica, sendo uma das consequências o rompimento com relações com E.U.A, que foi aliar-se ao Saddam Hussein, que mais tarde o enforcou, pois no jogo do poder internacional só não vale o impossível em termos humanos. Desejemos sorte a este povo, e um futuro diferente da anterior ditadura e do Irão, em 1979.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Casamento entre pessoas do mesmo sexo, um crime do liberalismo, que mundo intergeracional queremos construir ? Queremos um mundo ou um Poço ?

Que mundo queremos construir ? Até onde ?
Um tema que deriva de tendências, inclinações, religiões, mas inclina também do seu natural, daquilo que não se muda, daquilo que não se retoca, daquilo que não se altera, daquilo que não se inventa, daquilo que que não se cria, mas surge. Defendo a ligação entre um homem e uma mulher, o encontro da virilidade e da feminilidade, só assim o ser humano atinge a sua perfeição, um direito que deriva do direito natural, da natureza, não existe outra forma de evolução do ser humano, caso não queiramos interpretar à contrario.
Viajava por esta Europa e ouvia a seguinte afirmação : "Isto é um factor de evolução de um país como Portugal ", ah ? Uma vantagem apenas para o país ? Poupem as demagogias.
Urge questionar que mundo intergeracional queremos construir ? Que valores queremos assegurar ? Que Educação queremos definir ? Que natureza queremos ajudar a criar ? Queremos um mundo ou um poço ?