Estamos perante uma nova era de responsabilidade, este também é o preço da nossa cidadania. Em Portugal, é cada vez mais visível o alastrar da designada “pobreza envergonhada” e isso constata-se nos aumento de pedidos de ajuda às instituições de solidariedade, ao banco alimentar e inclusive a particulares. A quantidade de pessoas que andam pelas ruas a pedir ajuda e de comer, por vezes, impressiona-me, mas também é preciso controlar o que se passa e encontrar soluções, pois nas grandes cidades em cada canto está uma pessoa a pedir e sabemos que em muitos casos esse dinheiro não é para comer. A “pobreza envergonhada” aumentou, mas também aumentou o número de pessoas que aproveitam estas situações de pobreza para conseguir dinheiro e as ruas continuam a ter maioritariamente pessoas que querem dinheiro não para comer, mas para alimentar vícios. Mais cedo ou mais tarde, as ruas terão de ser limpas, e as pessoas que precisam de ajuda terão de procurar um futuro de dignidade e estabilidade junto de entidades e instituições que trabalham todos os dias para ajudar estas pessoas e junto das particulares que procuram trabalhar para encontrar soluções diariamente.
Pesquisar neste blogue
sábado, 14 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
"Ser deputado não é beneficiar de um direito, é contrair um dever para com os eleitores"
Hoje , mais que em outros tempos, preocupa olhar para Assembleia representativa de todos os cidadãos e verificar a falta de valores das pessoas que elegemos e a falta de respeito de deputados que têm de prestar um serviço de qualidade ao país, e não serem funcionários que tenham de picar o ponto à hora certa. Por vezes, os Deputados esquecem-se que têm funções a cumprir perante eleitores, e é uma "vergonha nacional" quando verificamos que existem deputados eleitos por todos nós que fazem ameaças uns aos outros, insultam-se violando tudo o que é deveres para com os seus cidadãos e ninguém faz nada no país ? Pois, eu acredito que isto não vai poder continuar, pois não hà "suporte" para aguentar esta gente que cresce desta forma na política. O tempo daqueles que entram na política para agitar as bandeiras e andar com os carros nas propagandas não tem futuro, e são esses que vão pagar este " vazio de política". Eu como cidadão português, não aceito que o país tenha numa assembleia representativa dos seus cidadão, deputados que vez de se tornarem exemplos, de debaterem com seriedade os problemas do país, faltam ao respeito aos seus cidadãos, não tenham dignidade e sejam pessoas sem valores. Para estes o tempo não vai ser longo, porque se hoje as pessoas estão revoltadas com a política e com os políticos, deve-se a esta gente que faz da política uma "brincadeira". Eu como título achei interessante colocar uma frase proferida pelo Sr. Presidente da Assembleia da República, com a qual concordo plenamente : " Ser Deputado não é beneficiar de um direito, é contrair um dever para com os eleitores".
quinta-feira, 5 de março de 2009
Guiné-Bissau, uma democracia com perseguição e violência
Esta segunda-feira, o Dr. Azeredo Lopes dizia que quando esteve na Guiné-Bissau a convite de elementos do governo em 2003 achou estranho o simples facto de elementos ligado ao governo já saberem de possíveis alvos “abater” no futuro. Quando chegou a Portugal, escreveu um artigo onde dizia que a Guiné-Bissau era um “Estado falhado”, e essa verdade incoveniente fica registada com a morte do Presidente "Nino" Vieira e chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Dia no Lar de Idosos
Hà uma diferença muito grande entre nós e estas pessoas que visitei, e essa diferença reside no facto de nós sociedade podermos fazer mais por estas pessoas, pois a maioria delas já fez muito pela sociedade.
Revolta qualquer ser humano ouvir de uma pessoa que trabalhou durante anos e anos, lutou pelo filhos, ao fim de uma vida ser abandonada, mas à maioria é o que acontece, havendo excepções à regra. A verdade é que muitas pessoas só reconhecem o valor destas pessoas quando já cá não estão entre nós e nunca mais esqueço de uma amiga que partilhou comigo a frustação de sentir que podia ter feito mais por uma pessoa de idade da sua família, mas quando percebeu isso já era tarde e essa pessoa já os tinha deixado, já tinha falecido. Foi hà duas semanas que visitei o lar, mas ainda hoje me lembro das pessoas fantásticas com quem estive e do orgulho de poder estar sempre aprender com pessoas que me merecem um respeito supremo, foi uma experiência gratificante e honrosa.
Revolta qualquer ser humano ouvir de uma pessoa que trabalhou durante anos e anos, lutou pelo filhos, ao fim de uma vida ser abandonada, mas à maioria é o que acontece, havendo excepções à regra. A verdade é que muitas pessoas só reconhecem o valor destas pessoas quando já cá não estão entre nós e nunca mais esqueço de uma amiga que partilhou comigo a frustação de sentir que podia ter feito mais por uma pessoa de idade da sua família, mas quando percebeu isso já era tarde e essa pessoa já os tinha deixado, já tinha falecido. Foi hà duas semanas que visitei o lar, mas ainda hoje me lembro das pessoas fantásticas com quem estive e do orgulho de poder estar sempre aprender com pessoas que me merecem um respeito supremo, foi uma experiência gratificante e honrosa.
António Rodrigues Sampaio, um Esposendense
António Rodrigues Sampaio marcou um tempo, um tempo de luta pela liberdade, um tempo de palavra de honra. Por vezes, é bom lembrar estas pessoas, porque Portugal tem uma história da qual nos orgulhamos, e devemos saber aproveitar essa história e em, diversos casos, pararmos para pensar e perguntar se é justo continuar a termos pessoas na política de “quante baste” em qualidade humana e profissional.
Foi um Esposendense, um filho da terra que chegou a governante, fez da sua vida uma luta constante de crença nos seus ideais, e chegou a Ministro do Reino em 1870.
Hoje, as pessoas desconfiam dos políticos, sentem-se inseguras, e não percebem porque o político tem que criar barreiras, não acreditam na honestidade dos políticos, mas a verdade é que António Rodrigues Sampaio foi uma pessoa honesta e uma pessoa que nunca quis aproveitar-se do cargo de governante para enriquecer, o que é de louvar e assinalar com orgulho de quem fez da política um lugar de construção dos mais belos sonhos humanos.
Foi um Esposendense, um filho da terra que chegou a governante, fez da sua vida uma luta constante de crença nos seus ideais, e chegou a Ministro do Reino em 1870.
Hoje, as pessoas desconfiam dos políticos, sentem-se inseguras, e não percebem porque o político tem que criar barreiras, não acreditam na honestidade dos políticos, mas a verdade é que António Rodrigues Sampaio foi uma pessoa honesta e uma pessoa que nunca quis aproveitar-se do cargo de governante para enriquecer, o que é de louvar e assinalar com orgulho de quem fez da política um lugar de construção dos mais belos sonhos humanos.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Nada paga o que aprendi hoje, dia passado com imigrantes ilegais
Ainda hà pouco tempo estava a sair do porto, e foi um momento complicado para todas as pessoas que estiveram presentes neste dia de trabalho, neste dia diferente que proporcionamos a estas pessoas que estão no nosso país de modo ilegal, à espera de voltarem para seus países de origem, que esperam uma vaga no avião para regressarem ao seu país.
Nunca irei esquecer este dia de trabalho passado neste estabelecimento, pois na vida temos saber distinguir momentos e reconhecer o valor desses momentos, e o valor desses momentos reside nas pessoas que os proporcionam e os preenchem de forma única e próxima da realidade desse momento.
Tivemos oportunidade de falar com pessoas de diferentes culturas, desde Ucranianos, pessoas do Paquistão, Angola, Brasil, Japão, Espanha, Marrocos e foi interessante perceber a realidade destas pessoas, perceber a sua opinião, a sua história, a sua resignação, entender o seu modo de vida e defender um futuro e uma nova vida para estas pessoas.
Se há momentos que ficam registados na vida, esses momentos devem-se à capacidade humana, e essa capacidade humana hoje deveu-se à Sofia, Carla, Fábio, Cristiana, Cátia, Claúdia, Raquel, Rita, Maria João, que foram pessoas de grande valor humano.
Nunca irei esquecer este dia de trabalho passado neste estabelecimento, pois na vida temos saber distinguir momentos e reconhecer o valor desses momentos, e o valor desses momentos reside nas pessoas que os proporcionam e os preenchem de forma única e próxima da realidade desse momento.
Tivemos oportunidade de falar com pessoas de diferentes culturas, desde Ucranianos, pessoas do Paquistão, Angola, Brasil, Japão, Espanha, Marrocos e foi interessante perceber a realidade destas pessoas, perceber a sua opinião, a sua história, a sua resignação, entender o seu modo de vida e defender um futuro e uma nova vida para estas pessoas.
Se há momentos que ficam registados na vida, esses momentos devem-se à capacidade humana, e essa capacidade humana hoje deveu-se à Sofia, Carla, Fábio, Cristiana, Cátia, Claúdia, Raquel, Rita, Maria João, que foram pessoas de grande valor humano.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Às vezes, Portugal faz-me lembrar aqueles que já partiram, pessoas de palavra de honra
Portugal tem pessoas capazes nos mais altos cargos da nossa sociedade, mas hoje os “valores” estão cada vez mais esquecidos na nossa sociedade e não tem interesse formar pessoas para o futuro sem valores, e cada vez mais as pessoas olham para trás com a necessidade de lembrar aqueles que os deixaram lutando sempre por eles, pessoas humildes, honestas, de palavra de honra, pessoas que deixaram Portugal com o sentimento de dever cumprido.
Beto demonstrou que já não é um direito, mas sim um dever a sua chamada à selecção nacional
Por vezes, o desporto em Portugal, mais especificamente o futebol, é difícil de compreender, mas também temos admitir que as pessoas que trabalham nesta indústria complicam aquilo que à vista de todos é fácil. Falo do Beto, guarda-redes do Leixões, que tem demonstrado ser o melhor no seu lugar, e quando as opiniões não chegam, as estatísticas existem para comprovar o que acabo de dizer, e contra factos não hà argumentos, logo espero ver o Beto na selecção nacional. Não por gostar ou não dele como guarda-redes, mas porque para a selecção devem ir os melhores e os que estiverem em melhor momento de forma, e aqui só quem não quiser ver é que não vê o excelente momento de forma deste guarda-redes e, sem dúvida, que neste momento em Portugal é o que tem feito melhor trabalho na sua posição, daí não ser um direito, mas sim um dever a sua chamada à selecção nacional, caso contrário, será mais uma injustiça cometida no mundo do futebol.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Eutanásia - relatório que Tony Blair ecomendou a especialistas
A Eutanásia é um tema complexo e a divergência nesta matéria é normal. Neste âmbito, tive oportunidade de ter tido 4 meses de mundividência cristã com o Sr.Padre Manuel Linda, pessoa pela qual nutro um enorme respeito e consideração, e consegui perceber a posição da religião católica neste assunto, e perceber a posição mais equilibrada dos opositores.
Primeiramente, e lembro-me bem do debate interessante que tivemos nessa altura, perguntava-se qual seria a boa morte ? E aqui toda a gente está de acordo que uma boa morte é uma morte sem sofrimento, quando não há sofrimento. A definição de Eutanásia aparecia como acção ou omissão que, pela sua natureza e intenção, causa a morte com o fim da aliviar a dor. A religião católica diz que a Eutanásia é um mal, deve-se olhar para a vida como um dom e não como propriedade privada e não devemos privar a pessoa do bem básico que é a vida. Mas devemos contribuir para o sofrimento da pessoa ? Não hà resposta, muito subjectivo. Mas, é interessante o relatório que na altura nos chegou do Sr. Tony Blair, um relatório que este ecomendou a especialistas da matéria, para permitir perceber melhor esta realidade e saber se devia manter a lei actual. A questão central do estudo era saber se valeria a pena mudar a lei e se caso mudasse, seria para melhor? Mas não ficou demonstrado que se mudaria para melhor, e uma das conclusões do estudo foi que iria submeter-se muitos doentes a uma pressão psicológica escusada e aqui um dos exemplos foi o seguinte: "uma pessoa de 80 anos afirmou que iria ter receio pois iria ter medo que os filhos lhe matassem", e um dos grandes problemas detectados foi o "aproveitamento das situações por parte de quem detém o poder(ex:filho)". Foi a tribunal um caso de um filho que queria que o médico praticasse a eutanásia em relação ao pai, e o tribunal veio a descobrir que a razão disso era o facto de este ter descoberto que tinha um irmão e a herança seria partilhada. Continuamos de acordo que boa morte é uma morte sem sofrimento. Não concordo com a religião católica quando afirma que temos de aceitar as limitações da vida, pois isso visto dessa forma implica sofrer, e eu não acho justo sujeitar uma pessoa à dor, porque cada caso é um caso e não podemos tratar tudo de forma igual. Pessoas ligadas à religião católica defendem a Ortonásia, que consiste no recurso a técnicas de analogia, em que afirmam que retirar a dor é fundamental, mesmo que nao possa curar. Se todos concordam que o fundamental é retirar a dor, não se percebe a posição única de pessoas que afirmam que não defendem a eutanásia com razão direito à vida e não se percebe as pessoas que defendem com razão de ter direito à morte. Cada caso é um caso.
Primeiramente, e lembro-me bem do debate interessante que tivemos nessa altura, perguntava-se qual seria a boa morte ? E aqui toda a gente está de acordo que uma boa morte é uma morte sem sofrimento, quando não há sofrimento. A definição de Eutanásia aparecia como acção ou omissão que, pela sua natureza e intenção, causa a morte com o fim da aliviar a dor. A religião católica diz que a Eutanásia é um mal, deve-se olhar para a vida como um dom e não como propriedade privada e não devemos privar a pessoa do bem básico que é a vida. Mas devemos contribuir para o sofrimento da pessoa ? Não hà resposta, muito subjectivo. Mas, é interessante o relatório que na altura nos chegou do Sr. Tony Blair, um relatório que este ecomendou a especialistas da matéria, para permitir perceber melhor esta realidade e saber se devia manter a lei actual. A questão central do estudo era saber se valeria a pena mudar a lei e se caso mudasse, seria para melhor? Mas não ficou demonstrado que se mudaria para melhor, e uma das conclusões do estudo foi que iria submeter-se muitos doentes a uma pressão psicológica escusada e aqui um dos exemplos foi o seguinte: "uma pessoa de 80 anos afirmou que iria ter receio pois iria ter medo que os filhos lhe matassem", e um dos grandes problemas detectados foi o "aproveitamento das situações por parte de quem detém o poder(ex:filho)". Foi a tribunal um caso de um filho que queria que o médico praticasse a eutanásia em relação ao pai, e o tribunal veio a descobrir que a razão disso era o facto de este ter descoberto que tinha um irmão e a herança seria partilhada. Continuamos de acordo que boa morte é uma morte sem sofrimento. Não concordo com a religião católica quando afirma que temos de aceitar as limitações da vida, pois isso visto dessa forma implica sofrer, e eu não acho justo sujeitar uma pessoa à dor, porque cada caso é um caso e não podemos tratar tudo de forma igual. Pessoas ligadas à religião católica defendem a Ortonásia, que consiste no recurso a técnicas de analogia, em que afirmam que retirar a dor é fundamental, mesmo que nao possa curar. Se todos concordam que o fundamental é retirar a dor, não se percebe a posição única de pessoas que afirmam que não defendem a eutanásia com razão direito à vida e não se percebe as pessoas que defendem com razão de ter direito à morte. Cada caso é um caso.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Criminalidade
A prevenção é uma forma bonita de combate, mas a beleza dessa forma de combate exige prática eficaz. Quando é discutido este tema, lembro-me sempre do polícia que numa noite de assaltos se virou para mim e para dois amigos e disse: “ desculpe mas nós não temos meios de combate para estas pessoas, eles têm armas melhores que as nossas e nós, polícias, por vezes, temos que meter dinheiro do nosso bolso para o depósito, pois até nisso estamos controlados”.
Estamos a falar da autoridade, o que nem parece, mas é a realidade. Em Portugal, tem vindo a tornar-se prática constante com o decurso dos anos a “falta de combate eficaz à criminalidade”, e as medidas têm sido, sem dúvida, “amigas” de quem pratica o crime. Não custa lembrar as pessoas que todos os dias lutam de forma digna pela vida, trabalhando e contribuindo para o país, e estas pessoas, que são os portugueses, têm todo o direito de exigir punição severa para estes indivíduos, que pretendem fazer da criminalidade a sua forma de vida.
Estamos a falar da autoridade, o que nem parece, mas é a realidade. Em Portugal, tem vindo a tornar-se prática constante com o decurso dos anos a “falta de combate eficaz à criminalidade”, e as medidas têm sido, sem dúvida, “amigas” de quem pratica o crime. Não custa lembrar as pessoas que todos os dias lutam de forma digna pela vida, trabalhando e contribuindo para o país, e estas pessoas, que são os portugueses, têm todo o direito de exigir punição severa para estes indivíduos, que pretendem fazer da criminalidade a sua forma de vida.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Solidariedade e Responsabilidade
Hà uns dias perguntavam-me o que me levava a estar no projecto "porto de futuro", e eu disse que não sou uma pessoa das "caridades", sou mais uma pessoa das "responsabilidades", e que essencialmente o que me levava assumir o projecto era a responsabilidade e o compromisso de cooperação estratégica, o poder fazer mais e melhor por jovens que o mercado espera um dia poder recebê-los, se possível, oferecendo-lhes qualidade de vida.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Deixar a justiça fazer seu trabalho
Portugal é um país que precisa de soluções, de encontrar respostas para o problemas do país, pois neste momento cada país a nível mundial está dia após dia a trabalhar arduamente para inverter esta situação de recessão económica, e se olharmos para Portugal, o tema na ordem do dia e que continua a ser o prioritário para os profissionais do jornalismo é o de “achincalhar” pessoas na praça pública, violando direito atrás de direito, como é exemplo a violação do direito ao bom nome e à honra. Antigamente, na idade média, as pessoas eram tratadas sem dignidade na praça pública, sendo ou não culpadas, o julgamento era na praça pública, mas felizmente evoluímos, ainda assim, é triste verificar que nem todas as pessoas evoluíram, pois antes de nascer o militante, antes de nascer o ministro, antes de nascer o jornalista, nasce a pessoa e essa deve ser respeitada e julgada pelos órgãos competentes de cada país, pois são esses órgãos que têm competência para atribuir culpa, a censura, a pena, a absolvição.
Hoje, o país precisa de resolver questões cruciais, como é o caso do desemprego que continua a destruir famílias diariamente, e deixar a justiça fazer o seu trabalho.
Gostava de ver o país a debater os problemas reais a nível nacional, e nunca vou apoiar as pessoas que gostam destes espectáculos, porque eu respeito a justiça e as pessoas que fazem o seu trabalho e acredito seriamente que continuam a ser as pessoas competentes para resolver estas questões, que nem sequer deviam aparecer na praça pública.
Hoje, o país precisa de resolver questões cruciais, como é o caso do desemprego que continua a destruir famílias diariamente, e deixar a justiça fazer o seu trabalho.
Gostava de ver o país a debater os problemas reais a nível nacional, e nunca vou apoiar as pessoas que gostam destes espectáculos, porque eu respeito a justiça e as pessoas que fazem o seu trabalho e acredito seriamente que continuam a ser as pessoas competentes para resolver estas questões, que nem sequer deviam aparecer na praça pública.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Guantánamo
O mundo está atento e tem vivido efusivamente a notícia do fecho da prisão em Guantánamo, mas não acredito que seja em seis meses, e a questão não é assim tão fácil, pois não nos podemos esquecer que, além de todos os actos ali praticados serem censuráveis e condenáveis, a maioria das pessoas que lá estão detidas são prisioneiros ligados à Al-Qaeda, prisioneiros que têm como objectivo o terrorismo e que devem ser "evitados" e condenados pelos tribunais, mas já é de louvar esta atitude política.
Ataques Pessoais
Hoje, todos assistimos aos tristes espectáculos de sucessivos ataques pessoais, quando o país está numa altura em que precisa de apoio e debater problemas de interesse nacional e não atacar a dignidade das pessoas, pois para resolver esses conflitos existem orgãos competentes no país, que são os tribunais.
Lei da Decência
A resposta é simples. São pessoas em relação às quais a sociedade tem uma enorme dívida, pois são pessoas que deram tanto a sociedade durante anos e anos, e a sociedade depois disso não é capaz de lhes oferecer o “mínimo”.
Muita dessas pessoas só pedem respeito, um respeito que foi conseguido ao longo de uma vida e é um dever de uma sociedade de valores, como Portugal, preservar esses mesmos valores. Num país, eu costumo dizer que não precisamos de memorizar as leis, mas há uma lei que nos é ensinada e educada na “escola quotidiana”, e que é uma ordem humana, que é a lei da decência.
Muita dessas pessoas só pedem respeito, um respeito que foi conseguido ao longo de uma vida e é um dever de uma sociedade de valores, como Portugal, preservar esses mesmos valores. Num país, eu costumo dizer que não precisamos de memorizar as leis, mas há uma lei que nos é ensinada e educada na “escola quotidiana”, e que é uma ordem humana, que é a lei da decência.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Novos tempos de igualdade nos E.UA – um dia histórico – Barack Obama – 44º Presidente E.U.A!
A renovação da promessa e a mensagem de uma pessoa que promete não se esquecer daqueles que mais precisam e promover a igualdade de todos os povos.
Uma pessoa que fez questão de subir numas escadas construídas por escravos, por pessoas que ele conheceu bem e só espero que seja capaz, porque se hoje olharmos para o mundo verificamos que cada vez menos existem pessoas, exemplos de lideranças políticas.
Sr. Obama conseguiu criar esperança num mundo sem esperança.
Uma pessoa que fez questão de subir numas escadas construídas por escravos, por pessoas que ele conheceu bem e só espero que seja capaz, porque se hoje olharmos para o mundo verificamos que cada vez menos existem pessoas, exemplos de lideranças políticas.
Sr. Obama conseguiu criar esperança num mundo sem esperança.
Agora chegou o momento e um bom trabalho é o que espero do Sr.Obama, porque o mundo precisa de uma América capaz, com novas apostas e novos diálogos.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Crianças pobres, humildade de "excelência"
Por vezes, eles lutam não conseguem, mas têm uma virtude: nunca abdicam de lutar. São crianças que têm crescer de forma diferente de todas as outras crianças, e não têm os "luxos" que outras têm, e, que, mesmo assim, conseguem lutar para atingir seus objectivos, são um exemplo para todas as pessoas que acreditam neles e transmitem o lado bom da vida.
Um dia pensam em ser alguém na vida, lembrando sempre as pessoas de família, que estão sempre a seu lado. São crianças que têm uma luta para vencer, são "crianças de futuro".
Milagre em Manhattan
Felizmente, quando o avião estava já entregue ao "profissionalismo" dos pilotos, estes foram fantásticos e salvaram a vida de todas as pessoas.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O país precisa de conversa "séria"
Hà uns dias, de forma supreendente, uma televisao deixou falar um "bocadinho" o Dr. Saldanha Sanches, que dizia: " em Portugal as pessoas que sabem e que têm cultura não interessam, mas isso vai ter reflexos". Ontem, quando soube com antecedência que o programa "prós e contras" ia ser sobre o seguinte tema "Cristiano Ronaldo", não conegui perceber qual o objectivo destas pessoas que estão à frente de direcções de programas, mas se não sabem prestar um serviço de qualidade, e isso vê-se na quantidade, e, não na qualidade de pessoas que saltam entre as diversas estações televisivas por ano, o melhor seria sentarem-se à mesa, nem que fosse durante uns meses, e essencialmente que abdicassem da política de "feira" que é o que as televisões se limitam a fazer hoje, acabaram por ser vendedores ambulantes de "praça", mas esquecem-se que a qualidade não existe. O paí precisa de conversa "séria".
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Uma sociedade injustificada
Hoje, esta "crise" mundial já conseguiu mostrar à população a forma injustificada e duvidosa como diversas pessoas se tornaram milionários, e outros ficaram cada vez mais pobres.
Portugal está um país cada vez mais desigual, mas o problema é que a maioria das pessoas não encontra justificação para estas desigualdades, e a verdade mostra-nos que todos os dias entram pela nossa justiça pessoas que serviam de exemplos a outros pela importância desses mesmo cargos na sociedade.
Eu espero que algo mude nas pessoas, mas enquanto estiverem pessoas na política que dependam da política para governar as suas vida, as medidas vão continuar a ser "quanto baste". Ninguém assume, a começar pelos próprios partidos que a "política" em Portugal precisa de ser pensada e mais exigente, caso contrário, a doença da sociedade vai agravar-se.
Portugal está um país cada vez mais desigual, mas o problema é que a maioria das pessoas não encontra justificação para estas desigualdades, e a verdade mostra-nos que todos os dias entram pela nossa justiça pessoas que serviam de exemplos a outros pela importância desses mesmo cargos na sociedade.
Eu espero que algo mude nas pessoas, mas enquanto estiverem pessoas na política que dependam da política para governar as suas vida, as medidas vão continuar a ser "quanto baste". Ninguém assume, a começar pelos próprios partidos que a "política" em Portugal precisa de ser pensada e mais exigente, caso contrário, a doença da sociedade vai agravar-se.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Aposta nas pessoas certas é fundamental
Esta semana, um jornal trazia o seguinte : " Saldos, Brindes e Ofertas para vender casas". A verdade é que isto não resolve o problema, agrava ainda mais o problema, e, hà estudos em determinadas épocas da história que comprovam o fracasso das empresas que usaram este métodos "baratos e temporarios".
Hoje, o mundo dos negócios vive momentos de incerteza, e umas das principais razões está na "excentricidade temporária" de alguns investidores, que desprestigiam o próprio mundo de negócios e as pessoas que todos os dias trabalham para prestigiar esse mesmo negócio.
O que estou a querer dizer torna-se simples na prática: no futebol veja-se o caso de um senhor que neste momento está a pôr em cima da mesa vender o chelsea (clube futebol inglês). Aqui no futebol, é um exemplo de uma pessoa que apenas com dinheiro pensa que pode estabilizar um negócio, o tal carácter temporário que referi está aqui bem patente e que desprestigia quem trabalha nesta área.
Mas um outro exemplo é no sector imobiliário, em que quem exerce esta política de saldos só desprestigia o sector, esquecendo-se que um negócio não se estabiliza desta forma, pois na "feira tradicional" é que se baixam preços e sobem preços mediante a "maré", mas aqui isto pode ter consequências perigosas a longo prazo, e estas pessoas que se tornam "vendedores a qualquer preço " contribuem da pior forma para evolução do sector, do mercado e da economia.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
2009 - Ano de Cooperação e Atitude Humana
Cumpriu-se mais um ano, e, olhando para o futuro, penso que 2009 terá de ser um ano de cooperação e atitude humana.
Na minha opinião, acho que 2009 será um ano diferente, penso que é arriscado fazer previsões, pois quando se faziam grandes previsões, também numa altura designada de " crise", um dólar investido na Walgreens( que era uma empresa mediana), superou um dólar investido na estrela tecnológica Intel em duas vezes, na General Electric quase cinco vezes, na Coca-Cola quase oito vezes e no mercado geral em mais de 15 vezes. É difícil prever o que sucederá no ano de 2009, porque, em conjunto com outros factores, irá depender e ser decisivo o comportamento das empresas e a criatividade e inovação introduzidas pelas próprias. A minha convicção é que será um ano de oportunidades no mundo dos negócios.
Penso que a atitude humana será determinante, a coragem para abdicarmos de certos "luxos", e a forma usada e distinta de cada personalidade marcará a diferença.
Acho que é necessário e exige-se cooperação, e a minha principal crítica continua a dirigir-se aos meios de comunicação em Portugal, que continuam a prestar um serviço de baixo nível ao país, quando deviam transmitir a confiança às pessoas e oferecer um serviço de qualidade e valor, a que todos os portugueses têm direito.
Eu não sou ninguém, costumo dizer que sou alguém para o meu povo, que são os meus amigos e as pessoas que gostam de mim, e para esses apenas quero reiterar e dizer-vos o quanto orgulho tenho de vós, e que continuarei sempre a lutar por aquilo em que acredito.
Um FELIZ ANO 2009 para todos!
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Tempo de mudança - "A Criança a quem cuida dela"
«As crianças foram consideradas, na nossa tradição cultural e jurídica, como objecto de poder do pater famílias que tinha, no direito romano, o poder de vida ou de morte sobre os filhos, o poder de venda e de exposição. Os Códigos Civis modernos, do século XIX e do século XX, antes das reformas das décadas de setenta e oitenta, conferiam ao pai, chefe da família, o poder de exercer o poder paternal, expressão, curiosamente mas não inocentemente, mantida na legislação actual. Tal significa que, nas nossas representações mentais, ainda que ao nível do inconsciente ou do implícito, continuamos a ver as crianças como objecto de propriedade dos pais. Esta mentalidade, juntamente com a prevalência dos laços de sangue relativamente aos vínculos afectivos, tem influenciado as decisões relativas ao destino das crianças, objecto de litígios judiciais entre adultos que a reclamam. A este propósito tenho defendido que, sempre que há um conflito entre os pais de uma criança, após um divórcio ou separação, ou entre os pais e terceiras pessoas que cuidam, de facto, da criança, devem assumir a responsabilidade por esta, os adultos que cuidam da criança no dia-a-dia. São estes – na linguagem das ciências sociais, que deve ser adoptada pelo Direito – as pessoas de referência da criança, com quem ela estabeleceu a sua relação emocional mais importante e decisiva para o seu desenvolvimento físico e mental.
Os tribunais, sempre confrontados com falta de tempo e de meios para as suas decisões, têm um processo fácil e rápido de realizar o interesse da criança: averiguar qual dos adultos tem cuidado da criança, da sua saúde, segurança, alimentação e educação, reconstruindo a história de vida da criança, desde o seu nascimento. Trata-se de uma prova dirigida a factos objectivos e fáceis de demonstrar, evitando-se o recurso a avaliações psiquiátricas complicadas, sempre subjectivas, e que prolongam os processos, desrespeitando a noção de tempo da criança. A identificação da pessoa de referência pode ser realizada através da audição dos pais, da criança, de membros da família alargada, professores ou vizinhos, que a conheçam bem, e através do inquérito social.
O primeiro dever de um tribunal, que tem a seu cargo uma decisão que vai marcar a vida de uma criança para sempre, é respeitar os seus afectos. Para tal, a lei confere-lhe amplos poderes de investigação, ao abrigo dos quais o tribunal pode ordenar todas as diligências que julgue necessárias para a decisão, não se limitando a ouvir a opinião dos adultos, a analisar as suas condições de vida e personalidade. Todas as entidades com competência para contribuir para a decisão devem auscultar os sentimentos da criança e assumir um papel activo na promoção dos seus direitos. A criança é o centro de todos os processos que lhe dizem respeito. Pai e mãe são aqueles que o seu coração reconhece como tal. Os conceitos de paternidade e de maternidade, no sentido jurídico, têm sido circunscritos à biologia.
É tempo de estender a protecção constitucional destes valores à maternidade e à paternidade afectivas, desacompanhadas dos laços de sangue, e de reconhecer, na Constituição, um direito da criança ao afecto. E gostaria de terminar dizendo que não são as crianças que têm de ser inocentes, mas nós os adultos é que temos de ser inocentes com elas. Nós não dispomos de qualquer poder de correcção sobre as crianças, devemos é corrigir-nos a nós mesmos, para criar um mundo melhor para elas.»
Os tribunais, sempre confrontados com falta de tempo e de meios para as suas decisões, têm um processo fácil e rápido de realizar o interesse da criança: averiguar qual dos adultos tem cuidado da criança, da sua saúde, segurança, alimentação e educação, reconstruindo a história de vida da criança, desde o seu nascimento. Trata-se de uma prova dirigida a factos objectivos e fáceis de demonstrar, evitando-se o recurso a avaliações psiquiátricas complicadas, sempre subjectivas, e que prolongam os processos, desrespeitando a noção de tempo da criança. A identificação da pessoa de referência pode ser realizada através da audição dos pais, da criança, de membros da família alargada, professores ou vizinhos, que a conheçam bem, e através do inquérito social.
O primeiro dever de um tribunal, que tem a seu cargo uma decisão que vai marcar a vida de uma criança para sempre, é respeitar os seus afectos. Para tal, a lei confere-lhe amplos poderes de investigação, ao abrigo dos quais o tribunal pode ordenar todas as diligências que julgue necessárias para a decisão, não se limitando a ouvir a opinião dos adultos, a analisar as suas condições de vida e personalidade. Todas as entidades com competência para contribuir para a decisão devem auscultar os sentimentos da criança e assumir um papel activo na promoção dos seus direitos. A criança é o centro de todos os processos que lhe dizem respeito. Pai e mãe são aqueles que o seu coração reconhece como tal. Os conceitos de paternidade e de maternidade, no sentido jurídico, têm sido circunscritos à biologia.
É tempo de estender a protecção constitucional destes valores à maternidade e à paternidade afectivas, desacompanhadas dos laços de sangue, e de reconhecer, na Constituição, um direito da criança ao afecto. E gostaria de terminar dizendo que não são as crianças que têm de ser inocentes, mas nós os adultos é que temos de ser inocentes com elas. Nós não dispomos de qualquer poder de correcção sobre as crianças, devemos é corrigir-nos a nós mesmos, para criar um mundo melhor para elas.»
por Clara Sottomayor.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Porque as pessoas também são prendas
Na vida, hà datas e momentos da "história" que também são datas e momentos das nossas vidas. Estamos numa época linda do ano, onde infelizmente nem todos têm oportunidade de passar o Natal junto das pessoas que mais amam. Sinceramente já gostei mais do Natal, já dei mais valor , e se um valor humano consegue marcar um tempo, o desaparecimento de um valor humano consegue encerrar um tempo. Um dia uma grande pessoa, de grande valor humano, dizia-me o seguinte: "as pessoas também são prendas", e isto reflecte lindamente o valor e a diferença que uma pessoa pode fazer em vida, porque se hà prendas insubstituíveis essas prendas são as "pessoas".
domingo, 21 de dezembro de 2008
Todos os dias aprendo com crianças fantásticas
Desde do momento em que entrei no projecto "porto futuro" e na instituição "CASO" (universidade católica), todos os momentos que tenho passado com as crianças tenho aprendido, e tem sido um privilégio para a minha pessoa poder contribuir e ajudar crianças que nos oferecem tanto, que se torna impossível descrever em palavras os ensinamentos que guardamos destas crianças, que apesar de viverem em ambientes degradados, em condições precárias, são crianças que lutam com uma força incrível por uma vida melhor.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Faculdade de futuro
Actualmente, em pleno século XXI, as pessoas preferem omitir certas verdades, em defesa da sociedade, mas uma sociedade individualista não é o caminho, hà quem pense que caminhando nessa estrada, encontrará alguma saída.
Hoje, as faculdades continuam a ser centros de saber, mas infelizmente já não formam a enorme qualidade e componente humana que em tempos era motivo de orgulho de um país que preservava os jovens de futuro. Hà uns dias, numa conversa com um amigo na faculdade, surgia a pergunta seguinte: que futuro terá a "faculdade" ? É uma pergunta interessante e que poderá ser motivo de debate e discussão a longo prazo, pois uma faculdade só será boa se as pessoas que a frequentam também o forem, e para isso é necessário tornar a faculdade um lugar de excelência. A decadência de valores não contribui para a excelência, pois o valor humano é factor determinante num lugar de excelência.
Milhares os Portugueses que esperam pelo Estado ao final do mês
Hoje, são milhares os portugueses que dependem do Estado, e o grande problema é que o país não está produzir riqueza suficiente de poder oferecer ao Estado garantias para pagar aos milhares de portugueses que dependem e sobrevivem à custa do Estado. O país e o mundo não estavam preparados para a profunda crise, e agora torna-se cada vez mais essencial ponderar as grandes obras em Portugal, não pelo facto de o país não precisar ou não querer, mas sim pelo facto de a situação financeira do país estar pior e ser urgente e necessário garantir aos portugueses que o Estado terá dinheiro a longo prazo para lhes pagar o que deve, e isso é prioridade.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Isabel é uma das muitas crianças que lutam pela vida em Nampula
Eu debato-me e sempre irei debater por um mundo mais justo, reconhecendo que é complicado que todas as pessoas possam ter acesso aquilo que é "bàsico" à sua sobrevivência. Quando adoptei esta linda criança, o mais importante para mim foi sempre estar à altura daquilo que a responsabilidade me transmite e poder ajudar na construção dos mais belos sonhos humanos, porque é fantástico ouvir da boca de uma criança que luta todos os dias pela sobrevivência, que sonha um dia ser enfermeira, ser médica. Isabel vive em condições precárias, numa casa construída a partir de materiais locais, numa zona onde não existe saneamento básico, nem abastecimento de água. Um dos meus objectivos é que Isabel tenha sucesso nos estudos e que nunca desista, porque as condições para estudar não são as melhores como é de conhecimento geral, pois as crianças sentam-se em troncos de árvores que servem de bancos, e quando chove não existe condições "mínimas" para estudarem, e os acessos às "escolas improvisadas" tornam- se impossíveis. Apesar destas dificuldades, Isabel pensa um dia vir a ser "alguém", e este "alguém" para estas crianças que lutam todos os dias pela sobrevivência é não acabarem por morrer como a maioria morre, mas poder conseguir ultrupassar as dificuldades e viver de forma justa e digna esta vida, porque se existe exemplos de vida são estas crianças. A Isabel cresceu ajudar os pais no campo, tem orgulho nos pais e ajuda os pais nas tarefas domésticas, sendo que quando não está ajudar os pais, está na escola a lutar pelo seu sonho. Nesta zona vive-se da agricultura, e é esse o sustento destas crianças, mas o grande problema são as condições climatéricas, que condicionam o trabalho no campo, pois tanto as cheias como as secas estragam os produtos, o que acaba por tirar a vida a muitas destas lindas crianças.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Programa "Novas Oportunidades" - Alguém vai pagar este legado!
Hoje, temos um país do qual todos amamos, mas infelizmente cada vez mais com ideias das quais não partilhamos. Mas, se hà ideia que é comum a todos é a de que queremos um futuro melhor para todos os jovens e queremos uma sociedade justa e será que este programa "Novas oportunidades" é justo ? As famílias esforçam-se para colocar os seus filhos nas escolas desde muito cedo, esforçam-se para pagar os estudos aos seus filhos, esforçam-se para dar uma qualidade de ensino aos filhos e depois assistem a este "sismo" na educação ? Eu acredito que as pessoas que governaram e que governam o país pensam sempre no melhor para os portugueses, mas isto não é apostar na educação. Sinceramente, será que ninguém entende que as repercussões que isto terá a longo prazo na sociedade serão negativas ? E não há nada como os testemunhos das pessoas que têm tirado estas formações, onde reiteram a facilidade com que tiram o 12ºano, enquanto os milhares de jovens por esse país fora continuam acordar às 7 da manhã para irem para as escolas, atravessando as dificuldades normais do ensino.
A longo prazo, alguém irá pagar este "erro grave" e exigir novos diplomas de ensino, pois a este ritmo, as empresas vão exigir mais qualificações e em muitos casos e a longo prazo, nem irão aceitar estes diplomas, sendo um risco que se corre numa economia de mercado congestionada, e aí irá pagar como sempre o contribuiente e novamente as pessoas que perderam o seu tempo e reuniram esforços para conseguir estes diplomas, pois não acredito no sucesso destes diplomas no mercado, mas nesse domínio quem criou este programa não se preocupou, preocupando-se apenas com os resultados estatísticos.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A dívida eterna que o ser humano tem para com os "pobres", - Construção de um poço em Nampula
É a realidade, muita gente nunca irá perceber a dívida que tem para com os pobres. Na associação da qual faço parte, à uns tempos conseguimos realizar um sonho: a construção de um poço em Nampula, no norte de Moçambique, o que permitiu que muitas crianças pudessem ter acesso a água potável, o que foi uma alegria para todas as crianças, porque ver uma criança de 6 anos a lutar pela vida por não ter água para beber é revoltante. Estas crianças ensinam-nos que com muito pouco podemos mudar a vida delas e ensinam-nos sobretudo a dar o devido valor à dignidade da pessoa humana.
Declaração Universal dos Direitos humanos
Artigo 1°
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade".
Artigo 3°
"Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal".
Subscrever:
Mensagens (Atom)




