Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ucrânia: o triângulo

 





   A história começa e terminará explicada numa figura geométrica como um triângulo onde se inclui: Rússia, União Europeia e a Ucrânia. Para serem tomadas medidas sobre o que se está a passar na Ucrânia já foi necessário contabilizar mais de 100 mortos até ao momento, e, isto demonstra o fraco poder e a limitação da União Europeia perante, por exemplo, uma potência como a Rússia, e surge a questão: será que a União Europeia não estará a pagar o preço de ser apenas uma potência civil?
   Foi no final de 2013 que a Rússia desbloqueou 11 mil milhões de euros com o compromisso de que o gás russo passaria a custar à Ucrânia menos de um terço do que custava, e, isto depois de se saber as condições que o FMI impôs a Kiev em troca de um empréstimo. Mas a Rússia não se ficou por aqui, investindo e comprando a grande maioria dos títulos de Governo Ucraniano, sabendo da pressão de Bruxelas em negociar com a Ucrânia a adesão à União Europeia. A finalidade da Rússia em troca é apenas uma: ter a Ucrânia na sua esfera de influência. 
   Neste momento a Ucrânia coloca-se num triângulo, onde precisa da União Europeia para as suas relações e trocas comerciais e precisa da Rússia por causa do gás e da electricidade, onde jamais a União Europeia consegue entrar em competição nos preços, sendo uma das suas grandes debilidades o facto de não conseguir ter uma política forte energética que possibilite sequer sentar-se à mesa para negociar. Esta sua debilidade (que se junta a outras como a própria debilidade de não ser uma potência militar) limita-a no poder de decisão e atrasa soluções, onde , mais uma vez, agiu tarde, e de forma incompleta, porque não se pode ficar assistir à morte de civis e não ter reacção uma imediata.
   

sábado, 15 de fevereiro de 2014

António Capucho

   







   Será que, alguém inscrito num partido político, deve poder encabeçar outra candidatura, seja ela independente ou não, adversária do seu partido, numa mesma eleição?
   Nestas eleições autárquicas que ocorreram em 2013, pode dizer-se que houveram coisas e fenómenos que surpreenderam, como, por exemplo, os que ocorreram nas cidades do Porto e de Matosinhos. Em Matosinhos, o Guilherme Pinto, desfiliu-se do partido socialista e candidatou-se como independente. E isto porquê? Obviamente que, se fizesse a candidatura contra o partido socialista ou até houvesse duas, este sairia a perder e se apoiasse (filiado no partido socialista ) outra seria provavelmente expulso. Não foi por acaso que, António Costa, na Quadratura do Círculo esta semana disse que gostaria que Guilherme Pinto voltasse ao partido socialista, porque este não afrontou ninguém, porque já estava desfiliado e livre nas suas opções e escolhas. 
   Na verdade, até houve quem achasse que o que fez António Capucho não foi correcto e violou os estatutos do partido, mas que devia ter havido uma espécie de "amnistia" (Pacheco Pereira), o que é contraproducente, porque se assim fosse haveria sempre quem viesse reclamar o mesmo tratamento e talvez nunca se chegasse a soluções iguais, mas desiguais. A questão das escolhas (muitas com as quais discordo também completamente) tem a ver com outras questões e não podem justificar outros actos como muita gente publicamente tem defendido, porque senão também deixaria de ser uma organização ou um partido e eu, por exemplo, porque não fui escolhido pelo meu partido para ser candidato na autarquia x, vou integrar outra lista e mostrar ao meu partido que conseguimos vencer, tem lógica e é admissível? É admissível se eu me desfiliar, e 90% dos casos é o que fazem e foi o que fizeram nas eleições autárquicas de 2013 e sabendo que António Capucho é uma pessoa inteligente não consigo perceber porque não seguiu essa via, podendo mais tarde certamente voltar, talvez com outras pessoas ao leme. Mas, não me parece admissível estar filiado num partido e ser adversário desse mesmo partido numa eleição. Tentando perceber o que fez António Capucho, este candidatou-se à Assembleia Municipal de Sintra noutro lista, diferente do seu partido e contra o seu próprio partido. Se assim foi, e até agora (mesmo depois do mesmo ter falado publicamente) nada foi acrescentado, seria difícil António Capucho não perceber que isso seria uma possibilidade forte, ou então porque razão outros se desfiliaram dos seus partidos para concorrerem às eleições autárquicas?
     Acho que não é por se ser fundador que se tem mais legitimidade que x ou y, isto respeitando António Capucho, e, atacar e dizer mal do partido só fica mal depois muito do que foi se dever ao partido, e, infelizmente a gratidão é esquecida de forma célere, basta já não precisarem, e, isso é que está mal também na política. Aqui, a expulsão era quase inevitável.


Caso do Meco

 






    Tudo isto é  normal ou foi apenas o "Meco"?
   Começar por perceber o significado da "praxe" é fundamental para qualquer tipo de discussão, seja-se defensor, contra ou neutro. O último debate que vi sobre este assunto foi o "prós e contras" e desculpando a linguagem: "foi de bradar aos ceús" (ver em baixo). Neste debate, os defensores preocuparam-se em defender mais as suas claques em vez de discutir o verdadeiro fundo da questão: "existem ou não as praxes violentas"? O que se pretende com este debate? Qual o verdadeiro significado e sentido da praxe? O que o Meco tem a ver com isto?
   Relativamente ao "Meco", o que sabemos? Pouco ou nada. Em termos de prova, só temos a testemunhal e essa é fraca, porque na verdade o único que pode dizer algo só o fará nas instâncias para o efeito e até ao momento não o fez na praça pública (que é o "dux"). Numa fase incial, dizia-se que houvera quem os visse com o pés amarrados, e a autopsia veio dizer que não. Na questão dos pertences, tudo foi muito esquisito e  ninguém descobriu quem foi à casa e levou de lá as coisas dos jovens. As mensagens trocadas nos dias antes da tragédia e no dia nada dizem sobre o que se passou. Nunca se soube quantas pessoas exactas estiveram lá naquela noite e como estiveram e a fazerem o quê, ou seja, sempre estavam em ritual de "praxe"? Sem perceber o que se passou com dados mais objectivos e mais fortes, o julgamento popular favorece quem não fala e quem tem se remete ao silêncio.
    No que concerne à "praxe", se alguém vos disser: "Tens andar de mão dada com um gajo pela faculdade durante a tarde toda ou dar de comer a outra pessoa de joelhos" (para o caloiro). Isto para muita gente, e mais actualmente, até é uma alegria, mas na verdade, ou se entra no espírito (modo "praxe") e se aceita estas coisas e outras, ou não se concorda e tem se liberdade para nem sequer colocar a hipótese de integrar tais práticas. Recentemente, há prova de práticas de praxes violentas, condenáveis essas e isso acho que todos concordamos, mas não será que as faculdades aqui têm a sua responsabilidade? Onde estão as faculdades? Porque estas fogem quando têm responsabilidade? Porque razão estas têm interesse em fugir destas questões? As praxes violentas existem e não vale a pena esconder esse fenómeno (e o mais grave é que não existe só no ensino superior: existindo também no ensino secundário), e se existem, porque não se tenta descobrir os seus infractores e punir? Mas para isso tem haver um consenso entre as associações académicas e universidades e até o próprio governo. As declarações na praça pública sem fundamento concreto sobre o que se passou no Meco e o ataque feroz às "praxes" não resolve o problema, apenas o agrava e excluí mais uma vez o diálogo. E o que mais choca é olhar em cima para as fotos destes 6 magníficos jovens e constatar que até ao momento nada foi discutido, e que situações destas podem voltar acontecer, porque os principais responsáveis (governo e faculdades principalmente) não se sentam e discutem o problema.
   Pena é que, quando existe um problema, erguem-se as bandeiras, abana-se a cabeça mas não se diz a solução. Se queremos uma sociedade com mais espaço para o diálogo, deve-se promover esse diálogo, e não condenar logo, porque aniquila-se logo aí qualquer possibilidade de diálogo. Se for provado que os jovens que morreram no "Meco" estavam em rituais de "praxe" e houve homicídio por negligencia, todos estamos aqui para condenar. Mas se nada se apurar em matéria criminal, talvez já esteja enterrada a possibilidade de diálogo sobre este tema e formas de o resolver e solucionar.





 

domingo, 19 de janeiro de 2014

Referendo sobre "coadoção": o 2 de paus

  






   E um referendo para a legalização da prostituição ou então, para a legalização das drogas, ou melhor, um referendo sobre o "fado" ?
   A "carta" (que pode dizer-se ser um 2 de paus: não podia ser pior escolhida no baralho) foi a coadoção. O mais hilariante é perceber quem vai a jogo com ela: alguém que no seu perfeito juízo jamais iria a jogo e se lançaria com uma carta dessas. 
   Num momento onde todos os dias os aeroportos se enchem de jovens que partem ao abandono de um país que os deixou para trás; onde os idosos já nem ganham para pagar os medicamentos; onde pessoas portadoras de deficiência sofrem cortes nos seus apoios; onde há pessoas doentes que se arrastam pelas listas de espera por não ter dinheiro para pagar a saúde de que precisa; onde na área social tenho conhecimento através de pessoas amigas que estão à frente de instituições e me dizem que já não conseguem responder a tantas necessidades básicas das pessoas, e têm o "descaramento" de querem discutir a "coadoção" (ou melhor: levar a referendo, porque não há uma verdadeira discussão)? Havia de ser feita uma pergunta a quem aprovou esta lei: "porquê a coadoção e não o "fado""?  Talvez alguém baixinho dissesse: "Dessa não nos lembramos". Cavaco Silva já chegou mesmo afirmar: "O fado define a maneira de ser português". E se, o fado sempre foi um símbolo para o país (lembremos o legado de Amália Rodrigues), vejamos agora a sua decadência. Não será um momento de discutirmos isso: o "renascer do fado em portugal": por exemplo, em cada cidade uma casa de fado, o que acham disto os portugueses? Vamos a referendo. Se houver dúvidas, pode ser feita uma espécie de votação antes do referendo sobre os temas mais votados do tipo: qual a sua preferência: fado; legalização da prostituição ou coadoção? O mais votado vai a referendo. 
   Mas, o 2 de paus já foi lançado e votado. Pena que não tenha efeitos apenas entre quem votou, porque aí até poderiam aprovar outras leis sem referendo, que alguns anseiam mas não o expressam, porque vivem camuflados por detrás de certas ideologias que na verdade não lhes dizem nada, e esta é uma prova viva disso e talvez fosse o momento de, como fizeram e aconselharam os jovens num determinado momento a fazer: emigrarem seja para fora dos seus partidos, seja mesmo para fora da política, seja mesmo para fora do país. Talvez lá fora lhes dêem mais ouvidos do que aqui. Mas uma coisa: levem o 2 de paus convosco.
   
   
   

sábado, 11 de janeiro de 2014

Estado e os dinheiros públicos






   Porque não pode ser diferente?
   Perceber uma realidade não chega, temos de percorrer várias realidades para perceber apenas uma só e tão só realidade. Perceber o Estado não é ficar pela expressão "todos nós", mas sim estender a corda e seguir o caminho, o rasto do dinheiro, a sua pura distribuição, onde ele vai parar, como e por que meios.
   Agora assim, recordo-me de uma reunião que tive com um membro do conselho de administração de uma instituição pública que me disse o seguinte: "isto já não é como antigamente, já não se consegue dinheiro como antes, esse tempo acabou". Obviamente, não acreditei numa única palavra deste Senhor e após investigar, descobri que mais de 80 % da sua sustentabilidade dependia do dinheiro do Estado e, percebi que fazia parte de um grupo característico de pessoas que entendem que "mentir" é a melhor forma de aniquilar a concorrência, quando, pelo contrário, é a melhor forma de a alertar. Mais, o Estado atribuía dinheiro sem qualquer tipo de controlo e fiscalização, apenas com provimento ou não provimento numa única fase: a da candidatura, sendo que esta instituição dava-se e continuar a dar ao luxo (porque o dinheiro sobrava e sobra) de atribuir prémios anuais. Afinal nem tudo deixou de ser como era nesta instituição.
    Recentemente, o Estado lançou um programa do Impulso Jovem, que está sob a tutela do IAPMEI e decidiu anunciá-lo nas televisões, rádios, jornais e revistas na sua última fase de candidatura e 10 dias antes do término do prazo, tendo este um custo elevado e questiono: qual a utilidade deste dinheiro gasto, sendo que o programa ia na sua última fase, ou então, porquê só agora? 
   Outro caso, não menos importante, passou-se com os estágios profissionais, em que uma rapariga trabalhava para uma instituição, da qual recebia 500 euros. Houve um período em que esteve de férias. Nesse momento, recebeu uma mensagem a dizerem que estava despedida. Mas antes, tentaram que ela assinasse uns papéis. Que papéis? Uns papéis do centro de emprego para a instituição poder reaver o dinheiro do Estado. O caso está neste momento nos tribunais, onde já se descobriu que a instituição não pagava o valor devido que recebia do Estado e acordado; coagiu a rapariga e tentou simular um contrato. Se a rapariga não agisse, o Estado agiria? Pois, fica a questão, que não é de difícil resolução.
   São apenas 3 simples exemplos, acreditando sempre que é possível fazer melhor, e num ano que se avizinha decisivo (ano dos "fundos comunitários"), algo tem mesmo de ser diferente, porque está em causa o futuro da economia do nosso país.
   

   

domingo, 5 de janeiro de 2014

Lenda Eusébio







   Num momento que, em Portugal, se olharmos à nossa volta, cada vez mais escasseiam figuras de referências, exemplos, embaixadores, hoje perdemos um dos nossos, uma figura que soube ser um exemplo, ser uma lenda na sua área: no futebol. 
   Jogou num tempo que não é o de hoje, em dificuldades que ultrapassam as actuais, em momentos onde a liberdade não existia, onde as condições eram mínimas e jamais os salários chegavam a 5 e 6 dígitos. Lembro-me que, uma das primeiras vezes que ouvi falar de benfica foi a seguinte palavra: Eusébio.
   Diga-se o que disser, fala-se o que se falar, entenda-se o que entender, a verdade é só uma: Eusébio será eterno e será sempre um dos nossos ("nasceu povo e morreu povo" e isso não está mesmo ao alcance de qualquer um, apenas dos grandes), uma grande figura de Portugal e do Benfica.
  

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Última chamada para 2014





   Última chamada. Chegou o momento, aqui vamos nós para 2014, e agora? Agora é continuar o sonho e sermos corajosos, porque é a primeira das qualidades humanas, pois é a que garante as demais. Bom Ano para todos: que seja um voo fantástico.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Rostos da Emigração

   




   Que fazes aqui meu amigo? Disse-me ele: "Em Portugal tive duas opções: passar fome ou vir para cá procurar por uma vida digna. Ganhava 400 euros e pagava 300 euros de renda. Já viste que vida? Ficava com 100 por mês para comer. Então decidi fazer as malas e partir. Olha aqui à minha volta: já trouxe para cá 4 portugueses".. 
   Isto passou-se numa pizzaria em Londres e com um jovem de 20 anos. São portugueses, são nossa gente. São uma parte, um rosto da emigração do país, da forma arrogante com que este país tem tratado os jovens. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela

   





   Desapareceu uma pessoa extraordinária e única, que marcou o mundo e marcou-nos a todos nós enquanto pessoas por uma coisa muito simples: sua humanidade. Será para sempre entre nós recordado como um lutador, essencialmente pela sua luta contra o regime do Apartheid, sendo que 1994 foi o seu grande momento: quando se torna presidente da África do Sul, e nunca mais parou a luta pela dignidade, pela igualdade e pela justiça entre povos. Da última vez que estava com um livro seu nas mãos, pensei: "porque não existem mais pessoas com a humanidade de Nelson Mandela, que lutem pelas pessoas?". 
   Como diz Obama: "Ele alcançou mais do que seria esperado de qualquer homem" e não podemos ter dúvidas de uma coisa: ele é o exemplo de que sonhando, lutando e acreditando as coisas acontecem.
   Termino esta pequena lembrança, com as palavras que melhor resumem esta pessoa extraordinária, que, a partir de hoje, passa a estar do outro lado (mais que fazer parte da história como ele dizia), junto de tantos outros que já rumaram, porque, enquanto estava vivo, ele não queria ser mais nem menos que as outras pessoas, também agora, não quererá ser mais nem menos do aqueles que já partiram : "as pessoas podem levar tudo de nós, menos a nossa mente, o nosso coração".



terça-feira, 26 de novembro de 2013

António Lobo Xavier







   Ainda vale a pena "perder tempo" com a política?
   Este foi o início de conversa num ambiente amigável e de debate interessante, onde as ideias surgiram e as paixões e convicções jamais desapareceram. 
   "Hoje, olhar para a forma como se faz é política é diferente, por exemplo, de olhar para a forma como se fazia política em 1976, onde estava a "nata" da sociedade toda concentrada na política", segundo Lobo Xavier. Interessante perceber que nessa altura e no tempo em que foi deputado à Assembleia da República (1983 a 1994), não existia um sistema de faltas como o de hoje, apenas assumia-se a assinava-se um compromisso de honra, porque as pessoas serviam o país. Antes, a política fazia parte do dia-a-dia das pessoas, e quase todas pessoas tinham partido, e, hoje, isso mudou e perdeu-se o brilho e a paixão pela política, mas esta continua a ser a forma de podermos mudar algo. 
    Foi importante cruzar opiniões. Lembro, por exemplo, que a nível local, temos ideias similares, onde também entendo que as estruturas partidárias não devem abranger um leque de poder que reside cada vez mais nos poderes centrais. Como me disse: "Há quem defenda termos um general e o resto pelo país uma cambada de soldados, o que não é bom nem saudável, como defende, por exemplo, Paulo Portas e Mário Soares em ambos os seus partidos". Acho que este deve ser um dos pontos mais importantes de reflexão dentro dos partidos (a questão da implementação local e da descentralização de poder dentro dos partidos).
   Num ambiente informal e acolhedor, numa espécie de "quadratura", é importante perceber e concluir que a política continua e certamente continuará a ser uma das formas de podermos mudar algo na sociedade, e, ainda pode valer a pena "perder tempo" com a política.   
 

sábado, 23 de novembro de 2013

John F. Kennedy








John F. Kennedy: "Não perguntes o que o país pode fazer por ti, pergunta o que tu podes fazer pelo país".

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Virgin Atlantic

 




   Mais uma vez, Richard Branson faz aquilo que irrita qualquer teórico de negócios: altera a forma de fazer as coisas. É isto que faz dele um dos maiores homens de negócios de todos os tempos, que criou, cria e continua a criar um império através da exploração das falhas e lacunas dos seus concorrentes. O que vale num negócio? As pessoas. O que o distingue dos outros? Basta lembrar quando enfrentou em tribunal uma das maiores companhias aéreas do mundo: American Airlines e, a qual venceu e teve de lhe pagar uma indemnização de milhares de euros. O que ele fez? Dividiu-a por todos os seus trabalhadores, e isso fez e continua a fazer dele uma pessoa que faz a diferença. Nesse momento a American Airlines ofereceu o triplo de salários a alguns dos directores executivos da virgin e qual foi a resposta desses directores? A resposta foi: "nem por nada deste mundo deixaremos a Virgin".
   Desta vez, o que pensou? Que ao viajarmos, antes de começar qualquer voo, todos assistimos às regras de segurança, e algo podia ser feito aí de diferente, e fê-lo, com um vídeo das pessoas explicando as regras, mas cantando e dançando. Fantástico.



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Blatter

   




   Fiquei surpreendido, mas a partir do momento que tomei conhecimento de que o Senhor Blatter é portador de anomalia psíquica grave as coisas e opinião modificaram. Acho que devem ser tomadas as diligências para afastar ou ajudar clinicamente este senhor,ou seja, através uma acção de interdição do cargo por anomalia psíquica ou recorrendo a internamento compulsivo, visto não estar em condições mentais para exercer o seu cargo, depois das declarações proferidas sobre o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo.

sábado, 26 de outubro de 2013

Cortes

 





     Onde estão esses "patifes" ? Quem são esses "patifes"? Afinal existem "patifes" ?
   Criou-se a ideia que na função pública só existem "patifes" e que são todos uma "cambada de malandros" e merecem ser cortados por todos os lados, sem olhar a quem e sem dó nem piedade. Foi ainda há poucos dias que uma pessoa amiga me dizia: "acho muito bem, por exemplo, aumentarem o horário para 40 horas, porque eles não são diferentes e nunca trabalharam", o que não pude obviamente concordar com tal disparate, mesmo gostando dela. 
   Primeiramente, peço desculpa, mas digo, porque é verdade: existem pessoas fantásticas a trabalhar na função pública. E no privado não existe? Sim existe, mas aí é consensual, e infelizmente quando o discurso se torna obsuleto ou tendencioso, sem conteúdo substancial valorativo na argumentação, tudo cai por água abaixo. Eu sempre achei e continuo achar que a função púlica precisa de uma verdadeira reforma, mas a sério. Quem não acha? Mas a reforma passa pelo aumento do horário de trabalho e pela redução de salários? Não me convencem e deixam-me a pensar que estão a piorar e agravar a situação, e adiar aquilo que um dia será inevitável: reforma do Estado. Já escrevi que não concordo com as 40 horas semanais, acho de uma forma simpática, uma medida infeliz e desconexa da realidade. E porquê cortar em pessoas que ganham acima de 600 euros, ou seja, 700, 800, 900 euros? Mesmo que seja progressivo, e que vá aumentando à medida que vá sendo maior o salário, é lamentável assistir a tais cortes num país que já por si vende salários miseráveis. Custa-me menos, mesmo que seja imoral (argumentação usada pelas pessoas reformadas que sempre descontaram) que cortem a quem já não esteja no activo, com reformas acima de 2000 euros, por exemplo, do que cortem a quem esteja no activo e receba 700 euros.
   Em segundo, espero que as pessoas consigam perceber que dividir o país em privado e público será uma consequência reflectida a longo prazo, que não deixará o país avançar, uma vez que, hoje ataca-se o público e amanhã haverá represálias contra o privado, por quem vier a seguir governar, ou até de outras formas. Neste momento, quando o país mais precisava de equilíbrio e adequação nos cortes, assistimos a cortes cegos em salários baixos e que atingem o mínimo de dignidade social.
    Em terceiro, dou o meu exemplo, onde no privado, sinto e é notório que existe um sentimento contra a função pública, que são todos uns "malandrecos". Mas aprendi que basta haver um trabalhador honesto e sério para merecer o meu respeito e adequação no discurso. Podem ser poucos ou menos que no privado, não interessa, o facto de existirem pessoas sérias (que existem) na função pública devem merecer o nosso respeito de todos e não a divisão. 
   Por último, ultrapassada a questão do respeito, existe a questão da reforma, onde encaixa muita vezes o discurso dos "malandros" (aqueles que vagueiam pelas autarquias como acessores sem ninguém lhes conhecer a face, apenas os terem visto nos comícios), porque, por exemplo, quando criaram-se empresas municipais, chega o momento de questionar: são necessárias ? Quais os recursos necessários? Onde está a fiscalização? Quais as consequências ao nível de responsabilização dos gestores e presidentes de câmara que acumulam funções? Até onde deve ir o livre arbítrio na nomeação autárquica? Como poder controlar os orçamentos, mesmo havendo descentralização e autonomia económica? Como deve ser feita avaliação interna? 
   Tudo pode ser feito, mas há uma coisa que deve existir: um olhar atento, porque amanhã pode ser tarde ao acordar e ver que tantos cortes acabaram por rasgar e estragar, em vez de remendar. Afinal não existem "patifes", existem pessoas, seja no privado seja no público, e, em ambos, existem bons e maus profissionais.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Rescaldo

 
   
Eleições Autárquicas 2013






     Tudo foi diferente ou tudo ficou igual?
   No princípio, e se as vitórias ou derrotas se fizessem e contabilizassem pelo número de cartazes e outdoors que encheram as cidades, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas se contabilizassem pelos apoios monetários a este ou aquele candidato ou pelo número de figuras públicas que apoiassem esta ou aquela candidatura, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas dependessem do número de sms enviadas para os militantes ou simples anónimos, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas dependessem do aparecimento de candidatos "comprados" por outros candidatos, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas dependessem da escolha de x ou y pelo partido político, tudo podia ser diferente.     Mas afinal o que foi diferente?
   Simples: porque quem decide são as pessoas. E há uma de duas coisas a fazer: ou ignorar as péssimas escolhas de candidatos feitas pelos partidos políticos, ou seja, ignorar o óbvio, ou, aprender com os erros e perceber que tanto PS como PSD fizeram péssimas escolhas de candidatos às autárquicas, sendo que o PSD foi, talvez, aquele que mais escolhas desconexas e infelizes provocou, tendo merecido tal resultado, essencialmente e visível no Porto, onde escolheu um candidato que, desprezou as pessoas, e, pensou que a vitória era um dado adquirido, o que revelou ser uma tragédia no final. O que isto nos revela? Que os partidos políticos estão inundados de gente pouco credível, aparelhística, e redundante e avessa à mudança, mas que, terá de a fazer, seja a bem ou a mal, porque a realidade vai obrigar ao paradigma.
   A mudança ou é feita a curto prazo, ou, os partidos correm o risco de deixarem de ter um peso político como sempre tiverem nas eleições autárquicas, e, deixarem espaço para o surgimento de alternativas ao fracasso das suas escolhas, como são exemplo as candidaturas independentes.
   No fim, penso que são cada vez mais os sítios onde ganham as pessoas, os cidadãos e só espero que no futuro continue a crescer o número de pessoas que vota na pessoa e não no partido x, y ou c. Dou o exemplo do Porto, onde maior parte das pessoas do PSD (maioria) não votou Menezes, o candidato apresentado pelo partido. E aqui , respeito mas discordo de Marcelo Rebelo de Sousa, não achando que quem não apoie o candidato deva ser excluído do partido. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Autárquicas 2013









   O marco e o que ficará na historia destas eleições para reflexão será o fenómeno dos independentes, que merece uma profunda e séria reflexão. Urge questionar: porque razão um independente consegue mais votos que outro candidato apoiado por um partido politico? E porque razão os partidos, ao invés de apoiarem candidaturas com valor, decidem fazer das autárquicas um terreno unicamente de sua posse, onde mais uma vez, internamente, colocam os seus soldados, em detrimento de outros soldados, representantes de oposição interna, abrindo guerra dentro da sua própria casa?
   Primeiramente, e um dos maiores erros que esta a ser cometido pelos partidos  é facto de pensarem que o terreno das autárquicas lhes pertence, mas enganam-se, não é de ninguém, aliás, sim tem um dono: o povo. Como dizia Ronald Reagan: "este é um cargo de custodia temporária, que vos pertence". Os partidos devem rever o seu papel, as suas gentes, e pensar qual a razão de tais fenómenos, que eles não surgem nem aparecem por mero acaso, são fruto da decadência e de um aproveitamento inteligente do fracasso de um sistema partidário. Se olharmos para os partidos políticos, estes continuam a fazer tudo como se nada passasse, desde a forma como colocam as pessoas nos lugares até á forma de fazer campanha, tudo se torna e fica igual, oferecendo uma margem cada vez maior áqueles que queiram e tencionem aproveitar o rasto que estes deixam, e, isto pode se tornar uma coisa séria, se nada for feito nas fileiras partidárias. O problema resolve-se com as pessoas, porque tais fenómenos surgem não por oposição aos partidos, mas sim ás pessoas que os governam.
    Dentro do fenómeno dos independentes, temos um dos casos que seguramente ficará registado na historia: candidatura de Rui Moreira á Câmara Municipal do Porto. Aqui, é um dos casos em que os partidos políticos colocaram-se a jeito e deixaram a tal "margem" que falei acima para outras formas de cidadania aparecerem, e crescerem sobre aproveitamento do fracasso partidário. Nesta cidade, o PSD apresenta Luís Filipe Menezes, que entre as propostas apresentadas e que estou a ouvir em directo, pretende prometer este mundo e o outro, entre elas fazer do Bolhão as Ramblas de Barcelona. Como diz Rui Rio: "Menezes vai destruir tudo o que foi feito se for eleito". Rui Rio é  apenas uma das maiores figuras actuais do PSD, e o partido ouvio-o? Claramente que não, deixando ainda margem maior para os tais fenómenos. Como é possível um partido apresentar um candidato a uma cidade governada há anos pelo PSD, sem consultar a pessoa que esteve a frente da autarquia ao longo de 12 anos? Lembro-me que em 2002, quando Rui Rio foi eleito, ninguém imaginava tal vitoria, e se me perguntarem quem acha que vai ganhar no porto, eu respondo: eu acredito que Rui Moreira vencerá, porque as gentes do porto são pessoas inteligentes e vão olhar para a pessoa, não para o partido. 
   Por ultimo, o fenómeno dos candidatos que se candidatam sem o apoio do seu partido, porque desta vez o escolhido é x ou y, porque os sargentos mudaram, e quando mudam os sargentos, quase sempre, á remodelação no quartel. Mas aqui, mais uma vez, os partidos quebram com pessoas, algumas de valor, em detrimento dos seus camaradas. Lógico que qualquer pessoa coloca os seus, mas devia haver mais cuidado nas escolhas, porque é penoso assistir a algumas escolhas, como, por exemplo a de Carlos Abreu Amorim em Gaia. Gaia é um dos casos em que o partido PSD não apoiou Guilherme Aguiar, para apoiar um dos piores candidatos autárquicos, Carlos Abreu Amorim. Também no PS, temos o caso de Matosinhos, em que Guilherme Pinto surge como independente, e, muito provavelmente, vai ganhar as eleições. Aqui, Seguro fez as seus escolhas, e pensou como pensa uma grande maioria dos políticos: quem manda é o aparelho partidário. Talvez algumas derrotas façam estes lideres repensar na forma de fazer as suas escolhas e de estar na politica. Caso não o façam, a margem fica deixada, o caminho aberto para tais fenómenos crescerem, alastrarem-se e estabelecerem-se em território nacional como uma forma de fazer politica.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nunca perceberemos mesmo pelo que passaram todos vocês





Forest Whitaker, in "O Mordomo"





   Ao ver o filme "O mordomo", mais que um filme, eu lembrei-me da luta de um povo. Lembrar Martin Luther King é lembrar um ícone, uma pessoa que com pouco fez a diferença, a pessoa que no discurso de um tempo, disse uma coisa tão simples como : "I have a dream", o sonho de que um negro e um branco possam ser vistos da mesma forma, tenham os mesmo direitos enquanto pessoas, e a sua luta resultou na aprovação da lei dos direitos civis e eleitorais, em 1964 e 1965. São pessoas como Martin Luther King que fazem renascer uma nação, levantar um povo, orgulhar-se de um país.
    Há uma coisa que está escrita na década de 60 e jamais poderá ser apagada: o pessoal doméstico negro teve um papel decisivo na história dos E.U.A, porque mostraram que, mesmo a servir, merecem o respeito e os mesmos direitos que qualquer outra pessoa, demonstraram que quando se tem um sonho, deve-se lutar por ele até aos fins dos nossos dias.
   É um período que jamais será esquecido na história e perguntamos sempre: porque tentaram parar John F. Kennedy ? Quem tentou, matou o homem, mas não conseguiu matar o seus ensinamentos e aquilo que nos deixou, ficou o seu legado. A proposta que se tornou lei em 1964 sobre direitos civis deve-se a ele e a tudo pelo que tentou mudar, porque existem os partidos e depois, acima destes, existe uma coisa acessível apenas a algumas pessoas: a capacidade de mudança.
   Como dizia Abraham Lincoln, (também assassinado em 1985, quando era presidente dos E.U.A.) - pessoa que sabe bem o significado da luta - : "o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer".
   É possível conhecermos todas as histórias, saber o que se passou, conhecer as pessoas, reconhecer o esforço que sentimos, o vosso trabalho, o respeito, a admiração, mas nunca perceberemos mesmo pelo que passaram todos vocês.
 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Síria



Vítimas Guerra Civil Síria




Bashar Al-Assad






   A guerra civil na Síria sabemos que começou em 2011, mas quando cessará? E apenas começou em 2011?
   Oficialmente e formalmente, pode dizer-se que começou apenas em 2011, momento em que o Governo de Bashar Al-Assad deu ordens para dissipar todos aqueles que fossem seus opositores, fazendo fé do seu poder autoritário, que faz dele a personagem do regime desde do ano 2000, após morte do seu pai, que governou aquele país desde da década de 70.
   Neste momento, é difícil percebermos o que se passa realmente na Síria  (mas não podemos esquecer que foi um dos países que em 1997 não aderiu à convenção que baniu o uso de armas químicas), sobretudo quanto ao uso de armas químicas ou não pelo regime, mas de uma coisa temos certeza: morrem diariamente milhares de inocentes, fruto de uma política genocida. 
   A comunidade internacional está e estará sempre dividida, porque vive de relações de poder, e sabe-se que do lado de Damasco está a Rússia e a China, que vetarão qualquer intervenção estrangeira na Síria, e do outro lado, estão os E.U.A, Reino Unido e França, sobretudo os países do Ocidente. Mas poderá abrir-se uma caixa de pandora num possível atacar sem autorização do conselho de segurança, principalmente com a Rússia. Não obstante, se nada for feito, os E.U.A. perdem poder e rosto. E volta a velha questão: queremos ser complacentes com políticas como a do regime Sírio ou queremos aproveitar a situação para fazer cair Bashar Al-Assad?
   Não há muitas dúvidas de que um eventual ataque enfraquecerá o regime e abrirá portas para uma transicção de poder, a questão é saber se o ataque levará a Síria a negociar e aceitar um processo político de transicção com bons olhos. E será que um ataque ocidental resolve a crise na Síria ?
    Dúvidas ilimitadas num tempo que não pode ser o da estagnação, porque por cada dia de estagnação morrem milhares de inocentes, mas a acção imediata pode também ser o barril de pólvora por que muitos extremistas anseiam no médio oriente, embora pareça quase inevitável, uma vez que 3 dos membros permanentes do conselho de segurança da ONU (Reino Unido, França e E.U.A) estão de acordo num possível ataque cirúrgico na Síria.
     Algo terá de ser feito. 
    

   

domingo, 18 de agosto de 2013

1º Interrogatório judicial de Lorenzo Carvalho

   





    O que aqui escrevo é por ser português. Sinto essa necessidade, porque gosto demais deste nosso país, depois da entrevista de Judite de Sousa na Tvi a Lorenzo Carvalho (ver em http://www.youtube.com/watch?v=704uGhswYwU).
    Depois de assistir a esta entrevista, questiono apenas: o que foi isto ?
   Tudo foi, tudo se passou, menos uma entrevista. Talvez tenha sido um processo inquisitório, em que uma jornalista vigiou, perseguiu e em público condenou as práticas de uma pessoa. O país assistiu a alguém, neste caso uma jornalista, chamar um jovem, como poderia ser qualquer outra pessoa, e inquiri-lo como se de um 1º interrogatório judicial de arguido detido se tratasse. Sim, afinal talvez tenha sido mesmo um interrogatório judicial em audiência pública, perante um país.
   Eu quero acreditar que este foi um momento menos bom de Judite de Sousa, um dia em que o sol não brilhou na sua casa. Quero acreditar que a mesma já percebeu e arrependeu-se de tal acto, que reza e representa outro tempo da nossa história que ficou marcado, mas felizmente foi ultrapassado e vencido.
   Hoje, é bom viver num país onde qualquer pessoa é livre e faz o que quer e bem lhe apetece com o seu dinheiro, dentro da legalidade. O que fez Lorenzo Carvalho podia ter sido qualquer outra pessoa a fazer, e todos os dias existem pessoas em diferentes países que fazem coisas semelhantes e mais extravagantes e onde está o mal? 
   Vamos acreditar que isto não se volta a repetir, e que uma pessoa possa gastar 3 milhões numa festa e o país respeitar e perceber que isso deve ser visto com bons olhos. Quem quiser ou não estiver bem, que recorra aos tribunais, e expresse suas razões de facto e de direito. Isto porque em tribunal vê-se de tudo. Até já houve quem mete-se uma acção contra o diabo, portanto, nada seria de admirar.
   
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mais do mesmo

   

Robert Mugabe



Crescimento das relações entre Zimbabwe e China





   Outrora Rodésia do Sul, hoje Zimbabwe, falamos de uma nação que se tornou independente em 1980 e vê-se agora dividida entre o retrocesso ou o progresso, mas os sinais são, no mínimo, perigosos.
   Em voga, e na ribalta, estão as recentes declarações do seu presidente, Robert Mugabe, que depois da vitória nas eleições presidenciais de 31 de Julho, disse aos seus opositores: "Enforquem-se. Podem se suicidar se quiseram. Mesmo que morram, nem os cães irão comer a vossa carne. Iremos servir-lhes a democracia num prato". Este é Robert Mugabe, para quem ficou surpreendido com tais declarações, não o conhece. É o mesmo que em 1986 tomou medidas para reprimir os lugares ocupados pelos brancos na assembleia do seu país, mais tarde expropriou-se das suas terras, através da dita reforma agrária.
   É confuso se olharmos para o plano internacional, porque de um lado estão os E.U.A. e do outro está a China que tem vindo a crescer e acentuar as suas relações económicas com Zimbabwe, e, mais se torna, se olharmos para a Europa. Não podemos esquecer que este foi o mesmo que, em 2007, foi recebido com honras de Estado em Portugal, na cimeira U.E-África, e que continua no poder com complacência europeia ou a Europa já tem uma posição vinculativa?
   Só há uma posição possível: censura ao regime.