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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Virgin Atlantic

 




   Mais uma vez, Richard Branson faz aquilo que irrita qualquer teórico de negócios: altera a forma de fazer as coisas. É isto que faz dele um dos maiores homens de negócios de todos os tempos, que criou, cria e continua a criar um império através da exploração das falhas e lacunas dos seus concorrentes. O que vale num negócio? As pessoas. O que o distingue dos outros? Basta lembrar quando enfrentou em tribunal uma das maiores companhias aéreas do mundo: American Airlines e, a qual venceu e teve de lhe pagar uma indemnização de milhares de euros. O que ele fez? Dividiu-a por todos os seus trabalhadores, e isso fez e continua a fazer dele uma pessoa que faz a diferença. Nesse momento a American Airlines ofereceu o triplo de salários a alguns dos directores executivos da virgin e qual foi a resposta desses directores? A resposta foi: "nem por nada deste mundo deixaremos a Virgin".
   Desta vez, o que pensou? Que ao viajarmos, antes de começar qualquer voo, todos assistimos às regras de segurança, e algo podia ser feito aí de diferente, e fê-lo, com um vídeo das pessoas explicando as regras, mas cantando e dançando. Fantástico.



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Blatter

   




   Fiquei surpreendido, mas a partir do momento que tomei conhecimento de que o Senhor Blatter é portador de anomalia psíquica grave as coisas e opinião modificaram. Acho que devem ser tomadas as diligências para afastar ou ajudar clinicamente este senhor,ou seja, através uma acção de interdição do cargo por anomalia psíquica ou recorrendo a internamento compulsivo, visto não estar em condições mentais para exercer o seu cargo, depois das declarações proferidas sobre o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo.

sábado, 26 de outubro de 2013

Cortes

 





     Onde estão esses "patifes" ? Quem são esses "patifes"? Afinal existem "patifes" ?
   Criou-se a ideia que na função pública só existem "patifes" e que são todos uma "cambada de malandros" e merecem ser cortados por todos os lados, sem olhar a quem e sem dó nem piedade. Foi ainda há poucos dias que uma pessoa amiga me dizia: "acho muito bem, por exemplo, aumentarem o horário para 40 horas, porque eles não são diferentes e nunca trabalharam", o que não pude obviamente concordar com tal disparate, mesmo gostando dela. 
   Primeiramente, peço desculpa, mas digo, porque é verdade: existem pessoas fantásticas a trabalhar na função pública. E no privado não existe? Sim existe, mas aí é consensual, e infelizmente quando o discurso se torna obsuleto ou tendencioso, sem conteúdo substancial valorativo na argumentação, tudo cai por água abaixo. Eu sempre achei e continuo achar que a função púlica precisa de uma verdadeira reforma, mas a sério. Quem não acha? Mas a reforma passa pelo aumento do horário de trabalho e pela redução de salários? Não me convencem e deixam-me a pensar que estão a piorar e agravar a situação, e adiar aquilo que um dia será inevitável: reforma do Estado. Já escrevi que não concordo com as 40 horas semanais, acho de uma forma simpática, uma medida infeliz e desconexa da realidade. E porquê cortar em pessoas que ganham acima de 600 euros, ou seja, 700, 800, 900 euros? Mesmo que seja progressivo, e que vá aumentando à medida que vá sendo maior o salário, é lamentável assistir a tais cortes num país que já por si vende salários miseráveis. Custa-me menos, mesmo que seja imoral (argumentação usada pelas pessoas reformadas que sempre descontaram) que cortem a quem já não esteja no activo, com reformas acima de 2000 euros, por exemplo, do que cortem a quem esteja no activo e receba 700 euros.
   Em segundo, espero que as pessoas consigam perceber que dividir o país em privado e público será uma consequência reflectida a longo prazo, que não deixará o país avançar, uma vez que, hoje ataca-se o público e amanhã haverá represálias contra o privado, por quem vier a seguir governar, ou até de outras formas. Neste momento, quando o país mais precisava de equilíbrio e adequação nos cortes, assistimos a cortes cegos em salários baixos e que atingem o mínimo de dignidade social.
    Em terceiro, dou o meu exemplo, onde no privado, sinto e é notório que existe um sentimento contra a função pública, que são todos uns "malandrecos". Mas aprendi que basta haver um trabalhador honesto e sério para merecer o meu respeito e adequação no discurso. Podem ser poucos ou menos que no privado, não interessa, o facto de existirem pessoas sérias (que existem) na função pública devem merecer o nosso respeito de todos e não a divisão. 
   Por último, ultrapassada a questão do respeito, existe a questão da reforma, onde encaixa muita vezes o discurso dos "malandros" (aqueles que vagueiam pelas autarquias como acessores sem ninguém lhes conhecer a face, apenas os terem visto nos comícios), porque, por exemplo, quando criaram-se empresas municipais, chega o momento de questionar: são necessárias ? Quais os recursos necessários? Onde está a fiscalização? Quais as consequências ao nível de responsabilização dos gestores e presidentes de câmara que acumulam funções? Até onde deve ir o livre arbítrio na nomeação autárquica? Como poder controlar os orçamentos, mesmo havendo descentralização e autonomia económica? Como deve ser feita avaliação interna? 
   Tudo pode ser feito, mas há uma coisa que deve existir: um olhar atento, porque amanhã pode ser tarde ao acordar e ver que tantos cortes acabaram por rasgar e estragar, em vez de remendar. Afinal não existem "patifes", existem pessoas, seja no privado seja no público, e, em ambos, existem bons e maus profissionais.



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Rescaldo

 
   
Eleições Autárquicas 2013






     Tudo foi diferente ou tudo ficou igual?
   No princípio, e se as vitórias ou derrotas se fizessem e contabilizassem pelo número de cartazes e outdoors que encheram as cidades, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas se contabilizassem pelos apoios monetários a este ou aquele candidato ou pelo número de figuras públicas que apoiassem esta ou aquela candidatura, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas dependessem do número de sms enviadas para os militantes ou simples anónimos, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas dependessem do aparecimento de candidatos "comprados" por outros candidatos, tudo podia ser diferente. Se as vitórias ou derrotas dependessem da escolha de x ou y pelo partido político, tudo podia ser diferente.     Mas afinal o que foi diferente?
   Simples: porque quem decide são as pessoas. E há uma de duas coisas a fazer: ou ignorar as péssimas escolhas de candidatos feitas pelos partidos políticos, ou seja, ignorar o óbvio, ou, aprender com os erros e perceber que tanto PS como PSD fizeram péssimas escolhas de candidatos às autárquicas, sendo que o PSD foi, talvez, aquele que mais escolhas desconexas e infelizes provocou, tendo merecido tal resultado, essencialmente e visível no Porto, onde escolheu um candidato que, desprezou as pessoas, e, pensou que a vitória era um dado adquirido, o que revelou ser uma tragédia no final. O que isto nos revela? Que os partidos políticos estão inundados de gente pouco credível, aparelhística, e redundante e avessa à mudança, mas que, terá de a fazer, seja a bem ou a mal, porque a realidade vai obrigar ao paradigma.
   A mudança ou é feita a curto prazo, ou, os partidos correm o risco de deixarem de ter um peso político como sempre tiverem nas eleições autárquicas, e, deixarem espaço para o surgimento de alternativas ao fracasso das suas escolhas, como são exemplo as candidaturas independentes.
   No fim, penso que são cada vez mais os sítios onde ganham as pessoas, os cidadãos e só espero que no futuro continue a crescer o número de pessoas que vota na pessoa e não no partido x, y ou c. Dou o exemplo do Porto, onde maior parte das pessoas do PSD (maioria) não votou Menezes, o candidato apresentado pelo partido. E aqui , respeito mas discordo de Marcelo Rebelo de Sousa, não achando que quem não apoie o candidato deva ser excluído do partido. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Autárquicas 2013









   O marco e o que ficará na historia destas eleições para reflexão será o fenómeno dos independentes, que merece uma profunda e séria reflexão. Urge questionar: porque razão um independente consegue mais votos que outro candidato apoiado por um partido politico? E porque razão os partidos, ao invés de apoiarem candidaturas com valor, decidem fazer das autárquicas um terreno unicamente de sua posse, onde mais uma vez, internamente, colocam os seus soldados, em detrimento de outros soldados, representantes de oposição interna, abrindo guerra dentro da sua própria casa?
   Primeiramente, e um dos maiores erros que esta a ser cometido pelos partidos  é facto de pensarem que o terreno das autárquicas lhes pertence, mas enganam-se, não é de ninguém, aliás, sim tem um dono: o povo. Como dizia Ronald Reagan: "este é um cargo de custodia temporária, que vos pertence". Os partidos devem rever o seu papel, as suas gentes, e pensar qual a razão de tais fenómenos, que eles não surgem nem aparecem por mero acaso, são fruto da decadência e de um aproveitamento inteligente do fracasso de um sistema partidário. Se olharmos para os partidos políticos, estes continuam a fazer tudo como se nada passasse, desde a forma como colocam as pessoas nos lugares até á forma de fazer campanha, tudo se torna e fica igual, oferecendo uma margem cada vez maior áqueles que queiram e tencionem aproveitar o rasto que estes deixam, e, isto pode se tornar uma coisa séria, se nada for feito nas fileiras partidárias. O problema resolve-se com as pessoas, porque tais fenómenos surgem não por oposição aos partidos, mas sim ás pessoas que os governam.
    Dentro do fenómeno dos independentes, temos um dos casos que seguramente ficará registado na historia: candidatura de Rui Moreira á Câmara Municipal do Porto. Aqui, é um dos casos em que os partidos políticos colocaram-se a jeito e deixaram a tal "margem" que falei acima para outras formas de cidadania aparecerem, e crescerem sobre aproveitamento do fracasso partidário. Nesta cidade, o PSD apresenta Luís Filipe Menezes, que entre as propostas apresentadas e que estou a ouvir em directo, pretende prometer este mundo e o outro, entre elas fazer do Bolhão as Ramblas de Barcelona. Como diz Rui Rio: "Menezes vai destruir tudo o que foi feito se for eleito". Rui Rio é  apenas uma das maiores figuras actuais do PSD, e o partido ouvio-o? Claramente que não, deixando ainda margem maior para os tais fenómenos. Como é possível um partido apresentar um candidato a uma cidade governada há anos pelo PSD, sem consultar a pessoa que esteve a frente da autarquia ao longo de 12 anos? Lembro-me que em 2002, quando Rui Rio foi eleito, ninguém imaginava tal vitoria, e se me perguntarem quem acha que vai ganhar no porto, eu respondo: eu acredito que Rui Moreira vencerá, porque as gentes do porto são pessoas inteligentes e vão olhar para a pessoa, não para o partido. 
   Por ultimo, o fenómeno dos candidatos que se candidatam sem o apoio do seu partido, porque desta vez o escolhido é x ou y, porque os sargentos mudaram, e quando mudam os sargentos, quase sempre, á remodelação no quartel. Mas aqui, mais uma vez, os partidos quebram com pessoas, algumas de valor, em detrimento dos seus camaradas. Lógico que qualquer pessoa coloca os seus, mas devia haver mais cuidado nas escolhas, porque é penoso assistir a algumas escolhas, como, por exemplo a de Carlos Abreu Amorim em Gaia. Gaia é um dos casos em que o partido PSD não apoiou Guilherme Aguiar, para apoiar um dos piores candidatos autárquicos, Carlos Abreu Amorim. Também no PS, temos o caso de Matosinhos, em que Guilherme Pinto surge como independente, e, muito provavelmente, vai ganhar as eleições. Aqui, Seguro fez as seus escolhas, e pensou como pensa uma grande maioria dos políticos: quem manda é o aparelho partidário. Talvez algumas derrotas façam estes lideres repensar na forma de fazer as suas escolhas e de estar na politica. Caso não o façam, a margem fica deixada, o caminho aberto para tais fenómenos crescerem, alastrarem-se e estabelecerem-se em território nacional como uma forma de fazer politica.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nunca perceberemos mesmo pelo que passaram todos vocês





Forest Whitaker, in "O Mordomo"





   Ao ver o filme "O mordomo", mais que um filme, eu lembrei-me da luta de um povo. Lembrar Martin Luther King é lembrar um ícone, uma pessoa que com pouco fez a diferença, a pessoa que no discurso de um tempo, disse uma coisa tão simples como : "I have a dream", o sonho de que um negro e um branco possam ser vistos da mesma forma, tenham os mesmo direitos enquanto pessoas, e a sua luta resultou na aprovação da lei dos direitos civis e eleitorais, em 1964 e 1965. São pessoas como Martin Luther King que fazem renascer uma nação, levantar um povo, orgulhar-se de um país.
    Há uma coisa que está escrita na década de 60 e jamais poderá ser apagada: o pessoal doméstico negro teve um papel decisivo na história dos E.U.A, porque mostraram que, mesmo a servir, merecem o respeito e os mesmos direitos que qualquer outra pessoa, demonstraram que quando se tem um sonho, deve-se lutar por ele até aos fins dos nossos dias.
   É um período que jamais será esquecido na história e perguntamos sempre: porque tentaram parar John F. Kennedy ? Quem tentou, matou o homem, mas não conseguiu matar o seus ensinamentos e aquilo que nos deixou, ficou o seu legado. A proposta que se tornou lei em 1964 sobre direitos civis deve-se a ele e a tudo pelo que tentou mudar, porque existem os partidos e depois, acima destes, existe uma coisa acessível apenas a algumas pessoas: a capacidade de mudança.
   Como dizia Abraham Lincoln, (também assassinado em 1985, quando era presidente dos E.U.A.) - pessoa que sabe bem o significado da luta - : "o campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer".
   É possível conhecermos todas as histórias, saber o que se passou, conhecer as pessoas, reconhecer o esforço que sentimos, o vosso trabalho, o respeito, a admiração, mas nunca perceberemos mesmo pelo que passaram todos vocês.
 


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Síria



Vítimas Guerra Civil Síria




Bashar Al-Assad






   A guerra civil na Síria sabemos que começou em 2011, mas quando cessará? E apenas começou em 2011?
   Oficialmente e formalmente, pode dizer-se que começou apenas em 2011, momento em que o Governo de Bashar Al-Assad deu ordens para dissipar todos aqueles que fossem seus opositores, fazendo fé do seu poder autoritário, que faz dele a personagem do regime desde do ano 2000, após morte do seu pai, que governou aquele país desde da década de 70.
   Neste momento, é difícil percebermos o que se passa realmente na Síria  (mas não podemos esquecer que foi um dos países que em 1997 não aderiu à convenção que baniu o uso de armas químicas), sobretudo quanto ao uso de armas químicas ou não pelo regime, mas de uma coisa temos certeza: morrem diariamente milhares de inocentes, fruto de uma política genocida. 
   A comunidade internacional está e estará sempre dividida, porque vive de relações de poder, e sabe-se que do lado de Damasco está a Rússia e a China, que vetarão qualquer intervenção estrangeira na Síria, e do outro lado, estão os E.U.A, Reino Unido e França, sobretudo os países do Ocidente. Mas poderá abrir-se uma caixa de pandora num possível atacar sem autorização do conselho de segurança, principalmente com a Rússia. Não obstante, se nada for feito, os E.U.A. perdem poder e rosto. E volta a velha questão: queremos ser complacentes com políticas como a do regime Sírio ou queremos aproveitar a situação para fazer cair Bashar Al-Assad?
   Não há muitas dúvidas de que um eventual ataque enfraquecerá o regime e abrirá portas para uma transicção de poder, a questão é saber se o ataque levará a Síria a negociar e aceitar um processo político de transicção com bons olhos. E será que um ataque ocidental resolve a crise na Síria ?
    Dúvidas ilimitadas num tempo que não pode ser o da estagnação, porque por cada dia de estagnação morrem milhares de inocentes, mas a acção imediata pode também ser o barril de pólvora por que muitos extremistas anseiam no médio oriente, embora pareça quase inevitável, uma vez que 3 dos membros permanentes do conselho de segurança da ONU (Reino Unido, França e E.U.A) estão de acordo num possível ataque cirúrgico na Síria.
     Algo terá de ser feito. 
    

   

domingo, 18 de agosto de 2013

1º Interrogatório judicial de Lorenzo Carvalho

   





    O que aqui escrevo é por ser português. Sinto essa necessidade, porque gosto demais deste nosso país, depois da entrevista de Judite de Sousa na Tvi a Lorenzo Carvalho (ver em http://www.youtube.com/watch?v=704uGhswYwU).
    Depois de assistir a esta entrevista, questiono apenas: o que foi isto ?
   Tudo foi, tudo se passou, menos uma entrevista. Talvez tenha sido um processo inquisitório, em que uma jornalista vigiou, perseguiu e em público condenou as práticas de uma pessoa. O país assistiu a alguém, neste caso uma jornalista, chamar um jovem, como poderia ser qualquer outra pessoa, e inquiri-lo como se de um 1º interrogatório judicial de arguido detido se tratasse. Sim, afinal talvez tenha sido mesmo um interrogatório judicial em audiência pública, perante um país.
   Eu quero acreditar que este foi um momento menos bom de Judite de Sousa, um dia em que o sol não brilhou na sua casa. Quero acreditar que a mesma já percebeu e arrependeu-se de tal acto, que reza e representa outro tempo da nossa história que ficou marcado, mas felizmente foi ultrapassado e vencido.
   Hoje, é bom viver num país onde qualquer pessoa é livre e faz o que quer e bem lhe apetece com o seu dinheiro, dentro da legalidade. O que fez Lorenzo Carvalho podia ter sido qualquer outra pessoa a fazer, e todos os dias existem pessoas em diferentes países que fazem coisas semelhantes e mais extravagantes e onde está o mal? 
   Vamos acreditar que isto não se volta a repetir, e que uma pessoa possa gastar 3 milhões numa festa e o país respeitar e perceber que isso deve ser visto com bons olhos. Quem quiser ou não estiver bem, que recorra aos tribunais, e expresse suas razões de facto e de direito. Isto porque em tribunal vê-se de tudo. Até já houve quem mete-se uma acção contra o diabo, portanto, nada seria de admirar.
   
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mais do mesmo

   

Robert Mugabe



Crescimento das relações entre Zimbabwe e China





   Outrora Rodésia do Sul, hoje Zimbabwe, falamos de uma nação que se tornou independente em 1980 e vê-se agora dividida entre o retrocesso ou o progresso, mas os sinais são, no mínimo, perigosos.
   Em voga, e na ribalta, estão as recentes declarações do seu presidente, Robert Mugabe, que depois da vitória nas eleições presidenciais de 31 de Julho, disse aos seus opositores: "Enforquem-se. Podem se suicidar se quiseram. Mesmo que morram, nem os cães irão comer a vossa carne. Iremos servir-lhes a democracia num prato". Este é Robert Mugabe, para quem ficou surpreendido com tais declarações, não o conhece. É o mesmo que em 1986 tomou medidas para reprimir os lugares ocupados pelos brancos na assembleia do seu país, mais tarde expropriou-se das suas terras, através da dita reforma agrária.
   É confuso se olharmos para o plano internacional, porque de um lado estão os E.U.A. e do outro está a China que tem vindo a crescer e acentuar as suas relações económicas com Zimbabwe, e, mais se torna, se olharmos para a Europa. Não podemos esquecer que este foi o mesmo que, em 2007, foi recebido com honras de Estado em Portugal, na cimeira U.E-África, e que continua no poder com complacência europeia ou a Europa já tem uma posição vinculativa?
   Só há uma posição possível: censura ao regime.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Joaquim Pais Jorge: bastava um memofante

   



   Esta é a história de um Senhor que foi nomeado para Secretário de Estado do Tesouro do Governo de Portugal, para negociar os contratos "swaps" que o mesmo outrora negociou com o Estado, enquanto director do Citibank (mas que não se lembra) e que se viu na derrapagem e no buraco que os portugueses vão ter de pagar. Não fosse isto conflito de interesses, e dizia-se que é preciso ter um descaramento e uma falta de ética e sentido de Estado impressionante. Mas vão mandar o Sr. Joaquim Pais Jorge embora? Acho que pode ser exagerado. A meu ver, tudo isto se resolveria com uma boa dose de memofante e teríamos um secretario de Estado com memória de elefante, e jamais se esqueceria das três vezes que esteve em São Bento.

domingo, 14 de julho de 2013

Gram Vikas


   




   Decidi partilhar aqui o exemplo de Gram Vikas, que para mim representa a forma fantástica como ajudou o seu povo, as suas pessoas, percebendo o que elas necessitavam. No vídeo que partilho aqui com vocês vê-se que Gram Vikas detectou que existia um problema: água contaminada. As suas gentes viviam com menos um dólar por dia e 75% das pessoas estavam contaminadas.
   Quando era pequeno, um dia virou-se para seu pai e perguntou: "pai porque é que aquelas pessoas morrem todas contaminadas?". O pai disse-lhe que era assim e para deixar estar, mas Vikas não se resignou e percebeu que era preciso mudar a mentalidade, a educação das pessoas. A água ficava contaminada porque como não tinham sanitários na aldeia, as pessoas faziam as suas necessidades no rio e contaminavam as águas. É importante frisar que antes de Gram Vikas mudar a vida destas pessoas, o Governo tentou fazê-lo, tendo postos 2 casas de banho na aldeia. Sabem o que aconteceu? As pessoas iam às casas de banho e bebiam a água das sanitas, ou seja, não resolveram o problema, porque os problemas resolvem-se juntos das pessoas, percebendo-as e educando-as.
    A água contaminada provocava doenças, que matavam milhares de pessoas e fazia com que aquelas pessoas vivessem pouco tempo, algumas nem chegavam à idade adulta. O que fez o governo foi não atacar o problema, foi fazer o contrário de Gram Vikas. Gram Vikas começou falar com as pessoas, nomeou um líder local que explicasse as coisas às suas gentes e aos poucos foi sendo compreendido na comunidade e aproveitou os recursos da aldeia para juntos construirem e mudarem aquela aldeia.
   As pessoas na aldeia iam buscar água a um poço que ficava a alguns quilometros da aldeia e com o problema da água contaminada, depois de conseguir explicar às pessoas como se faz, Vikas mudou mentalidades e melhorou significamente e para sempre a vida daquelas pessoas, passando haver água potável. Porque razão o Governo não resolveu o problema e Gram Vikas resolveu?
   A resposta é que o Governo não trabalhou as pessoas e Gram Vikas trabalhou e preocupou-se com as pessoas, foi sempre a sua primeira preocupação, porque percebeu que só resolveria o problema se mudasse os hábitos, educasse e explicasse às pessoas aquilo que o Governo não fez.
   Simplesmente fantástico o exemplo do nosso Gram Vikas, de quem ensina como fazer e resolver o problema das pessoas. Não podia estar mais de acordo e lembro-me de quando estive em África, quando trabalhei com crianças e adolescentes de rua, e a câmara municipal para resolver o problema das crianças dava dinheiro a uma associação para lhe dar comida e elas pegavam na comida, vendiam e consumiam droga e isto era um ciclo alimentado anos e anos, porque não atacaram o problema. Nós resolvemos o problema porque fomos falar com as crianças, juntamo-nos a elas, e juntos criamos uma escola onde tentamos educá-las, valoriza-las e integra-las na comunidade.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Momento Cavaco Silva


   





   Por vezes, a melhor forma de tentar perceber este país é questionar: porquê só agora ? 
  O Presidente da República fez-me lembrar aquela pessoa que vai a um restaurante e pede um prato de valor elevado, e, não conseguindo pagar, no fim fica a lavar pratos, ou seja, arriscou como aqueles que em outrora arriscaram quando assinaram os famigerados contratos swaps. Foram muitas as reuniões com os partidos políticos durante este tempo, muitas foram as reuniões do Conselho de Estado, muitas foram as reuniões com os empresários, porquê só agora? Mas será que alguém acredita que o PS (que tem uma posição firme desde há muito tempo) vai aceitar coligar-se num governo de salvação nacional com PSD e CDS? O mais provável é o PS ausentar-se de um governo de salvação nacional (porque o seu líder infelizmente só vê eleições à frente, embora haja internamente outras pessoas com mais valor como António Costa), o CDS recusar governar nas mesmas condições que anteriormente existiam e o PSD dificilmente aguentará este governo pelo menos com os mesmos protagonistas. Acho que a ideia de um governo de salvação nacional é boa, mas não nesta fase, em que os comandos e os fuzileiros de ambos os partidos políticos já estão no terreno a disputar guerras internas e não existe diálogo, daí entender que com estes líderes políticos actuais, principalmente PSD e PS será quase impossível um governo desse tipo. Talvez com outro tipo de liderança ou protagonistas seja possível aplicar esta ideia, porque assim neste quadro actual é inexequível. Há quem diga que os políticos têm de ser responsáveis e entenderem-se, e acho que a maioria das pessoas pensa dessa forma, mas entre a teoria e a prática existe uma linha que os separa, e, pensar que vai haver essa responsabilização fica à observação de cada um, olhem para o que se tem vindo a suceder.
   Com este quadro político, o que poderá acontecer é estes sujarem os pratos, ou seja, rejeitarem, e aí terá de ser o presidente a lavar esses mesmo pratos sujos perante o país. E chegados a este ponto, coloca-se a questão: que independente pode assumir o país ? Não podemos esquecer o exemplo de Itália, onde o Sr. Monti nas últimas eleições conseguiu 10% dos votos, o que diz muito da opinião pública a respeito desse cenário. Mas, por outro lado, estamos em Portugal e pode ser que não se suceda da mesma forma, mas é um risco.

terça-feira, 9 de julho de 2013

(De)missão Paulo Portas






    A pergunta que faço: foi uma demissão de Paulo Portas ou por trás disto, havia uma missão?
   Começando pelo acto de demissão, e, embora simpatize com a pessoa em questão, acho que foi talvez dos piores momentos, senão mesmo o pior momento de Paulo Portas na vida política, porque escolheu mal o timing, entrou em contradição com o que tinha dito 15 dias antes ("pelo interesse nacional faremos tudo"), não consultou o partido e pôs em risco um país que vive dependente do que os outros vêem, e aquilo que se viu foi uma "zanga política". 
   O acto de demissão, segundo a comunicação social, deveu-se à escolha da ministra das finanças Maria Luís Albuquerque. Aqui, se tal informação foi verdade, o PSD agiu mal (inclusivé o Presidente da República) porque deviam ter consultado o parceiro de coligação, não estivessemos nós a falar de uma pasta decisiva para o país, mas não é motivo para abrir guerra a nível nacional, uma vez que o CDS definiu as condições em que aceitou fazer coligação, e se algo foi quebrado, só tinha de explicar e tornar público os factos, mas o que, mais uma vez o país assistiu, foi a uma espécie de ocultação de informação, que leva as pessoas a pensar que tudo isto foi um triste espectáculo. E Paulo Portas não soube usar a habilidade e inteligência que tanto o caracteriza, porque se o fizesse e falasse para as pessoas, talvez evitasse o caos político.
   Mas, este acto de demissão, que agora voltou a ser de reintegração, resolveu o problema?
  O CDS no governo também tem um grave problema de comunicação, espelhado neste momento de demissão e posterior reintegração. Quem assistiu a isto visto de fora pensa o seguinte: "olha pronto já resolveram o problema, mais uma pasta para este e outra para aquele e as coisas recompõem-se", ou seja, que esta zanga deveu-se a troca de lugares, a poder. Acho impressionante como é que ninguém explica às pessoas o que passa ou realmente passou, porque são elas que suportam as consequências destes actos. Mas, por outro lado e realçando esta crítica de falta de explicação e informação ao país, acho que Paulo Portas conseguiu cumprir a sua missão, colocar-se a vice primeiro-ministro e ter mais poder que o próprio primeiro-ministro.
   Não tenho dúvidas que o governo pode sair mais reforçado com esta remodelação, mas tenho dúvidas sobre a continuidade estável desta relação, desta coligação.


sábado, 22 de junho de 2013

Polémica Funcionários Públicos





    E tudo isto começou mal, e parece que não vai acabar bem.
   Lembrar a forma como os funcionários públicos têm sido tratados é pôr a nu todo um tratamento e uma forma de comunicação e decisão política quase inexistente ou a existir, pouco inteligente, porque não se percebe a razão pela qual este tema tem sido tratado de uma forma tão leviana.
   Tudo isto começou com o corte dos subsídios de férias e de natal em 2011 pelo Governo. Em 2012, o Tribunal Constitucional chumbou o corte de ambos os subsídios. Perante isto, o Governo repôs um subsídio e continuo a cortar o outro, ou seja, em 2013, mais uma vez, a decisão do tribunal constitucional foi no mesmo sentido que a anterior, chumbando o corte no subsídio de férias. Então o que se fez? Pagou-se em duodécimos o subsídio de Natal, e, depois da decisão do tribunal constitucional, esse pagamento passou a ser do subsídio de férias, e assim em Junho (ou Novembro) só se pagará metade. Mas, uma coisa, as pessoas perceberam isso ? Porque razão se quer pagar em Novembro e não em Junho? (têm consciência que várias autarquias e outros institutos já pagaram e bem aos seus funcionários?).
   A questão dos duodécimos não pode ser equiparada a meio subsídio, porque na verdade, esse subsídio que estava a ser pago não era o subsídio de férias, mas sim o subsídio de natal, e nunca outra coisa foi explicada, e o subsídio de férias tinha sido cortado antes da decisão do tribunal constitucional.
   Depois disto, estão a ser pensadas medidas aplicar à função pública, como, por exemplo, o aumento do número de horas de trabalho semanal. Sou contra esta medida em específico, até prova em contrário, ou seja, se me conseguirem provar que a produtividade depende do número de horas de trabalho? Uma pessoa em 3 horas pode fazer mais que outra em 10 horas. Ainda recentemente numa sociedade de advogados um director da mesma virou-se para um estagiário e disse: "você fez mais em 2 meses do que muita gente aqui em 2 anos", o que comprova que a produtividade não depende do aumento do horário de trabalho, aliás isso pode influenciar negativamente a produtividade. Mais uma vez, pergunto: será que vamos voltar a regredir no tempo, e voltar a ter "operários" infelizes no trabalho e fechados 8 horas num "open space" a contar o tempo até que chegue a hora de porem-se andar dali ?
   Não consigo perceber porque razão este Governo trata os funcionários públicos desta forma e mais grave ainda, não lhes explica as medidas, quando na verdade são seus e também "nossa gente" e em vez de os avocar a si e tratá-los, decide afastá-los e discriminá-los, o que me parece pouco inteligente, possível mas cada vez mais limitado no tempo. Percebo que algo tem de ser feito, mas se o objectivo é pensar num futuro melhor para o país e para os funcionários públicos (que até agora tem sido em sentido contrário) pense-se numa séria reforma do estado com pés e cabeça e que trate com respeito tudo e todos.

domingo, 9 de junho de 2013

Lição de vida




 
   Uma grande entrevista com Santana Lopes, que nos diz: "Quando era Primeiro-Ministro toda a gente me ligava e o telemovel nao parava de tocar. Quando deixei o cargo, nem me atendiam o telemovel".  Uma lição de vida de quem, muitas vezes, foi injustiçado na politica, mas sempre soube fazer desta um sitio onde se trabalhava para as pessoas. E continua a sua missao, agora na Santa Casa da Misericordia de Lisboa.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

(Des)Ordem dos Advogados

 




   A guerra continua e parece não ter fim, devido ao facto de a Ordem dos Advogados ser governada por alguém que já demonstrou que é incapaz de dignificar o cargo e todos que o representam. Por vezes, parece que não estamos em Portugal, num país democrático, quando vemos uma classe de gente que vota e elege o Dr. Marinho Pinto para bastonário da ordem dos advogados.
   Desta vez, aqueles estagiários que o bastonário chama de "compradores de licenciatura" conseguiram fazer vingar a lei e com que o tribunal julgasse conforme a mesma e decretasse a suspensão dos exames de aferição em estágio na ordem, uma vez que a lei obriga apenas a ter a licenciatura para aceder à profissão de advocacia(http://www.publico.pt/sociedade/noticia/tribunal-suspende-realizacao-de-exames-de-acesso-a-advocacia-1596311). 
   Para tentarmos perceber as razões da ordem dos advogados, temos de recuar um bocado no tempo. Eu quando entrei na Universidade Católica Portuguesa para tirar o curso de direito no meu tempo, fui à procura de um sonho e ninguém me perguntou se queria fazer o curso segundo o regime pré-bolonha ou o regime de bolonha, ou seja, fui obrigado a ter de fazer segundo bolonha, não tive liberdade de escolha. Quanto a mim, não tendo liberdade de escolha e entendendo que tal é requisito essencial para se poder criticar ou fazer diferença entre "licenciados", não tendo havido isso, caí as palavras contra aqueles que se licenciaram segundo o processo de bolonha. Parece-me que o argumento da ordem em afirmar que os licenciados de bolonha não estão preparados, compram os cursos e não sabem nada da área é um bocado inconsequente, injustificado e procura nos "advogados estagiários" um "bode expiatório" para levar avante as suas políticas não democráticas e retrogradas num tempo que é o nosso, que deve ser o do progresso, e parece mais o do retrocesso.
   Mas, se verificarmos a reacção do bastonário, e tentarmos perceber qual a sua finalidade, tudo se torna mais inteligível e claro. Ontem, no programa "Justiça Cega" na rtpn, pediu-se que o mesmo comentasse, em termos substanciais a decisão do tribunal e qual a resposta do mesmo: "A comunicação social em Portugal é uma vergonha, em específico o jornal público que me está sempre atacar" (palavras do bastonário), ou seja, façamos um refresh da justificação para suas decisões e percebemos que não existe justificação, mas sim ataque a todos aqueles que dizem ou afirmam algo, sem antes o consultar, e desta vez foi o jornal público, que diga-se, ao contrário do que este Senhor diz, é um jornal de referência a nível nacional.
   Relativamente à questão de os licenciados de bolonha não estarem preparados, eu pergunto: para que servem a formações da ordem dos advogados? são estas formações que ensinam os licenciados a estarem preparados para o exercício da profissão? Obviamente que tudo isto é, mais uma vez, show off do bastonário, que gosta disto e de todo o "rock" que envolve o cargo de ser bastonário. Um advogado estagiário aprende mais a dormir do que ao assistir a uma formação da ordem dos advogados, que diga-se, escolhida a dedo por aquele que se diz contra os "tachos", contra os "interesses paralelos", contra os "padrinhos", mas que na verdade, faz igual ou ainda pior, ou não houvesse já quem tivesse perguntado nas formações: "estou na festa do avante e ninguém me dizia" (devido ao grande número de formadores comunistas colocados por este bastonário) ?
   Quando vejo alguém que tenta impedir o progresso de quem amanhã é o futuro, só posso acreditar que isso terá o seu fim, e mesmo que percamos uma ou outra batalha, ganharemos a guerra, porque usaremos a inteligência, a educação, os valores, a ética para fazer valer os nossos direitos, e será reposta a classe que toda a gente sempre respeitou e aprendeu a respeitar ao longo do tempo e da história. 
   Mas é importante deixar claro que, enquanto não mudar o homem, também não mudará a classe.

domingo, 26 de maio de 2013

Carta Aberta ao Governo

    




   Num momento em que o Estado necessita de traçar prioridades, seria bom que o Porto não ficasse excluído dessas prioridades. Esta carta representa a vontade de todos aqueles que, após a lerem, percebem e compreendem que o Porto está a ser alvo de injustiças, e, por tudo isso, pede-se que haja mais respeito pelo Porto. Acreditamos que o Estado vai acabar por repôr o dinheiro que não paga desde 2009 à empresa Porto Vivo, RSU, e respeitar o Porto. Mais uma vez, o Estado que deveria ser o primeiro a dar o exemplo, não o faz, e isso tem repercussões terríveis na vida das empresas e das pessoas.

sábado, 25 de maio de 2013

Retrato do Tempo

Ontem: Em frente ao IPO-Porto

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Grande Martim





   O que, por exemplo, nos E.U.A é visto como uma coisa normal : inovar, infelizmente, em Portugal a cultura - embora a mudar - ainda está longe de uma mentalidade anglo saxónica. Importante perceber que exemplos como o Martim e tantos outros com 20, 30, 40, 50, 60, 70 anos surgem todos os dias nos E.U.A., que é o berço da inovação. Quando se ouve um jovem, mas até podia ser um idoso com 80 anos a criar algo e contribuir para o crescimento do país, isso deve ser motivo de orgulho. Mas claro, existem  sempre pessoas que vão "deitar abaixo" ou criticar o que os outros fazem, mas como já dizia um grande senhor: "quando quiseres conhecer realmente uma pessoa ouve o que ela diz dos outros". Esta Senhora que critica o Martim neste vídeo e as empresas têxteis indirectamente, seria bom deslocar-se até ao terreno e conseguir perceber como muitos sobrevivem e tentam criar postos de trabalho. 
   É fácil criticar quem tenta fazer algo pela vida, quem tenta lutar, e são pessoas como esta Senhora que lutam pela paralização da sociedade, que lutam para que nada mude, que querem que os jovens tirem os cursos e arranjem um emprego sem ganhar um tostão (muitos vivem em plenas "escravaturas" de sociedade); que querem que não haja mudança porque a mudança implica novas mentalidades; ou seja, atingem um estatuto e um nível de vida, e, pensam (erradamente) que já podem falar com a arrogância e falta de humildade, porque do outro lado está um miúdo que tenta criar algo e na sua óptica tem é de ir estudar ou ir po desemprego, ou, ainda, ir trabalhar a custo zero.
   Como diz Branson, com o qual concordo plenamente, nas escolas, seria útil introduzir cadeiras de "criação de negócios", qualquer coisa que tivesse a ver com inovar, criar, produzir, porque de certeza que muitos iriam perceber, desde cedo, o seu caminho. Branson num dos seus best sellers chega mesmo a propor que seria bom, introduzir campeonatos nas áreas dos negócios, disputado entre escolas, fomentado a mentalidade do típico comerciante ou produtor, que um dia chega à grande produção ou ao grande comércio.


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Rita Pierson





   Rita Pierson deve ser um exemplo para todas as pessoas que ambicionam ser professores, porque um grande professor não é aquele que rejeita um aluno que tira 2 valores numa escala de 0-20 valores (porque isso é fácil), mas sim aquele que pega nesse aluno e o motiva, o faz acreditar que no próximo exame vai tirar melhor e que ter 2 valores significa que já acertou alguma coisa, e que agora o caminho é melhorar e não piorar.