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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Chris Kyle

Chris Kyle, em combate no Iraque onde esteve de 1999 a 2009




   Fez-se Justiça ao condenar-se Eddie Routh a prisão prepétua sem possibilidade de liberdade condicional, após matar Chris Kyle, o "Sniper Americano". Este ano os Óscares desiludiram, não por surpresa ou admiração, mas sim por uma questão de justiça e talvez de mudança, o filme "Sniper Americano" merecesse mais e a prova disso é o facto de o filme ter batido recordes de audiências. O filme é muito mais que um filme, é um exemplo de luta e sacrifício por um país, de quem dá a vida pela sua nação. É incrível saber que Chris Kyle, o "Sniper Americano", a denominada "Lenda Americana" (por ter sido o atirador de elite mais letal da história militar americana) , não morre em combate (por sorte), e, após 4 missões no Iraque, tendo-se retirado em 2009, acaba por falecer morto por um colega seu, Eddie Routh, com seis balas. 
   Por vezes, esquece-se e não se dá valor a estes combatentes, e, é doloroso ver alguns que ficaram paralisados, com diversas incapacidades para a toda a vida a passar dificuldades, quando é obrigação de um país e de uma nação valorizar estes homens, que dão a vida pelo país e isso é um lugar que está apenas reservado aos heróis.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Boa Posição da JSD

   
Ordem dos Advogados






   Recentemente, a JSD, na voz do seu presidente, Simão Ribeiro, veio defender a mudança das regras no acesso à ordem dos advogados, onde aponta o dedo às taxas e emolumentos desproporcionados, aos estágios não remunerados e exames de acesso que avaliam conhecimentos já avaliados. É de aplaudir esta tomada de posição da JSD, do seu presidente, pois, infelizmente, cada vez mais vivemos num tempo de corporativismo, em que entende-se que deve-se proteger os que já exercem as profissões e vedar o acesso aos jovens. Sempre defendi e não vou deixar de defender que as regras que hoje existem na ordem dos advogados, impostas pelo anterior bastonário Marinho e Pinto são um "absurdo", porque jamais avaliam os conhecimentos que deviam avaliar (os académicos porque estamos a falar de jovens que saem das faculdades) e porque esses conhecimentos que deviam ser avaliados já são avaliados nas faculdades. É cómico ouvir a atual bastonária afirmar "que estes exames são necessários para a formação de bons profissionais", insinuando que as faculdades não fazem o seu papel, porque na verdade este é um ataque às faculdades. Mais, a bastonária defende que o advogado tenha de possuir mestrado para entrar a ordem dos advogados, o que, mais uma vez, mostra que é o "vale tudo" para impedir o acesso à ordem. Mas alguém acredita que uma pessoa com mestrado possa ser melhor advogado do que um colega que não tenha mestrado? No máximo, pode ser melhor numa área específica, mas não significa que vá ser melhor nas restantes áreas, porque a ideia do mestrado é a pessoa especializar-se, e, tem uma vertente pouco prática e mais académica, quando a advocacia é puramente prática e aquilo que tem de teoria, na maioria das vezes, um licenciado com estudo consegue estar à altura. Por exemplo, eu tirei uma especialização na área do direito societário (empresarial), mas isso significa que vou ser melhor advogado por ter este mestrado que um colega que tenha apenas licenciatura? Não acho, posso ser melhor e aí tem lógica na área do direito societário, mas isso não deve ser um critério para impedir o acesso à profissão ao colega do lado, por não ter essa especialização.
    Voltamos ao mesmo, que é basicamente procurar barreiras para impedir o acesso dos jovens à profissão, e isso é um retrato do tempo, que esperemos que mude. 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Manuela Ferreira Leite?

   
Manuela Ferreira Leite




    O PSD tem avançado candidatos atrás de candidatos para as eleições presidenciais, e o pior é que os seus próprios "eventuais" ou "forçados" candidatos também não têm facilitado a vida ao partido. Há uma coisa na política que é muito comum: no início de uma carreira política ninguém se atreve a desobdecer ao partido ou a colocar-se à frente deste, mas quando a carreira política já é longa ou já não precisam do partido, aí já tudo muda e há até quem vá mesmo contra o partido e suas decisões. Ultimamente Manuel Ferreira Leite tem sido mais uma voz crítica à atual liderança do PSD do que uma apoiante e, recentemente, quando a mesma deixou no ar a hipótese de ser candidata a Bélem, só pode ser uma brincadeira. Marcelo Rebelo de Sousa já veio dizer que a mesma reúne as condições, mas é ela e mais umas centenas de políticos, se formos a ver por esse prisma. Porque na verdade a principal condição é: conseguir votos, e essa jamais a mesma reúne, depois da sua fraca passagem na política. Mas isto é preocupante, porque se Manuel Ferreira Leite pode ser uma candidata à Presidência da República, será que em breve, e por este andar, vamos ouvir, por exemplo, o nome de Carlos Abreu Amorim? 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Extraordinário D. Manuel Clemente

  
Dom Manuel Clemente




 Se há pessoas que merecem estar onde estão, D. Manuel Clemente é uma dessas pessoas. Qualificar D. Manuel Clemente é muito difícil, porque estamos na presença de um enorme ser humano, de uma pessoa fantástica e a quem todos devemos estar gratos, porque temos ali alguém que vai fazer a diferença, como já fez por onde passou, pelo Porto. Há alguém no Porto que esqueça D. Manuel Clemente? Não acredito, porque fez um trabalho extraordinário e esteve presente junto dos que mais precisavam, porque ele é assim, e isso é das suas maiores virtudes, saber estar perto. Quando me lembro do Papa Francisco, se há pessoa que tem semelhanças essa pessoa é Dom Manuel Clemente, e arrisco mesmo dizer, que no dia em que houver sucessão e se Dom Manuel Clemente estiver presente, será sem dúvida um dos nomes apontados para Papa, porque tem qualidades humanas para ocupar tal cargo e, mais importante, é uma das pessoas certas para continuar o trabalho do Papa Francisco, que esperemos que dure eternamente, faça-se esse milagre.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Autoridade Supranacional Alemã ou União intergovernamental?




Bandeira União Europeia





   Será que estamos perante uma união europeia ou uma (des)integração europeia? As recentes declarações de Merkel sobre "perda de soberania para países incumpridores" são um indício do tempo ou ou o começo do fim da cooperação? Será esta forma de descapitalizar os Estados periféricos, provocando o seu endividamento, uma solução e um caminho para a Europa?
   Pedindo ao tempo para voltar atrás, em 1947, após a II Guerra Mundial, realizou-se o congresso de Haia, onde juntou a grande "nata" do pensamento europeu, onde estiveram presentes, figuras como Winston Churchill, Robert Schumann, Jean Monnet e Paul Reynaud. Neste congresso, haviam os defensores de duas correntes políticas: corrente federalista, que reclamava a criação de uma federação política, a ideia dos "Estados Unidos da Europa" e a corrente mais pragmática, aqueles que, não querendo abandonar a soberania dos Estados, acreditavam nos contactos intergovernamentais e num ambiente de cooperação. Mas, aqui já havia uma dificuldade, que todos reconheciam, e que era a seguinte: como coinciliar o objectivo da unificação da Europa, a que todos queriam aspirar, mas que implicava a aceitação de instituições dotadas de poderes supranacionais efectivos - com a permanência e intangibilidade da soberania dos Estados, que era avessa a a todas as forma de ingerência externa nos assuntos de cada um?
    Passados todos este anos, a dificuldade - que foi reconhecida no congresso de Haia e, ao mesmo tempo, camuflada, porque foi nesse congresso que se conseguiu criar o "Movimento europeu", que mais tarde daria origem à união europeia - é actual e é a questão principal em torno do debate e troca de acusações a que temos assistido entre a Alemanha e a Grécia.
   A Alemanha, Angel Merkel, veio dizer e defender que quer a perda de soberania para os países incumpridores (barril de pólvora), o que é um ataque pleno à Grécia, e, se em 1947, houve entendimento que essa soberania não poderia ser posta em causa (embora todos reconhecessem essa dificuldade) através do diálogo em Haia, agora a Alemanha tenciona intervir directamente na ingerência dos assuntos internos da Grécia, colocando em causa mesmo a sua soberania. Mas, será que esta forma é uma forma de resolver ou solucionar algum problema ou é um contributo para a desintegração europeia? A Alemanha coloca-se numa posição supranacional, quando na verdade deveria colocar a "bola" do lado grego, deixando os mesmo apresentar seus soluções, e, não à partida, condenar suas políticas e, mais grave, tocar em assuntos de "soberania", que são assuntos basilares do projecto europeu, e que jamais algum Estado abdicará dele, e, no momento em que acontecer, o povo faz cair seus governos. E quem o diz é a história, porque foi sempre assim, ou alguém acredita que algum Estado abdicará da sua soberania? Se algum o tivesse feito, não haveria anos de guerra como os que houve, e os Estados não caracterizavam as relações entre si como caracterizam: relações de poder, onde em último recurso, recorrem ao uso da força. E, não é desculpa nem justificação para este comportamento perigoso da Alemanha o programa de Governo Grego - que na verdade, todos devemos reconhecer que tem medidas radicais e difíceis de serem executadas - porque se continuar este discurso e ataques à Grécia, teme-se o pior, principalmente, se o discurso da "perda da soberania" estiver em cima da mesa. Pedia-se uma forma mais inteligente de diálogo (a Europa merecia), e uma melhor adaptação à realidade, porque foi isso que fizeram no passado os "pais fundadores da Europa", porque se impusessem suas ideias de uma forma autoritária, jamais teriam construído esta Europa, e manteriam as suas nações individualizadas.
   O "Movimento europeu", antes mesmo de haver uma Europa, alertou para o problema da "soberania" dos Estados, e reconheceu que no dia em que fosse colocada em causa a soberania de um Estado, talvez tudo deixasse de fazer sentido.  



    


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Jordânia aplica Lei de Talião

   
Piloto Jordânio Muah Al-Kaseasbah



   É impressionante assistir a tal maldicência humana e está a ficar incontrolável, mas o mais grave de tudo isto é a indiferença e incapacidade internacional. A Jordânia respondeu à execução do piloto jordano pelo Estado Islâmico, e, vai decapitar esta quarta-feira uma Jihadista. A Jordânia quebra assim o "costume" até agora praticado de acção internacional enfranquecida ou políticas de diálogo falhadas e avança para a resposta, com decapitação, fazendo fé à lei de talião: "olho por olho, dente por dente". Será que a Jordânia abriu um precedente que pode ser usado por outros países (um precedente perigoso) ? Será esta a melhor solução? Não parece, mas a história diz que já foi solução, e aparece quando não existe outra melhor, ou nem sequer exista outra, como de momento. Não terá a comunidade internacional a ser completamente vencida perante esta ameaça? Até ao momento sim, e já há muito que deixou de ser apenas uma ameaça para o Médio Oriente. 
   
   

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Auschwitz: a memória




Prisioneiros de Auschwitz na "Marcha da Morte" em direcção ao crematório
Auschwitz, 20 de Maio 1940 a 27 de Janeiro de 1945.




   "Mais uma menos uma, não importa". Este é o testemunho de quem trabalhava às ordens do regime nazi em Auschwitz , e perante a confrontação de uma pessoa que estava alia para morrer, que diz: "Você ontem quase me matou", responde com indiferença, porque mais uma menos uma, ali era mesmo irrelevante, chocante tal indigência humana. Nos testemunhos dos já poucos sobreviventes vivos, uma das coisas que mais me impressionou, por ter sido até descrita com quase mais emoção que o testemunho, foi a palavra "memória" e "esquecimento", pedindo que jamais se esqueça o que se ali passou. E, porque é incrível, saber e conhecer a maior atrocidade da história da humanidade, e, ao mesmo tempo, assistir à ascensão da ideologia nazi (sendo discutível se tal sequer possa ser considerado ideologia) em certos países, como no caso da Grécia, onde recentemente nas eleições legislativas gregas, foram a terceira força política, elegendo 17 deputados para o parlamento nacional, estando o seu líder preso, bem como líder parlamentar e mais 12 elementos, acusados de homicídio; atentado à bomba; lavagem de dinheiro; extorsão; participação em tráfico de seres humanos; contrabando e agressões físicas. As pessoas que votaram e votam neste denominado "partido" não podem ter memória, ou se a têm, não se apercebem das suas falhas. Estes senhores que foram detidos andavam "assaltar" o seu próprio povo e assassinar ao "desbarato" os mais fracos e aqueles que entendiam não ser gregos e mereciam ser expulsos do país (foi assim começou Hitler a explicar o "despejo" dos judeus), sendo que ultimamente, a célula criminosa, já recebia dinheiro em troca de protecção de certas pessoas, onde a função incluía, se fosse necessário, dissipar pessoas. Urge voltar a questionar: como é que alguém vota num partido que descreve Hitler como "uma grande personalidade e fez o que deveria ter feito". 
   Tenho dúvidas que o povo grego tenha toda a informação sobre a Aurora Dourada, e, que possa haver uma parte da população que acredita que esta forma de agir e pensar possa assolar novamente um território, seja ele a Grécia ou qualquer outro, porque ainda temos memória. Talvez fosse o momento de respeitar a história e impedir que estas forças possam ser consideradas sequer legítimas para ir a umas eleições, porque o direito dos direitos será sempre, mas sempre, e em primeiro lugar, o direito da dignidade humana. E é obedecendo a essa máxima, que no antigo campo de extermínio de Treblinka, está escrito em várias línguas "Nunca mais".



sábado, 24 de janeiro de 2015

Desapoderamento Grego

  

Alexis Tsipras, líder Syriza




   Uns afirmam que são fenómenos políticos temporários, outros que vieram para ficar, mas a verdade é que o Syriza na Grécia pode estar a horas de uma vitória, e será esta a vitória sobre a Europa? Não terá o comportamento europeu de alguma "chantagem" e erradas estratégias ter servido para o aumento de tal fenómeno político? Será o nascer de uma nova esperança na Europa? 
   Num país onde o número de pobres já ascende a 3 milhões, o retrato de um povo diz-nos que  estes olham para o sistema partidário e político como absolutamente desapoderados, incapazes de fazer ou mudar o que quer que seja, procurando alternativas, a esperança em alguém capaz de os mobilizar. 
   Mas, se Alexis Tsipras vencer, será um partido de extrema-esquerda a liderar a Grécia, o que não deve ser ignorado. Em primeiro lugar, porque o extremismos nunca foram bom aliados das democracias, e chegar ao Governo e aumentar as pensões e o salário mínimo não resolve os problemas, podendo agravá-los, porque no extremismo, nada pode estar acima da ideologia, e sacrificar um país pela ideologia pode ter resultados severamente negativos. Mas, por outro lado, temos admitir que a política desenvolvida pela Europa mostrou resultados desastrosos e actualmente prova que é insustentável, tendo obrigatoriamente de ser mudada. E, quanto à Grécia, cometeu um erro fatal: humilhou os gregos, fazendo chantagens e criando uma espécie de "guerrilha", quando era evitável tal cenário, se as coisas fossem discutidas e debatidas noutros termos, e sem ingerência nos assuntos internos do país da forma tão autoritária como aconteceu. É nesta lacuna deixada pela Europa, neste vazio de soluções e estratégias falhadas que nascem os movimentos extremistas, onde procuram explicar ao povo sofrido que a solução existe e só é preciso haver esperança e mudança. 
   Uma coisa é certa: a Europa terá de aprender e perceber que se olhar para o lado mais uma vez, tudo o que deu pode perder-se, e, talvez a Europa de Robert Schumann, seu criador, tenha de ser novamente pensada e idealizada.
   

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Saúde: estado de sobrevivência?

   







   Hoje em dia, será admissível que um doente não seja visto no tempo adequado? Será que estamos perante um estado de sobrevivência na saúde?
   O acesso à saúde por todos é um direito fundamental, plasmado na Constituição da República, mas infelizmente, um direito que é fraco para uns, e forte para outros. Somos dos países mais desiguais no acesso aos cuidados de saúde, onde o sistema público de saúde está "doente", e o remédio para a sua cura demora a chegar, e enquanto isso, sofrem os mais frágeis. Foi há uns dias, que tive em conversa com um provedor de uma santa casa da misericórdia e entre os vários problemas, debatíamos a questão das pessoas que tinham de recorrer por exemplo a uma urgência (sobretudo pessoas idosas) e esperavam num hospital público 4/5 horas, quando não era o dia todo, como contou. Estamos a falar de pessoas, algumas que fizeram descontos que ascendiam aos milhares de euros, e não têm um sistema público de saúde digno que lhe devia ser oferecido. Contei-lhe um exemplo que acho que sensibiliza qualquer pessoa. Um dia, num restaurante, um empregado confidenciou que estava há um ano há espera de uma consulta de neurologia, e já tinha desmaiado duas vezes. Perguntei: Não há possibilidade de conseguires consulta mais cedo? Ao qual me respondeu: Não, sou pobre, não tenho dinheiro para ir ao privado a um especialista. Passado poucos dias, e logo no momento em que se tinha encontrado uma solução para consulta mais cedo, soube-se que a pessoa teve de ser internada de urgência e tinha a ver com o problema que tinha na cabeça. Era grave e já não voltou do hospital.
   As soluções podem ser variadas, e parece passar essencialmente por ter mais médicos nos hospitais e maior investimento em equipamentos, mas antes disso, deve passar por olharem para o doente como uma pessoa, um ser humano e não permitir que haja listas de espera de consultas de 1 ano, e, num hospital, onde estejam 70 doentes, não permitir que haja algum que esteja ali encostado ou esquecido horas, deve haver uma maior controlo dessas situações, porque podemos mudar, e devemos sair deste estado de sobrevivência na saúde.




Importância da nossa voz



Malaia Yousafzai




   Num momento em que a ameaça terrorista assola os nossos corações, os nossos povos, a luta tem de continuar e o combate ser feito, porque quando as dúvidas surgem, Malaia mostra que elas devem ser dissipadas, porque não há nada como a importância da nossa voz, sobretudo quando ela tenta ser silenciada.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Churchill

   

Winston Churchill





   Sem dúvida, um dos maiores políticos de todos os tempos. Sou suspeito para falar de Winston Churchill, porque para além de ser para mim uma referência política, foi alguém que soube liderar e decidir, num tempo onde uma má decisão tinha como consequência a guerra. Ou alguém já esqueceu a pessoa que fez frente a Hitler em 1940? Nunca mais me vou esquecer, quando adquiri o primeiro livro dele, na antiga e tão carismática feira do livro do porto nos aliados, que, foi o início de uma verdadeira colecção. O próximo será "The Churchill Factor" , de Boris Johnson, em que mostra como um homem foi capaz de fazer a diferença, porque na verdade sem Churchill, Hitler teria ganho a guerra em 1940. Hoje, o jornal "expresso" traz na sua revista "Winston Churchill", e questiona "Porque precisamos dele hoje"? 
    O semanário "Expresso" não podia ter sido mais feliz, ao escolher a figura de Churchill para perceber a falta que faz figuras políticas como Churchill. E para quem conhece o percurso desta figura incontornável, sabe que a sua popularidade não nasce por acaso, e deve-se em parte ao fato de se ter colocado ao serviço do seu povo e país, de ignorar o "Carreirismo político" (das coisas mais importantes hoje na política, infelizmente), tendo mesmo defendido a independência financeira dos políticos (não depender da política para ganhar a vida) e por ter falado verdade sempre aos seus cidadãos.
   São muitas as lições que essencialmente a Europa tem levado, e esta última em França, que seja mesmo a primeira e a última, porque o tempo de tomar decisões é agora, e não amanhã. Como dizia Churchill " Porque a vida dá lições que só se dão uma vez".


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo



Jornal "Charlie Hebdo"





   "Mas, entendo que há um exagero e, por exemplo, fazer um cartoon com o profeta maomé sentado na sanita é uma provocação aos muçulmanos".
   Ceder à tentação ou tentar compreender? Será um problema apenas de paris ou de todas as sociedades abertas? 
   Num debate hoje, alguém me dizia que não se podia considerar um "Charlie" (a mesma pessoa autora da citação em cima), porque entendia que, por exemplo, se fizessem ao papa coisa semelhante, talvez a igreja católica não fosse gostar (o que não é verdade, porque o próprio Vaticano já foi alvo de sátira). Mas, só consigo entender que algo pode ser melhorado e debatido, se for logo, de imediato, condenado a forma como os supostos "terroristas" decidiram agir, porque é imperial perceber que esta forma de "matar" civis, esta liberdade de matar é um perigo para o mundo, intolerável, é uma barbárie e não pode servir como arma ou pretexto para nada, sendo condenada a todos os níveis. Aqui, mesmo aqueles que admitem não ser, nem que seja pela condição humana, são forçados a ser considerados "Charlie".
    Estamos perante uma epidemia, resultante da incapacidade e falta de soluções no Médio Oriente, Não posso deixar de concordar com Adel Sidarus, que considerou o ataque uma grande lição para a Europa, entendendo que é o momento para a Europa perceber de vez que a situação no Médio Oriente é grave, A Europa não tem líderes e viu-se precisamente na tomada de posições sobre o Iraque e a Síria, onde a sua voz foi representada pelo silêncio. Não podemos esquecer que a Europa assistiu aos milhares de mortos civis no Iraque e na Síria, de uma forma resignada. A questão que a Europa e a América tem de colocar é a seguinte: como impedir o avanço do Estado Islâmico? Como pôr fim a estes movimentos? Como, por exemplo, impedir os jovens de irem e serem recrutados para a Síria? 
    O problema reside em não haver uma solução no Médio Oriente, e perante essa falta de soluções, a não ser nos países que têm implementado um regime mais fechado (por exemplo: ditadura), como a China, será difícil combater estes sucessivos ataques, e só com uma liderança forte, com união entre os Estados (não chega condenar, é preciso agir), tentando perceber o problema, podem ser encontradas soluções concertadas, de modo a eliminar o crescimento destes movimentos, que são uma ameaça iminente. Caso contrário, continuaremos assistir a funerais de civis, em que somos todos parentes do falecido, resignados perante a força de um califado.


   

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Viagens

   





    "João agora quero fazer uma viagem pela Ásia durante uns meses em Abril de 2015 , conhecer por exemplo a Indonésia e o Vietname, e depois ir fazer uma grande viagem pela América Latina. A minha grande aposta na vida vai ser viajar, porque aprendo tanto e é maravilhoso". Aconteceu-me há dias, num testemunho de uma amiga fantástica que a cada viagem que faz, a cada caminho que trilha, diz-me que já não pode voltar atrás.
   Não se ensina, sugere-se. Não se aprende, partilha-se. Talvez haja mesmo um tempo para partir, mesmo que nesse tempo não haja um lugar certo para ir. Gonçalo Cadilhe sentiu que queria ir, queria conhecer, queria descobrir, queria abraçar o mundo como ele dizia, e, o mais curioso, é que não tinha sítio para ir, mas sabia que queria e tinha vontade de partir. Fê-lo e hoje retrata as suas fantásticas histórias em livros, onde a aprendizagem é simples e está ali tão perto, junto da genuinidade das palavras de quem sente cada momento por onde passa, e partilha.
    Porque viajar é mais que conhecer, e quando existe conhecimento, maioria das vezes não existe palavras para o descrever, porque todo ele são sentimentos.



   

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

BES - Parte VIII (A culpa é do Contabilista)





Ricardo Salgado





   Bem, no mínimo curioso ouvir Ricardo Salgado na audição parlamentar a dizer que não sabia de nada e de seguida ouvir-se o seu primo a dizer que ele sabia de tudo. E o Banco de Portugal já veio negar o que Ricardo Salgado afirmou, no que diz respeito a Morais Pires e quanto ao "sinal" para ele sair do BES, o banco afirma que deu vários sinais para Salgado sair, e este disse que não. Isto afinal dos problemas de memória não acontece só com as pessoas de idade, e ninguém saber nada acerca das famigeradas "contas" dos BES é engraçado. Quem sabia apenas? O contabilista Machado da Cruz. Ricciardi disse mesmo agora em directo não saber como o aumento de capital do BES foi um sucesso. Mas uma das razões pela qual aconteceu foi porque o BES andou a pedir crédito a bancos no Japão, por exemplo, para comprar as acções e inclusivé os direitos, e, esta prática junta-se a tantas outras ocultadas. E a sorte dos accionistas que estavam acompanhar a situação foi ouvir-se falar do segundo aumento de capital, que na verdade foi a gota de água para perceber que algo estava muito mal. E o dinheiro de Angola? Ninguém sabe. E o caso Manuel Pinho que recebeu durante anos dinheiro do BES sem fazer nada, bem como tomou decisões em pleno conflitos de interesses? Ninguém sabe.
   Isto preocupa, porque na verdade, e na tese do Doutor Ricardo Salgado, a culpa disto tudo pode ter sido do contabilista, e, perante isto, façamos como o outro: não sei se ria, se chore.


   

sábado, 22 de novembro de 2014

Detenção de José Sócrates















   Não há uma boa maneira do país sair deste caso que envolve agora o nome de José Sócrates, antigo Primeiro Ministro de Portugal. Se por um lado, e partindo do princípio que há suspeitas fundadas para as detenções, como referi anteriormente, numa análise ao caso dos vistos gold, ao estarem envolvidos em esquemas de corrupção pessoas que tiveram ou têm cargos políticos de alto relevo na sociedade, como é o caso do presidente do I.R.N e director SEF nos vistos gold e agora de José Sócrates, que teve um dos cargos políticos mais importantes em democracia, começamos a ser equiparados a países sub-desenvolvidos, onde a corrupção é um modo de vida na política, como são exemplos países africanos, e isso não é bom para o país e merece uma reflexão, porque talvez seja necessário mudar mesmo as pessoas que fazem política em Portugal. Por outro lado, caso não haja suspeitas fundadas que justifiquem a detenção de José Sócrates para interrogatório (o que admito que seja pouco provável e não acredito que possa acontecer) seria uma descredibilização da justiça e uma falha grave do sistema de justiça que teria consequências muito graves para o país. Mas para ter sido detido e da forma que foi, têm que haver fortes indícios (isto numa análise em abstrato porque não sabemos os factos em questão) e se foram ordenadas detenções o juízo entendeu que havia perigo de fuga, ou perturbação de inquérito ou havendo razões para considerar que o suspeito não compareceria no interrogatório.
     É importante que se deixe a justiça funcionar e que se respeite o princípio da presunção de inocência, porque temos assistido a exageros de apoiantes de José Sócrates e inimigos do mesmo, seja, por exemplo, quando ouvimos João Soares, do PS, a defendê-lo de uma forma aberrante e inaceitável a dizer o seguinte: "não aceito a prisão de um antigo primeiro-ministro a não ser por crime de sangue em flagrante delito", como quando ouvimos Duarte Marques, deputado do PSD, a dizer: "Aleluia, já vem tarde". E não devemos cair na "armadilha" de linchamento ou defesa barata, e, devemos condenar as fugas de informação, porque é estranho determinados órgãos de comunicação social terem estado no aeroporto no momento da detenção do suspeito. É grave, porque não devemos ser a favor de "julgamentos públicos", devemos respeitar o segredo de justiça e condenar quem o viola.
   Depois da queda de Ricardo Salgado, de Maria de Lurdes Rodrigues, de Armando Vara, do presidente do I.R.N, do director do SEF, quero acreditar que, para além de ser um ano histórico para o país em termos de justiça, que está chegar ao fim o tempo da impunidade política em Portugal.



sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Imoralidade

   



Assembleia da República




   A reposição das subvenções políticas que, tinham sido eliminadas em 2005, é uma autêntica imoralidade. O deputado Couto dos Santos (PSD) e o deputado José Lello (PS) foram os impulsionadores deste regresso ao passado, sugerindo que os ex-políticos com rendimentos acima de 2000 euros pudessem recuperar o valor das suas subvenções vitalícias. A proposta foi aprovado com os votos do PSD e do PS, abstenção do CDS e votos contra o PCP e do Bloco.
   Por vezes, e não podemos ter dúvidas perante esta votação, a maioria dos deputados vive à margem da realidade do país e "brinca" mesmo com as pessoas, neste caso com os cidadãos portugueses, porque isto é uma verdadeira imoralidade e incoerência política. Esta imoralidade e incoerência é logo visível quando percebemos que quanto a aspectos fundamentais para o interesse do país não hà entendimento entre PS e PSD, como é o caso da reforma do Estado, que é uma matéria decisiva para podermos mudar o rumo do país. Com esta imoralidade colocaram a "nu" que na verdade pode haver entendimento, mas desde que seja para fins pessoais, como foi o caso da reposição das subvenções políticas vitalícias. E alguém devia dizer a Couto dos Santos e José Lello que deviam ter vergonha ao equiparar as subvenções políticas às pensões normais de reforma, porque enquanto as subvenções políticas vitalícias são um privilégio de poucos anos de trabalho, as pensões de reforma são um direito para o qual as pessoas descontaram ao longo de toda uma vida de trabalho.
   É simples e acho que quem votou a favor desta imoralidade política devia ser eliminado e expurgado da Assembleia da República, que é um órgão que devia representar os cidadãos portugueses e não os interesses pessoais de alguns políticos, que não foram todos que votaram a favor, e esses devem ser salvaguardados. Isto é a prova final de que é necessário "rasgar" e "romper", fazer a "limpeza" e "varrer" com esta gente que faz política olhando para os seus interesses pessoais, porque como disse Rui Rio e bem: "Ou é para romper ou não dou para o peditório".



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Vistos Gold: O passaporte para a Europa

  








   É um dos casos e esquemas fraudulentos que assolam Portugal. Os vistos gold que são uma autorização de residência para cidadãos oriundos de fora do espaço Schengen entrarem em território português e europeu em troca de elevados investimentos, têm como requisitos para atribuição dos destes o cumprimento de uma de três condições: investimento/transferência de capitais de pelo menos 1 milhão de euros; criação e manutenção de pelo menos 10 postos de trabalho e aquisição de imóvel no valor igual ou superior a 500 mil euros. Estão a ser investigados na denominada operação "labirinto", por suspeitas de branqueamento de capitais, tráfico de influências, peculato e corrupção. Entre os detidos do caso, encontram-se o presidente do Instituto de Registos e Notariado (IRN), o director nacional do Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a secretária geral do Ministério da Justiça.
   É um caso que a todos deve preocupar, onde estão envolvidas as mais altas esferas do Estado, e, onde a segurança deve ser alvo de reanálise. Quando temos, na mesma cela, o presidente do IRN, o director do SEF e a secretária geral do Ministério da Justiça devemos questionar se isto se passa mesmo num país desenvolvido? Serão mesmo os vistos gold uma forma de investimento produtivo para o país ou um "passaporte" para a Europa? Onde estão as garantias? Até onde pode ir a Europa perante uma medida como esta, que afecta, directamente, os seus interesses? Quais os mecanismos de defesa perante tal "agressão" ao seu espaço Schengen? 
   Segundo o relatório Markbeat da consultora Cushman & Wakefield e o estudo da consultora Jones Lang Lasalle (JLL), nos primeiros 6 meses deste ano foram investidos 749 milhões de euros no sector imobiliário, sendo a China o principal mercado, responsável por 80% dos vistos de residência. O Governo também divulgou que já foram concedidos 1681 vistos pela aquisição de imóvel; 91 por transferências de capital e três pela criação de 10 postos de trabalho. E questionamos: os investimentos gerados ou criados estão a ser produtivos para o país? Estão a criar riqueza e a "alavancar" a economia? Qual a forma de controlo do Estado? 
   Se olharmos apenas para captação e investimento, em parte conseguiu-se com a medida trazer capitais estrangeiros e investimento, e é positivo, essencialmente ao nível da reabilitação urbana, hà reanimação da economia em detrimento desses investimentos estrangeiros. Mas, o problema e o cerne da questão está em saber se, colocando a balança dos prós e contras. o investimento global conseguido com o programa é mesmo um verdadeiro investimento para o país ou será, antes, um passaporte para a Europa e/ou uma "fuga de capitais" para cidadãos como os Chineses? Porque entre outras questões, por exemplo, no caso da China, não podemos ignorar que é de suspeitar os "registos criminais"limpos, que contempla uma das condições para atribuição de vistos (onde hà casos onde estes chegam mesmo a ser vitalícios, sendo apenas uma vez verificados). E outro dos problemas deste programa é as garantias que o mesmo oferece, uma vez que as suas condições permite que haja mesmo porta aberta a esquemas de corrupção, como este da operação "labirinto". A fiscalização tem de ser outra, tem de ser prévia e pormenorizada a cada candidato, e, a entrada de capitais não pode ser apenas vista como uma "maravilha", que na verdade é o que temos feito, nem pode ser vista apenas como uma maldade, como as reacções que ultimamente têm surgido ao caso. A solução passa por haver um equilíbrio, e para esse equilíbrio existir têm de ser pedidas garantias e requisitos mais exigentes a cada candidato (principalmente quando a origem da maioria dos vistos é Chinesa, de proveniência duvidosa), sob pena de esquemas como estes virem a ocorrer, e corrermos o risco de tornar Portugal num país de práticas poucos transparentes, onde os seus órgãos de soberania são postos em causa por esquemas destes, e, podemos ser equiparados a países sub-desenvolvidos. 




sábado, 15 de novembro de 2014

Papa Francisco

 


Papa Francisco





  Quando estive em Cabo Verde, a gerir um projecto de crianças e adolescentes de rua, uma das coisas que mais me marcou foi o padre local, que era uma pessoa de uma generosidade inqualificável e que era decisivo na sobrevivência da maioria das crianças de rua. Todos os dias se contavam história de ajuda do padre, fosse ajudar as crianças a comer, fosse ajudar as crianças a dormir (colocando cobertores no átrio da igreja), fosse ajudar as crianças na saúde (muitos estavam envolvidos na droga), fosse a pagar viagens para irem de volta para as suas ilhas ou para juntos dos pais (os que tinham). 
   Ao ver o Papa Francisco, lembro-me do padre de Espargos, em Cabo Verde, da forma como utilizava os meios que tinham à sua disposição para ajudar aqueles que mais precisam (é aí que estão os valores da religião), e a forma como aqueles que ajudava gostavam dele. E o "gostar" mostra que hà ligação, mostra que hà amor e paixão, mostra que há preocupação e inquietação, porque não chega "dar" dinheiro para se ficar bem perante a comunidade ou ajudar por ajudar, é preciso ir ao encontro, preciso estar junto, e aqui está a diferença e mostra que a cada dia que passa aumenta a esperança de que temos uma luz no Vaticano.
   Quando identificamos, em Espargos, os locais onde as crianças de rua estavam, identificamos o principal: átrio da igreja. Um dia, perguntei a uma criança: "Porque dormes aqui?". Ele respondeu: "Porque aqui sinto-me bem, sinto-me protegido". É esta protecção maravilhosa sentida por essas crianças que não se explica, sente-se por uma união de amor que se criou entre a figura do padre e essas crianças que vejo agora entre o Papa e aqueles que ajuda, sendo ultimamente os sem-abrigo, os contemplados, ao mandar criar duches na praça de São Pedro para os sem-abrigo, por não terem um lugar para fazer a sua higiene. 


História do Bancário







   São coisas simples, mas que podem acontecer a qualquer um, basta viver para isso acontecer.
  Passou-se entre um cliente de um banco português e o próprio bancário. Um cliente foi ao banco para abrir conta. Entretanto, no próprio banco disseram-lhe que não ia pagar isenções, mas que teria que pagar 5 euros de três em três meses por tempo indeterminado, para o qual o cliente não se opôs, por desconhecimento do que assinava, e por confiar na palavra de quem está do lado de lá, que são especializados e formados na arte das vendas. Quando vi o contrato que assinou ao abrir conta, vi que o cliente subscreveu um produto do banco, mais especificamente, um seguro de acidentes pessoais (que não lhe foi dito que seria um seguro) e ainda teve de fazer um pagamento inicial relativamente a esse seguro. Após isso o banco foi contactado, e imediatamente o problema foi resolvido, o contrato denunciado e foi devolvido o dinheiro ao cliente, fez-se o estorno (creditando o que havia sido indevidamente debitado). O bancário assumiu o erro, ele sabia que tentou enganar o cliente ao subscrever-lhe um produto, e, não se prosseguiu com uma queixa, sob pena de poder ficar suspenso de actividade (como já aconteceu numa outra situação em que estive envolvido). Um banco nunca pode, em situação nenhuma, obrigar um cliente, ao abrir conta, a subscrever seus produtos. O que pode fazer é aceitar ou não um cliente abrir conta no seu banco, apenas isso. 
   Impressionante a forma como casos simples como estes ocorrem com tanta frequência (mesmo muito) e faz lembrar muito do que teve na origem desta crise económica, e esta frequência é um forte indício de que os erros do passado ainda continuam e as pessoas continuam assinar sem um conhecimento e uma vontade livre, informada e esclarecida, bem como os bancos continuam a ter práticas indevidas na captação de clientes, pouco fiscalizadas pelo banco de portugal, a não ser que sejam denunciadas, o que acontece pouco, tirando os casos em que as pessoas tenham apoio jurídico. 
    
   

   

terça-feira, 11 de novembro de 2014

BES - Parte VII

  







   Fantástico! "Ena essa foi de génio oh DDT (Dono Disto  Tudo, alcunha por que todos tratavam Ricardo Salgado)". A revista "Sábado" deste semana explica a forma e porque razão tudo tem medo de falar da gigantesca fraude do caso BES, explicando a forma como a influência dos partidos políticos (desde PSD, ao PS, passando pelo Bloco e CDS e PCP : todos estavam e estão comprometidos politicamente com lugares no banco de seus camaradas) no BES limita a sua própria liberdade de opinião sobre o tema e talvez torne mais explicito a razão pela qual ninguém toma posições públicas sobre o caso e porque não houve ainda uma única condenação, ao mesmo tempo, que aqueles que levaram à falência o BES e "apoderaram-se" ilegitimamente do dinheiro de pessoas que eram clientes do banco, continuam a fazer transferências de milhões para offshores e a levar a vida de forma igual ao que antes acontecia, porque em Portugal, pelo menos até agora, quem rouba milhões, tem perdão vitalício.
   Ainda nada, ou quase nada foi explicado sobre o caso BES. Mas também o que soubemos sobre o caso BES Angola? E sobre os 14 milhões que Ricardo Salgado recebeu como prenda de um construtor? E sobre a suas "falhas" de memória nas declarações ao fisco? 
   Mas, tudo isto tem uma explicação: o BES sempre esteve no poder, e mesmo desaparecendo o seu nome, as pessoas continuam noutro banco como "Novo Banco" ou distribuídas noutros cargos (mesmo que mudem de emprego), porque na verdade faz parte do acordo que jamais poderemos deixar os camaradas sem tecto. É pelo facto de os camaradas não poderem ficar sem tecto, que todos os seus líderes têm obdecer e, se for mesmo preciso, alterar leis ou que for preciso para mascarar a situação, remediá-la ou mesmo esquecê-la, porque no fim, são sempre os mesmos a pagar.