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sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago, Legado e Respeito

Completa hoje uma semana, vagueava na feira do livro do Porto e deparava-me com "Caim", folheava e acabava por deixar para outrora ler e tornar a ler para saber sobre aquilo que tanta gente um dia e ainda hoje se pronuncia. Ler e só depois pronunciar-me é um requisito mínimo exigível de sinal de respeito que José Saramago merece, razão pela qual nunca me pronunciei sobre um livro polémico que conheço por partes, e não como um todo. Lembrar José Saramago desde do tempo em que nas salas do ensino secundário estudava José Saramago e o importante contributo que ofereceu à língua portuguesa deixa um lugar de destaque no meio literário e societário e uma importante liberdade num mundo cada vez mais restrito a essa liberdade, mas que precisa dela para sobreviver. O possuirmos opiniões diferentes é um sinal de legitimidade de uma etapa designada democracia. A luta de um homem que deixou humanidade, controvérsia, liberdade de pensamento, reflexão, sinais de um tempo, que fica registado. Um legado, reconhecido e que enriqueceu Portugal. Uma frase, entre as demais que nos fez reflectir, aprender, pensar, amar, lutar, querer, viver: " Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais".

sábado, 12 de junho de 2010

Princípio da "Não Ingerência nos Assuntos Internos de outros Estados"

Hoje, Portugal vive uma fase "oculta", em que a sua própria soberania, a sua própria independência manifestada na liberdade para realizar os actos que entenda melhor para o seu país está de alguma forma "afectada" ou ocultada. Hà uma semana, ouvia-se as declarações do comissário europeu da economia, Olli Rehn, acerca das reformas a serem efectuadas no mercado laboral e na segurança social, isto é, a dizer o que Portugal deve ou não fazer para cumprir a meta do défice orçamental e ficava-se inquieto perante tanta gerência em assuntos alheios. Não me admira que os governantes sejam incapazes de atingir os seus próprios objectivos e que a curto ou longo prazo tenha de haver alguma solução para países como Portugal, mas surpreende esta ingerência nos assuntos internos de Portugal. Após a 2º Guerra Mundial e após o fracasso da Sociedade das Nações, que se deveu entre outros motivos, à ausência dos E.U.A, os Estados sentiram necessidade de se agruparem, criando organizações internacionais. As guerras na Europa demoravam anos e sentiu-se necessidade de criar algo que impedisse uma nova guerra e havia necessidade de uma geral aspiração pela paz e progresso das relações pacíficas entre Estados, o que até esse momento não aconteceu. A União Europeia surgiu em 1950, como mais um método de cooperação entre Estados. Hoje, a União Europeia permitiu que os povos europeus fossem crescendo juntos, e permitiu a livre circulação de pessoas e bens a uma moeda única. Se hoje, nós jovens num simples clic fazemos uma compra de uma viagem de Portugal-Londres por apenas 15 euros, isso deve-se à Europa e à organização internacional que é a União Europeia. Mas, não só de coisas boas e estonteantes vive a União Europeia. Actualmente, começou a perceber-se que haviam problemas estruturantes, que o dinheiro de outros Estados era entregue a Estados que, o utilizavam sem controlo, mas sem culpa, pois não hà um orgão de fiscalização. Mas se houvesse, não seria intervir nos assuntos internos de um Estado ? Não haveria o apetite de se fazer, em termos materiais, o que o Comissário Europeu da Economia fez em termos formais em relação a Portugal ? O princípio da "não ingerência nos assuntos internos de outros Estados" é um clássico de direito internacional e não deve ser violado pelos seus próprios sujeitos, neste caso das declarações do comissário europeu da economia só faltou apresentar números e a medida estava entregue para ser aplicada, o que, de certa forma, tem acontecido nestas medidas a aplicar a Portugal, mas de forma oculta. O encarregado desta fase oculta é Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. Estas violações constantes de princípios elementares de direito, como princípio da "não ingerência nos assuntos internos de outros Estados" não são um bom pronúncio e indício do progresso destas formas de cooperação entre os Estados, como é exemplo a União Europeia.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Portagens nas Scuts só para os "Estrangeiros" ? Em contrapartida, mereciam uns 10 freeports, mas com tios do Norte

Peço desculpa, mas um artigo onde seja invocado o nome "portagens" tem de ser iniciado com uma questão : qual a razão para uma parte do território nacional pagar portagens e as restantes partes do mesmo território ficarem isentas desse pagamento ?
A forma como este Governo trata o país e as pessoas é bem visível nesta medida discriminatória e abusiva. Durante anos e anos, diferentes governos lutaram pela desertificação do interior e, ao mesmo tempo, agora fecham-se 500 escolas do 1º ciclo com menos de 20 alunos. Durante anos sucessivos, usou-se dinheiro dos contribuintes de todo o país e agora tem-se o desplante de pedir mais dinheiro apenas a uma parte desses contribuintes, sem motivo justificativo. O que este Governo está fazer às gentes do Norte é uma ofensa, um ataque injustificado e uma proposta desigual. Os empresários, os trabalhadores e os comerciantes do Norte são diferentes dos restantes ? Numa sociedade justa e democrática, têm os mesmo direitos e não pode haver um Governo que faça isto a estas gentes. Hà gente a passar fome no Norte do país, a pedir todos os dias ajuda ao Banco alimentar, a lutarem diariamente por um trabalho, por um lugar de dignidade, como acredito que se estenda ao resto do país, mas qual a razão para se estender as "mãos" a uns e "apertar" o pescoço a outros ? Eu não pensei dizer isto em pleno século XXI, mas a África do Sul começa a ser um bom exemplo para estas pessoas portuguesas que elaboraram esta medida, um país onde hà muito acabou o Apartheid, em 1990, e onde a luta e combate contra insegurança é um "uso" diário, levado a cabo pelas autoridades daquele país e pelos seus principais responsáveis. Não pensei dizer isto, porque a África do Sul não é um exemplo para países desenvolvidos e democráticos, nem para pessoas com valores e ideais democráticos, mas as pessoas que elaboraram esta medida deixaram-se impressionar e não tiveram honestidade intelectual, nem democrática para com aqueles que também são cidadãos deste país. Não acreditei que esta medida fosse implementada. Hà autarquias locais que conseguiram ficar isentas do pagamento, mas porque razão essas autarquias são Matosinhos, Vila do Conde ? Autarquias Locais Socialistas ? A autarquia de Esposende e o seu Presidente, por exemplo, devido à sua cor política, têm um trabalho ainda mais difícil, porque com pessoas que trabalham desta forma as regras de jogo são bem claras, o que dificulta a luta pela sociedade justa e igualitária, que deveria ser o caminho correcto a seguir.
Não é justa e proporcional esta medida, não é uma medida de um país desenvolvido como Portugal.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ban Ki-moon: " 2011 será um ano alto risco para HAITI"






Hà dias, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, foi analisado, explicado e reforçado o mandato da Missão de Estabilização da ONU no Haiti. A ajuda internacional continua a ser decisiva no apoio a estas gentes e na reconstrução de um país que, ainda precisa do voluntarismo de indivíduos, organizações internacionais e Estados. Num relatório, Ban Ki-moon, Secretário Geral das Nações Unidas afirma que 2011 será um ano de alto risco e decisivo para o Haiti, com objectivos políticos importantes, pois será um ano de eleições, um ano em que se vai "arrumar a casa". A missão continua a crescer, e a sua componente militar tem já 8.940 mil soldados e 4,3 mil polícias no total. A resolução adoptada por unanimidade foi basicamente para reforçar o apoio às autoridades na preparação das eleições, governos municipais e legislativas , tudo a realizar em 2011. Hà poucas dúvidas em afirmar o carácter decisivo do ano 2011 para o Haiti, sendo preciso estabilidade e ordenação, e jamais o regresso da violência, caos, fome, da desordem social.








segunda-feira, 7 de junho de 2010

Direito subordinado ao Poder ? Que diabo!

Parece estranho, mas a própria palavra "Poder" na teoria já sustenta uma forte ideia de força e controlo, na prática o seu efeito é destruidor, avassalador, implacável, em diversos casos, mortífero. Um dia, algures num livro americano escrevia-se : " houve quem ganhasse a vida à custa do poder, e mesmo assim, nunca chegou a saber utilizado da melhor forma". Na ordem jurídica internacional, as relações entre os diversos Estados são dominadas por relações de poder, mas não existe orgãos centralizados como na ordem jurídica interna, o direito depende da vontade dos Estados e as profundas divisões culturais, de valores e objectivos impedem na prática a existência de um sistema jurídico comum. Aqui claramente existe a lei do mais forte, em que quem tem mais poder, mais influência e pressão exerce sobre outros sujeitos, que não significa que estejam acima do direito, que não é verdade. Mas, olhando para a nossa ordem jurídica interna, em que os sujeitos são os indivíduos, será que o direito, também não é, diversas vezes, um instrumento do poder ?
Quem não se lembra de processos como Casa Pia, em que aquelas criancinhas foram todas culpadas e os suspeitos uns anjinhos ? De casos como BPN ou BPP, em que o esquema era roubar A para dar a B noutro país ? Dos processos ligados ao Desporto, em que, mais uma vez pergunta-se onde está o papel e a honra do Direito, como disciplinador da sociedade portuguesa ? Numa conversa que estava a ter um dia com um ilustre e nobre amigo, ele dizia : " sem poder ninguém muda nada, mas com poder pode-se mudar tudo". Pode suscitar várias interpretações, mas uma coisa unanimemente pode ser dita : é verdade. O problema não é as pessoas terem poder, mas não saber utilizá-lo quando o têm da melhor forma ou no mínimo de forma legal (que nem sempre acontece), porque ter poder significa também ajudar, abraçar causas, isto porque ter poder significa construir o mundo.

domingo, 6 de junho de 2010

mérito de quem faz da arte uma essência

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma experiência socialista escrita em 1931 - "Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos".

" Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo". O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames." Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...
Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores. Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado! Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos, pois eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", disse, o professor, o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."
O pensamento foi escrito em 1931. É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a. "

quarta-feira, 2 de junho de 2010

As pessoas não são “cegas”, escolas inglesas e alemãs oferecem um melhor ensino

Em Portugal, hà coisas que percebe-se não serem aceites, mas já há outras para as quais não encontramos razões credíveis para não serem aceites. Hà pouco tempo, em Lisboa, numa conferência sobre Educação, e no momento em que falava Deputado Bravo Mico, com meu merecido respeito, do Ps, ficava estupefacto como se pode defender a escola pública como modelo, em vez de sermos sérios e dizer que o modelo tem falhas e tentar combatê-las ou encontrar melhor soluções para, em contrapartida, se oferecer um melhor ensino. Não tenhamos reservas, e digamos a verdade ou então explique-se a razão pela qual os colégios alemão e ingleses são melhores que as escolas públicas defendidas pelo Ps de forma intransigente ? Olhe-se para onde estão os bons exemplos da sociedade e deixemos de criar ilusões e seguir-nos pelos maus exemplos. Eu já estava tão emocionado e ao mesmo tempo perturbado a ouvir o discurso Ps sobre Educação, com o qual discordo 99,9%, que quando o Deputado começou a falar das novas oportunidades, a minha intervenção passou a ter um carácter obrigatório, um carácter civil. Hoje, este programa “Novas Oportunidades”, este método eficaz de enganar as pessoas, está contribuir apenas para falta de prestígio da nossa educação, para a falta de rigor ou será que existe alguém, algum ser humano capaz, que consiga explicar como é que num semestre lectivo, com uma avaliação traduzida na apresentação de um trabalho, uma fiscalização desse trabalho por pessoas suspeitas (poder viciado antes mesmo de se proceder à fase da descentralização desse mesmo poder para autarquias locais) se consegue obter um grau, obtido normalmente em 3 anos? O PS, porque é quem está no Governo e tem seguido esta política na Educação, se quer apostar na escola pública tem de apostar com rigor, com fiscalização e com exigência, porque este programas como o “Novas Oportunidades” são uma boa forma de esquecer a escola pública, o tal modelo tão defendido pelo Ps e são uma alternativa “gratuita”, sem contrapartida do aluno, de facilitismo para todos aqueles que não queiram a exigência, o rigor e o saber, porque como já diziam outros , noutros tempos, “o saber ocupa lugar” não é Sr. Eng. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa ?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

TVG e Aumento Impostos

Este é o momento em que o país precisa de responsabilidade, mas infelizmente aqueles que anteriormente deixaram este país doente continuam a querer mantê-lo ligado ás máquinas, em vez de querer curá-lo e enfrentar os problemas com seriedade. A pergunta legítima que todos devem colocar é se o dinheiro dos impostos é para financiar as "asneiras" dos políticos que hoje chumbaram a suspensão do TGV. Isto é uma brincadeira de pessoas irresponsáveis. Hoje, este dia fica registado pela irresponsabilidade dos partidos de esquerda. Eu sinceramente não consigo perceber, como é que é possível o país estar sem dinheiro e avançar com a construção do TGV ? Ah, descobrimos apenas num simples click, ligando a televisão e ouvindo o Primeiro-Ministro a falar aos portugueses: " Não se preocupem, está tudo bem, Portugal está uma maravilha, fomos o único país da União Europeia a crescer este 1º trimestre, e o problema não é de Portugal (nem meu), é da crise internacional". Enfim, quem paga com isto são os portugueses e quando as pessoas não aprendem com os erros, hà pouco a fazer, a não ser esperar por outras pessoas responsáveis, que provavelmente virão de outro país e não demorará a chegada de pessoas responsáveis em breve aterrar na Portela. Porquê continuar a estar sujeito a medidas de pessoas que governam o país sem rumo, de forma irresponsável e de costas voltadas para os seus principais destinatários: os portugueses ?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Aumenta a pobreza entre crianças e velhos

"O Porto é uma cidade com muitas famílias pobres com filhos nos primeiros anos da escola, com muitos idosos a viver sozinhos e quase um quinto da população a viver em bairros da Câmara. Hoje, segunda-feira, à noite, a Assembleia Municipal debate a situação social do concelho numa sessão extraordinária. O apuro é do Diagnóstico Social do Porto - "Porto Solidário", relatório sobre a situação social do concelho elaborado pela Universidade Católica, por encomenda da Fundação Porto Social, a entidade municipal com a competência da acção social. O levantamento, realizado ao longo de dez meses, até Junho de 2009, revelou que a cidade está ferida pela pobreza e as suas conclusões irão sustentar boa parte do debate que, esta noite, será feito na Assembleia Municipal do Porto. A sessão extraordinária foi pedida pelos partidos da esquerda - PS, BE e CDU - com o objectivo de suscitar a sugestão de medidas a tomar pelo poder municipal. Que o Porto está a perder habitantes não é uma informação nova - os censos de 2001 já revelaram uma quebra acentuada de população (13% em dez anos). Os números mais recentes, de 2008 (a média de 16 habitantes por dia que saem da cidade) já foram bandeira eleitoral da oposição de Rui Rio na corrida à Câmara. Também que a cidade não tem suficientes espaços de acolhimento para os seus velhos e deficientes a Câmara Municipal já sabia. Mas o Diagnóstico Social revelou outras carências destas populações mais frágeis. Por exemplo, que há mais analfabetismo e desemprego entre os cidadãos com deficiência que vivem no Porto do que no resto do país. Tendo o concelho índices de envelhecimento e dependência "muito superiores" à média nacional, alberga um grande número de idosos pobres. Há na cidade 44654 pessoas com 65 anos ou mais e cerca de 15% delas pediram Complemento Solidário para Idosos, sendo 10 % beneficiários desta prestação social. Quase 80% deles são mulheres. Por outro lado, as pessoas com mais de 65 anos são um quarto dos moradores nos bairros sociais e, em 14% das casas da Câmara, há um idoso a viver sozinho.
Para as famílias, a situação actual também é difícil. O número de crianças que frequentam o ensino pré-escolar e o primeiro ciclo que recebem o apoio social mais alto será prova disso (cerca de 60% dos meninos nos primeiros anos da escola está nos escalões A e B, havendo 30% de crianças em cada um deles). O Diagnóstico Social revela especial inquietação com os duzentos adolescentes e crianças sinalizados como estando fora de qualquer percurso educativo na cidade, sendo "uma ferida social que urge combater". Os dados do Rendimento Social de Inserção (RSI) indicam também que há muitas famílias com crianças a viver em pobreza no Porto, já que um terço dos beneficiários tem menos de 18 anos. Segundo os dados daquele relatório, cerca de 6% da população da cidade recebe RSI (ler texto ao lado). O elevado número de famílias monoparentais, com uma mãe sozinha na maior parte delas, é um factor de risco de pobreza - são dados de 2001, mas estima-se que 25% das famílias do Porto tenham um só progenitor presente. A sensível situação dos bairros sociais adivinha-se pelos dados de emprego: apenas 27% dos seus moradores trabalham, estando 25 % reformados. Entre essa população, há ainda 21% de desempregados e 22% de pessoas não activas".
JN

“ Sou dos que pensa que um ser humano só não consegue fazer nada na vida “

Eu subscrevo esta frase, podia ser minha e de muitas pessoas, mas foi uma frase proferida por Horácio Roque, numa entrevista dada ao Jornal de Negócios em 2007. Numa entrevista onde Horácio Roque, que faleceu hà uma semana, teve uma resposta original a uma pergunta original: “onde quer ser enterrado? Em parte nenhuma! Não quero morrer! (2007 – Jornal Negócios).
Esta entrevista demonstra a capacidade de um homem que cedo partiu para o mundo, de Oleiros (distrito de Castelo Branco) e lutou pela vida, um exemplo que vale a pena recordar e com quem vale a pena aprender, mesmo que seja com este pequeno testemunho, visível nesta entrevista. Ao lembrar esta entrevista, lembrei-me de uma outra entrevista feita a Henrique Granadeiro, com valorização de aspectos em comum, de pessoas que têm uma visão da vida original e realista e que a olham como um puro negócio, porque a vida é mesmo um negócio e ponto final. Esta frase que coloquei no título, para mim, marca a entrevista. Ao ler esta frase, lembrei-me que é uma das chaves da vida. Podemos interpretá-la de várias formas, mas temos obrigatoriamente de aceitá-la, arranjemos uma solução. Quem é que sozinho consegue ir longe na vida? Precisamos todos uns dos outros, está provado e temos aceitar isso, quer gostemos ou não, aliás não temos escolha, a vida não nos oferece essa liberdade, porque diz que temos saber viver e conviver em grupo, em comunidade, com as pessoas, é essa a essência do ser humano. Claro que hà diferentes formas de nos relacionarmos em grupo, muitas com as quais nem concordamos, mas abandonar não é solução. Quem já não viu a pessoa que, de forma cínica (presume-se) cumprimenta a pessoa de quem não gosta quando está em grupo? Parece ridículo para muitas pessoas, mas a psicologia chama a isso inteligência social. Não sabemos se amanhã iremos precisar daquela pessoa, é uma frase feita mas actual. Em detrimento disto, hoje aconteceu-me um episódio que comprova isto. Estava no ginásio, e encontrei um estimado amigo, com quem já não estava há muito tempo. É sempre bom ver pessoas conhecidas ou amigos, que a gente conhece e é agradável perceber que a vida corre bem a nós, mas também nossos amigos. Coincidência ou não, a verdade é que eu estava a precisar de um favor da faculdade desse estimado camarada e amigo e consegui resolver o que queria com a ajuda dele.
Passo a citar a pequena parte da entrevista, em que Horácio Roque justifica a razão pela qual era útil ter dinheiro: “ Sinto hoje que os bens materiais são muito vulneráveis, mas quando tinha 24 anos considerava que era rico, que não precisava de trabalhar mais. Nesse ano perdi tudo, fiquei sem nada. O dinheiro serve para criar riqueza. O dinheiro é um instrumento. Pode contribuir para a nossa felicidade e proporciona-nos uma vida desafogada. Mas tem outra componente: serve para fazer coisas. Empresas, fazê-las crescer, reunir-me de pessoas para fazer coisas. É para isso que gosto de ter dinheiro.”
Digo-vos que fascina-me o mundo dos negócios e são pessoas como estas, exemplos da área de sucesso, que dão a conhecer este mundo na sua vertente pura e transparente.

O lugar de um “marginal” não é na sociedade civil

Esta minha afirmação pode ter várias interpretações, mas tem como subjacente a premissa de que o indivíduo que cumpre as regras e deveres impostos por uma sociedade, e beneficia seus direitos, deve ser o indivíduo da sociedade civil. O indivíduo que não cumpre as regras da sociedade, que vive infringindo essas regras, que torna a sociedade insegura, que tem como objectivo quebrar as regras da sociedade, esse indivíduo não deve ter como lugar ideal a sociedade civil, sociedade que ele tenta destruir e com a qual ele não quer viver. Hoje, no direito penal, vive-se o fenómeno da ressocialização, mas onde estão os resultados? Hà uns dias uma estimada professora dizia-me que este fenómeno existe mas não funciona e quem é prejudicada é a sociedade e as pessoas que nela vivem diariamente. As penas não são as mais justas para os diversos crimes, mas por que razão um crime de abuso sexual tem uma moldura penal tão baixa ? Ah, coitados daqueles que vão presos, quando devíamos era condená-los ainda mais ou era errado?
O Procurador Pinto Monteiro esta semana pronunciava-se sobre “crime continuado” e como ele, ninguém percebe a razão pela qual se uma pessoa comete vários crimes do mesmo tipo, esse só é considerado como “um” único crime, aplicando-se a pena de um só dos crimes?
Neste âmbito, abstenho-me de incluir as pequenas articulações, meras coincidências de processos mediáticos com reformas penais, como foi exemplo do processo Casa Pia.
Eu penso que devemos construir uma sociedade civil justa, mas para isso não devemos deixar de ser amorosos para com aqueles que infringem as normas da sociedade, devemos fortalecer os textos escritos, que consiste em aumentar e tornar justas as penas, porque caso contrário, maior parte não se importam de irem com “termo de identidade e residência” para casa, alguns até acham graça à medida.

sábado, 22 de maio de 2010

Shakira Shakira;)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Chumbo Auditoria Global ao Rendimento Inserção Social

Este ano o Estado vai gastar 600 milhões de euros “só” na atribuição do rendimento de inserção social. Hà uns dias, aqui no Porto, tive conhecimento das milhares de pessoas que vivem do rendimento de inserção social ( o chamado “rendimento mínimo") e assustei-me, perguntei a mim mesmo como é possível um Estado continuar aumentar a despesa sem rigor, sem exigência e atribuindo “seguros sociais” como é o caso do rendimento de inserção social, sem qualquer fiscalização ? Antes desta crise de 2007, ninguém acreditava que um banco podia falir, mas provou-se que isso não é verdade e diversos foram os bancos que retiveram o dinheiro dos contribuintes e faliram. Agora, as pessoas continuam, como outra hora aconteceu no caso dos bancos, acreditar que a segurança social nunca vai falir, mas isso pode acontecer a qualquer hora, se o Estado continuar a gastar o dinheiro dos contribuintes, sem em diversos casos, saber quem são os destinatários e as condições de admissão para o receber, apenas com intuito eleitoral. A direita apresentou uma proposta na A.R , consistia numa auditoria global ao rendimento de inserção social, mas a esquerda ficou irritada e até aqueles que defendiam a fiscalização, na altura de votar a proposta não tiveram dúvidas em rejeitar. É com políticos destes que Portugal está perto da falência, porque não é a política que está em crise, mas são alguns políticos que estão em crise e contaminam o ambiente e seriedade política.

sábado, 15 de maio de 2010

Primeiro-Ministro e a mentira

Já chega! O discurso de louvor do nosso primeiro ministro em relação ao passado. Em Portugal existem milhares de portugueses que não têm partido e merecem respeito e merecem ter um primeiro ministro que diga a verdade ao país e que deixe de enganar os portugueses, porque quem assistiu à entrevista de ontem na rtp1 e tem assistido ao discurso de José Sócrates percebe que o país está perante uma pessoa que não assume erros e não diz a verdade. Não consigo perceber a razão pela qual o Primeiro Ministro não assume a realidade, ao contrário do Ministro das Finanças, e diz aos portugueses a imposição e pressão da União Europeia sobre Portugal e a dificuldade real que o país atravessa. Eu peço desculpa, mas eu quando ouço o nosso primeiro ministro só posso pensar que tudo está bem, vamos continuar investir, podemos estar descansados porque o governo tem feito coisas extraordinárias com o dinheiro dos contribuintes, Portugal não está mal, e pergunto se não é falta de respeito, numa fase difícil como esta que Portugal atravessa e pode piorar, continuarmos ouvir o Primeiro Ministro de Portugal a gabar-se de forma reiterada sobre todos os feitos que este Governo tem feito pelo país ?
Infelizmente, este mandato do governo tem sido desastroso, e tenho ficado surpreso pela forma inaceitável e reprovável com que o Primeiro Ministro tem reagido e falado aos portugueses. Lembram-se recentemente do exemplo da coca-cola (ser taxada a 5% juntamente com o pão e leite) ? Eu não queria acreditar, mas foi mais uma prova da forma como os portugueses têm sido tratados e da certeza de que o tempo não será mais um forte apoio deste primeiro ministro, mas cada vez mais um inimigo seu.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Papa Bento XVI, um Impressionante Testemunho de Fé, Obrigado Dom Manuel Clemente





Uma lição de fé que chegou a milhares de pessoas e uma moldura humana impressionante na chegada do Papa Bento XVI ao Porto. O Porto está inteiramente grato a sua santidade pela visita que nos fez e ao Bispo Dom Manuel Clemente que, no momento certo e preciso, como já nos habitou, enviou uma carta ao Vaticano pedindo ao Papa para alargar a sua estadia temporal em Portugal e visitar o Porto, celebrando uma missa na Avenida dos Aliados, como nunca antes tinha ocorrido. Eu tenho quase uma "certeza" ( uma premissa talvez seja mais seguro), que o próximo cardeal patriarca seja Dom Manuel Clemente, que é uma pessoa extraordinária e que tem feito um trabalho no Porto exemplar, a prova foi ter sido premiado com o prémio Pessoa, uma pessoa com quem na universidade católica temos, diversas vezes, oportunidade de falar e por quem temos uma grande estima e consideração. Estive num lugar reservado, o que deu para visualizar com maior clareza a moldura humana impressionante que se estendia pela avenida dos aliados e a força e fé das gentes do Porto. E esta minha impressão não era excessiva, e estendia-se pelas diversas personalidades presentes e pela multidão, entre ilustres amigos. Dr. Paulo Rangel partilhava esse sentimento, embora não tenha conseguido, mesmo com apelo de Rui Moreira, chegar junto do papa móvel e pedido a nossa santidade para dar a bênção ao nosso Primeiro Ministro José sócrates.
Nesta estadia do Papa Bento XVI em Portugal, não esqueçamos o seu sentido e a sua mensagem, num momento difícil que o país enfrenta e que precisa de continuar o seu caminho, mas com sentido, sentido da Fé.

sábado, 8 de maio de 2010

Oh Católica orgulho-me de ti;)

Carta elaborada por antigos alunos da E.S.H.M, instituição de ensino da qual não obtiveram resposta,de uma escola que não se revê em quem a governa

" Eu, " . . . ", em representação de " . . . " antigos alunos da Escola Secundária Henrique Medina, venho por este meio apelar a Vossa Excelência a manutenção das condições financeiras que estiveram na base de contratos anteriores, relativamente ao aluguer do espaço desportivo, excluindo o pagamento à Escola e promovendo mais uma vez o desporto, como legado que deixou a todos os seus alunos, pelo facto de todos os elementos serem antigos alunos da Escola Secundária Henrique Medina.
Este ano, ao contrário de anteriores, temos tido várias dificuldades para conseguir manter um número de jogadores fixo, e, devido essencialmente ao elevado montante pecuniário praticado, já houveram pessoas que tiveram de abandonar a prática deste desporto ao " . . . ", com registado sentimento de tristeza. Pelo facto de sermos todos antigos alunos, proponho que a regra: “todos os alunos da Escola Secundária Henrique estão isentos de pagamento pecuniário à escola pelo aluguer do espaço desportivo”, seja estendida aos antigos alunos da E.S.H.M por via de interpretação extensiva, de forma não diferenciar seus activos e possibilitar de modo igual o acesso ao aluguer do espaço desportivo. (. . . )"


Importa reter a seguinte informação : estes alunos elaboraram esta carta e subscreveram-na na íntegra, uniram-se e tinham apoio de um grande número de antigos alunos da E.S.H.M. É um abuso, uma ofensa a direcção desta E.S.H.M não responder a estas pessoas, e deviam dar o exemplo aqueles que um dia ensinaram, para hoje terem de ser os mesmos a lhes ensinar as regras da boa educação e do bom trato. Estas pessoas exigiam o mínimo que se exige de pessoas que estão à frente de uma instituição de ensino de rigor, exigência, elevação e probidade, mas, infelizmente, esta instituição de ensino não tem esses valores, e quando se exige esses valores a uma instituição, tem haver pessoas portadoras desses mesmos valores, pois uma instituição não é uma pessoa, mas tem órgãos onde estão pessoas e são essas pessoas que regem a vida de uma instituição de ensino. Eu estou apenas a constatar um facto, e este facto é real e deve ser conhecido pelas pessoas e devem ser tiradas conclusões, porque toda a pessoa deve ser respeitada e, neste caso, mais ainda, quando em questão estão antigos alunos. Um dia perguntaram-me : qual a razão pela qual "ninguém" fica na E.S.H.M ? Eu respondi a essa pessoa o seguinte: "um dia alguém que tenha coragem e dinheiro (mais fácil ) ou a própria escola (esta direcção quase impossível) e faça um estudo sobre opinião dos alunos que andam na E.S.H.M e depois vejamos resultados". São nestas pequenas coisas que se tiram grandes conclusões, como nesta carta ignorada pelas pessoas que estão à frente instituição. Eu percebo a razão pela qual as pessoas têm oportunidade, possibilidade e querem optar por outra instituição de ensino, e esse direito deve ser estendido a todos, pois se a instituição de ensino é fraca e presta fraco serviço de ensino, as pessoas devem optar por um ensino de melhor qualidade e eficiente, que lhes garanta um futuro melhor e promissor e em que o princípio da subordinação não seja um mecanismo de abuso de direito, porque não é para isso que foi criado. A pessoa que me questionou queria saber se eu aconselhava a E.S.H.M e eu, porque quero o melhor para as pessoas, e esse melhor passa por qualidade de ensino, respondi-lhe, e mesmo não tornando pública a resposta, qualquer pessoa que chegou até ao fim deste artigo tem consciência do plano inclinado da minha resposta.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A resposta aos inúmeros e interligados ataques á Religião Cristã está nas ruas do nosso país, onde são milhares os cristãos rumo a Fátima


A força da fé é uma das grandes causas de união dos povos da nossa humanidade e é nesta estrada, que todos (católicos) percorremos sem saber o que vem a seguir, mas sempre procurando e acreditando num outro amanhã diferente e melhor, mais justo e mais igualitário. Esta força que une um povo, uma nação é algo que supera a capacidade do ser humano enquanto pessoa. Uma das grandes manifestações desta fé está acontecer neste mês de Maio, onde milhares de peregrinos percorrem ruas do nosso país em direcção a Fátima, todos têm um rumo e tudo faz sentido em suas caminhadas. O papa Bento XVI irá visitar a cidade do Porto no dia 14 de Maio, na Avenida dos Aliados, onde a Universidade Católica terá um lugar reservado para todos seus activos, e lugar esse que já está totalmente preenchido, numa Universidade onde quem entra deve ter em mente o sentido da instituição e toda a sua vertente religiosa. A religião Católica tem vindo a ser alvo de críticas injustas, e os diversos casos de pedofilia interligados e tornados públicos fragilizaram a religião que, tem um papel fundamental e crucial no mundo junto daqueles que mais necessitam, e honrando valores que, infelizmente, começam a ser ignorados pelas alas mais liberais da nossa democracia nacional e internacional. A resposta a todos os ataques está nas ruas em direcção a Fátima e na lotação dos grupos e milhares de inscritos na cidade do Porto para recepção a sua santidade Bento XVI.

sábado, 1 de maio de 2010

Teimosia no Investimento público poderá levar aterragem forçada de estrangeiro na Portela



































Todos os dias que me deparo matinalmente com o jornal de negócios ou diário económico na mão, tenho curiosidade e ao mesmo tempo receio do próximo golpe das agências de rating sobre Portugal, mas também tenho receio do que possa acontecer ao nosso Portugal quando ouço, como ainda ontem ocorreu no debate quinzenal na A.R, o nosso Primeiro Ministro a defender alguns investimentos públicos, numa fase em que o país começa a ter falta de dinheiro para sobreviver. Alguém já pensou na hipótese de um país não ter dinheiro quase para garantir o básico e dar uma imagem às pessoas de que vamos pedir dinheiro emprestado, mesmo com parcela de financiamento comunitário, para fazer grandes investimentos públicos. Eu entendo o argumento da defesa do investimento público, porque cria postos de trabalho e aumenta a produtividade da nossa economia, mas nao será teimosia ou irrealista pensar nessas obras quando, actualmente, está em causa a subsistência do nosso país ? Credibilidade, seriedade e responsabilidade é o que Portugal tem de conquistar neste momento junto dos mercados, seus principais parceiros e credores, junto dos portugueses. Foi bom e positivo a atitude de Passos Coelho esta semana, foi uma atitude inteligente e de relevância internacional, devido atenção a que nosso país está a ser alvo. É pena é que, depois desse sinal positivo, o Governo não pondere o investimento público. O que sucederá, um aumento do IVA (provável) ou abdicar do 13º mês e subsídio de férias ? Estas duas medidas são as que penalizam mais a população, mas as quais em que o Estado obtém imediatamente dinheiro nos seus cofres.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Imprensa Internacional rendida ao Mestre Mourinho, "Impresa storica dell'Inter Altra finale dopo 38 anni A Malpensa 5mila tifosi"



Com um sentimento de enorme justiça, José Mourinho está em toda a imprensa internacional. Se hà jogos onde o futebol é tornado um desporto de primeira classe, esses jogos pertencem, são da autoria de José Mourinho, que sem margens para dúvidas, é o melhor treinador do mundo.
Hoje, abrimos o jornal " A MARCA " e surge-nos o seguinte título : " Los jugadores están abatidos" e em destque " EL REY DEL CAMP MOU". O Real Madrid prepara-se, segundo a imprensa internacional, para, como nunca antes, oferecer valores astronómicos por Mourinho. Não podemos deixar de visitar a imprensa que, tem uma paixão eterna pelo José, basta abrirmos o "The Sun" ou "Daily Mail", em que dizem que José mostrou por que razão é o "Special One". A imprensa italiana está completamente rendida, estava cautelosa, mas actualmente é mais uma fã de José, que por anda passa conquista, e conquista com competência e profissionalismo. O Corriere dello sport diz-nos " É una squadra di eroi".
O Inter de Milão vai vencer a Liga dos Campeões, só uma catástrofe natural, que aí o homem não controla, poderá retirar esse título a Mourinho, pois qualquer outro acontecimento que o homem possa controlar, está lá José.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Publicarei brevemente a carta

Em breve, publicarei a carta que foi enviada à E.S.H.M, instituição de ensino da qual as pessoas não obtiveram qualquer resposta. Não serão referidos "nomes", como direito ao bom nome das pessoas intervenientes na elaboração e subscrição da referida carta, mas será público o seu conteúdo, por forma a todas as pessoas que leram o artigo poderem perceber a razão pela qual surgiu o artigo e foi tornado público.

Aulas de 45 ou 90 minutos ? Cada "casa de ensino" deve escolher.




Neste âmbito, é inevitável atribuir o poder discricionário às escolas, para escolher e optarem por ter em suas "Casas de ensino" aulas com 45 ou 90 minutos. Eu, sinceramente, sou a favor de aulas com 45 minutos, porque acho que é preferível, em termos reais, haver 45 minutos de pura concentração do que 90 minutos com lapsos de concentração, o que perturba o fio condutor que está a ser levado, conduzido pelo professor na aula leccionada. Aulas de 45 minutos são aulas mais produtivas, seguidas de um intervalo e depois retomar às salas de aula. Por vezes, uma das coisas que falha na abordagem ao tema "Educação" é a ponderação e percepção consciente que exige, antecipadamente um estudo sobre exequibilidade das medidas em termos substanciais, materiais, e não encará-las apenas em termos formais. Mas quem deve tomar esta decisão ? As escolas é que devem tomar esta decisão, devem ter a total liberdade para escolherem se querem ter aulas com 45 ou 90 minutos, de acordo com seus programas e método de ensino. Deve haver este poder discricionário, esta liberdade das escolas.

25 de Abril passado junto daqueles que dão razão à nossa luta



Um fim de semana produtivo, onde foi importante o debate, o confronto de ideias, os convidados, as conversas formais e informais, e acima de tudo estar junto daqueles que dão razão à nossa luta, seja ela individual ou conjunta. Gostei de ter estado em Lisboa, pois hà momentos (cada vez de forma mais regular e duradoura), em que é inevitável nos termos de deslocar a Lisboa, embora acredite que um país só pode crescer se com ele crescerem as suas cidades e, para isso acontecer, tem haver uma descentralização do poder, o que infelizmente, não está acontecer. Gostei da experiência, do convite e das pessoas com quem partilhei experiências, debati, aprendi, convivi e com quem tive oportunidade de formar um pensamento autónomo, num fim de semana propício a isso, em que comemorou-se o 25 de Abril, dia inesquecível da história de Portugal, dia em que Portugal tornou-se um país livre. Desde do debate com pessoas da esquerda à direita, espalhados entre os demais convidados, foi importante o confronto de ideias, o respeito, a urbanidade de tratamento entre os presentes, que demonstra que na política existem valores, e é preciso que o país caminhe com valores na sua "bagagem".

segunda-feira, 19 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

E.S.H.M (Escola Secundária Henrique Medina) não responde a carta fechada enviada pelos seus antigos alunos





Hà uns tempos, na U.C.P, o Dr. Marinho Pinto dizia para a sua plateia, onde me encontrava disperso, que não respondia a cartas "abertas", o que, quer suscite consenso ou dissenso, tem uma base de argumentação credível e objectiva, pelo simples facto de, por diversas vezes, as cartas serem tornadas públicas (ex: TVI antecipa-se e torna pública carta "aberta") antes de chegarem ao seu destinatário principal. Em relação ao envio de cartas "fechadas" a situação é completamente diferente, estando logo excluído esse "risco" de não chegar ao conhecimento do destinatário primeiramente, pois a carta vai fechada e selada. No que refere a estas mesmas cartas fechadas, a boa educação, a cortesia e os bons costumes imperam sobre a incompetência, o abuso de poder e a imoralidade, de acordo com as regras de um sociedade democrática.
Neste caso específico e peculiar da E.S.H.M, foi enviada uma "carta fechada" por atingos alunos da escola ao seu conselho de administração, dos quais não obtiveram resposta. Quando não hà resposta, a base argumentativa e credível torna-se inexistente ou quase nula, excepto raras excepções, como no caso de litígio entre instituições ou particulares de conhecimento público, o que não se aplica. Podemos presumir que houve uma renúncia tácita ao pedido efectuado, por todos aqueles que um dia nessa mesma escola aprenderam a agir de acordo com bons costumes, boa educação e bom senso, para hoje verem esses mesmos que ensinaram a fazerem o contrário, infringir e violar todas essas regras de conduta honesta e leal, mais grave ainda quando do outro lado estão antigos alunos. Em direito chamamos a isso "Venire contra factum proprium" (abuso de direito), contradição da conduta actual (venire) com conduta passada (factum proprium), pois quando eram alunos agiam de uma forma, agora que já não são alunos agem de outra forma.
É importante que aqueles que subscreveram e assinaram, com conhecimento objectivo, a carta fechada dirigida à E.S.H.M, tomem conhecimento deste facto e registem as suas próprias conclusões, de uma escola pública que afronta seus activos, deixa uma fraca imagem a todos, aqueles que cada vez menos optam pela escola e com razões cada vez mais sustentadas e fundamentadas em factos reais, aqueles que um dia já por lá passaram e honraram a referida escola, e, foram esses mesmo antigos alunos que aprenderam que isto que lhes fizeram jamais eles lhes farão, porque nessa mesma escola aprenderam que "Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Abraçar uma causa, abraçar a vida




Quando abraço uma causa estou abraçar a vida e isso faz-me crescer, faz-me valorizar e reflectir a cada dia a importância de estarmos ao serviço de causas, ao serviço da vida. Recordar, mais recentemente, África, é recordar e reviver uma causa e uma luta que me fez estar ao lado daqueles que mais precisam e mais necessitam, daqueles que lutam pela sobrevivência, daqueles para quem o mundo vai sorrindo aos bocados. Esta causa é longa e difícil de travar, não sei quanto tempo terei, não sei para onde irei, não sei quando irei, mas sei que não abdicarei de continuar a lutar e dar prioridade à igualdade, à dignidade da pessoa humana. O regresso está registado, mas o trabalho agora é em torno de um projecto sustentável, com participação activa da área empresarial e que preste um serviço eficiente a quem dele necessita, aos mais pobres.

domingo, 11 de abril de 2010

Augusto Santos Silva





Admira, mas não supreende o regresso de um dos elos mais fracos que existe na política, porque o discurso "bairrista" e exagerado a que já nos habituou este Ministro da Defesa só desprestigia o seu partido, a política e o a instituição que defende como Ministro da Defesa. A defesa nacional é sector fundamental acção do Estado, e, hoje, plenamente integrado na gestão da política externa. Este cargo exige autoridade e credibilidade, exige uma pessoa que saiba dignificar a instituição que defende e não uma pessoa que coloque diariamente a independência e a integridade do cargo que ocupa em causa. Lembrar Dr. Augusto Santos Silva é lembrar frases como "eu gosto é de malhar na direita"; é lembrar ataques injustificados, não distinguindo os "factos" das opiniões" ; é lembrar ataque a Manuel Alegre, não sabendo respeitar o outro, e neste caso, mais grave, um dos históricos do seu partido; é lembrar a forma como dirige aos partidos como pcp e bloco de esquerda : aqueles "sujeitos e sujeitas", não respeitando a própria democracia; é lembrar o pior da política e aí figura o nome de Augusto Santos Silva. Revelou aos portugueses o "gosto de malhar na direita" e nos " portugueses", mas esqueceu-se que para isso acontecer é preciso que a direita e os portugueses se deixem malhar, e que tenham um princípio de conduta desleal, incorrecto e desonesto como é seu exemplo, o que não acontece. O seu recente "regresso" foi marcado pelo caso dos "submarinos", em que mais uma vez mostrou a sua forma de fazer política.
Podia Augusto Santos Silva exercer o cargo de Ministro da Defesa com probidade e credibilidade, não dizendo tantas asneiras ? Poder podia, mas não era a mesma coisa.

sábado, 10 de abril de 2010

África do Sul




O clima na África do Sul, com aproximação do Mundial está a forçar divergências e aumentar a insegurança, que pode ser um dos problemas no Campeonato do Mundo. Não podemos esquecer que até 1994 a estrutura política e social deste país era baseada no Apartheid, abolida e desmantelada pelo histórico e respeitado Nelson Mandela. O tempo passou, mas a história não esquece que, antes de 1994, haviam movimentos negros na África do Sul, as minorias étnicas eram e ainda são diversas e diversos são também os grupos e os dissidentes naquele país, não havendo uma segurança efectiva e eficaz, o que levará à atenção permanente da comunidade internacional durante o período em que se realizará o campeonato do Mundo de futebol. Num país, onde a sua comunidade faz justiça pelas próprias mãos, devido ao facto de não confiar nos políticos, tendo como consequência uma justiça mafiosa, onde todos os dias chegam zimbabueanos a fugir do regime de Mugabe, onde a classe alta vive "à parte" da população pobre, onde hà escassez de serviços básicos, não admira as notícias de protestos organizados e de preparação desses protestos tendo em vista o Mundial de futebol.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Bom debate




Ontem, na quadratura do círculo assistiu-se um bom debate, a um importante debate, com intervenções equilibradas. Numa altura denominada "crise" que o país e o mundo vive, todo o salário é criticado, principalmente daqueles que o recebem em quantias exuberantes perante a sociedade, mas não podemos esquecer, daí a importância do debate, que quem paga aos gestores das empresas são os accionistas, embora o Estado tenha participação em algumas empresas multinacionais como exemplo a PT, EDP, GALP, TAP, REN, CGD, e que, como referiu bem António Lobo Xavier, António Costa e Pacheco Pereira não se pode entrar num discurso de crítica generalizada e perigosa nesse campo, pois está em jogo a competitividade da nossa economia.

Tininha, as gargalhadas que registaram um tempo


Tininha foi embora e marcou um tempo, uma geração, uma família e uma maneira de levar a vida, como já só ela fazia de porta em porta, que está escassear e esvanecer no tempo. As suas gargalhadas são a imagem de marca de um tempo que já não volta e que já só estes que ainda cá estão o podem um dia recordar e lembrar. Tininha fazia parte do quotidiano da terra que a viu nascer e acordava esse quotidiano com a alegria e as suas tradicionais gargalhadas. Já foi no domingo, dia 4 de Abril, que o país e mais concretamente a sua cidade a viu desaparecer, mas aqui fica registado o último adeus da minha parte a uma figura, uma pessoa que estará indissociavelmente ligada à história e ao dia-a-dia de um tempo, que aqui encerra, mas perdura na eternidade. Até sempre Tininha.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

sexy beach;)

João Felgueiras

Lembrar este amigo, remete-me para as origens. É com sentimentos interligados entre si, positivos e negativos, certamente compartilhados de modo solidário por todos a quem diz significado este tempo, sendo várias e respeitadas as pessoas, que ao olhar para trás torna-se inevitável, lembrar pessoas que foram elementos constitutivos, originários da Rua do Senhor Barão de Esposende, imagens que cresceram connosco e que nos permitem ter humildade de as recordar e permitem uma possível visualização da verdade num determinado tempo que já se dissipou, apenas nos resta sua história.
É um dever partir da observação da realidade que me rodeia, jamais esquecendo pessoas como Filomena, mãe de Ruca, criar a realidade feita da imagem concebida de suas pessoas, presentes ou ausentes. Toda a pessoa deixa o seu legado, sua magia e seu ensinamento.
Um dia Sophia de Mello Breyner partilhou com a comunidade “ O mar recupera a infância e possibilita-lhe encontrar o sentido e a purificação do mundo, a água é alegoria da nossa existência, é princípio de todas as coisas, tudo vem da água e tudo a ela regressa”. É sentado junto ao mar que recordo as manhãs na piscina da Ana e as tardes na praia, as partidas de futebol e seus prémios, os jogos (“escondidas por todo Esposende”), corridas de bicicleta, os filmes de que tanto a estação Sic Radical ( frisar a prestação de Francisco Velasco como assaltante e Bruno como vendendor ambulante) ambicionava possuir mas sobre os quais nunca houve acordo entre partes, as noites do bigosses, recordar é viver. A eterna D. Fernanda, que nunca nos deixou e à qual todos assistem no dever de agradecimento e solidariedade, um dia lembrar uma homenagem era sinónimo de louvor e merecido, um simples gesto faz a diferença.
É neste “colégio” de amizade, de quem tem orgulho em revivê-lo, que levanto o dedo e peço a palavra para desejar ao amigo João felicidades nesta nova etapa que tanto significado traz para pessoas que a recebem e a aceitam viver, juntamente com todos seus deveres: respeito, assistência, cooperação, coabitação e fidelidade.
Ana peço desculpa pela omissão no que se refere à tua pessoa, as mulheres são para respeitar e privilegiar e, neste caso específico, para congratular.
Outro amanhã será diferente, mas jamais igual amigo João.

“ São 9:00 da manhã, hoje vamos para a piscina da Ana ou para a Praia? Alguém já mandou mensagem ao Heitor?”

“ O Chico ainda não sabe nadar? “

“ O João Felgueiras vem connosco para a piscina a partir de agora? Quem é que se sentiu mal no carro da D.Fernanda? “

“ O Ruca está? Não, ele não está dizia a empregada de seu nome Fina

“ Oh irmão não chores irmão”

“ João olha o Mickael vem aí com a bandeja e trás mais um shot “

“ Sr. Pinheiro vamos comprar uns chinelos de dedo quentinhos da moda para oferecer ao João”

“ João já vais embora do bigosses, elas ainda agora estão a chegar”

domingo, 4 de abril de 2010

Tempo de adiar decisões, mais tarde refazer Portugal

Uma economia omissa e pouco competitiva, um tempo de adiar decisões, quando ontem o investimento era mais que uma prioridade, era uma norma imperativa do partido socialista, e foi em tempos norma supletiva de outras cores políticas. Tempos difíceis onde durante os próximos 4 anos, o país, de forma desigual, vai sujeitar-se a cumprir regras europeias, num inevitável estado de sujeição. Neste estado de sujeição, hà dúvidas fáceis de entender mas difíceis de justificar, como é o caso de suspender o TGV que faz ligação Porto-Lisboa e suspender o TGV que faz a ligação Porto-Vigo e não suspender o TGV que faz ligação Lisboa-Madrid. Várias foram as recomendações, mais correcto afirmar imposições chegadas de Bruxelas, mas com o poder discricionário concedido ao Governo português, esse poder, presume-se, ter sido usado nesta selecção de investimento público. Será coerente as pessoas que defendem descentralização do poder, serem as mesmas a defender o Red Bull Air Race e TGV em Lisboa, num país que volta, como em outros tempos, a centralizar o seu poder, cada vez mais e de forma acentuada, na sua capital, não sendo um bom sinal de crescimento e desenvolvimento sustentável do país.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Degradação social e ataque Igreja Católica

Aplicar retroactivamente factos e ideias de tempo específico na história à actualidade e tornar inteligível o ponto de partida de algumas premissas desse tempo oferecia um carácter mais forte de “utilidade” à política. Situar-me em 1789, a Revolução Francesa ilustrou o contraste entre a teoria e a violência dos actos. Não surpreendeu ninguém ao perceber que foi planeada pelas classes mais importantes e influentes da sociedade e executada pelos ignorantes. Como um dia é capaz de mudar 8 séculos de história ? Lógico que coisa pior que poderia acontecer ao nosso país era a queda do governo e consequente eleições, a história lembra-nos que este facto é um dos virtuosos “golpes” de desigualdade social e sua degradação. Hà fases que existem e estão registadas na história e na política, não por mero acaso ou mera distracção, algumas invocadas por ditadores e autênticos “barões do poder” do seu tempo (rei). “ O povo ouve mas não compreende”, onde é que estou? Posso estar em diversos momentos da história, em pleno 2010? Não foi, por mero acaso, que no século XVIII os filósofos constituíram conceitos opostos aos da sociedade, e não esqueçamos que os filósofos trabalham o “eu” e o “eu” somos todos nós. Apenas a Revolução Francesa tornou perceptível que o maior contributo e utilidade do povo é nas guerras? Momento onde são os heróis de uma nação? Porquê o burguês procurou fugir de Paris em 1789 , em vez de combater a desigualdade social ? Hoje, Portugal vive um momento crise tão profunda, que temos de retroceder a 1929 para procurar vestígios de semelhança. A degradação social aumenta a um ritmo acelarado e o ataque à igreja tem uma amplitude de relevo na sociedade, ditas “sociedades modernas”. Serão os bancos a auxiliar os mais pobres e aqueles que mais necessitam, numa política onde joga-se única e exclusivamente o lucro ? O famoso “crédito” com aval do Estado, e potenciando lucro, não chega às micro e pequenas empresas. Dirijo-me a uma instituição que alberga crianças e jovens em risco e pertence à igreja. Dirijo-me a um lar de idosos e pertence á Santa Casa da Misericórdia. Dirijo-me a locais problemáticos e onde a comida escasseia por esse mundo “globalizado” e o papel da igreja é fundamental. Hà pouco tempo, quando estive em Cabo Verde, as crianças de rua não tinham onde dormir, razão pela qual a igreja fornecia o átrio para dormirem e à sexta-feira de cada semana oferecia um “sopão”( distribuição de sopa) na praia para todas as crianças e adolescentes que viviam na rua, sendo a alegria destas crianças. O padre comprou viagens de avião para algumas destas crianças com ajuda população e enviou para a sua terra natal, grande maioria da ilha de São Vicente, sendo mais um exemplo das diversas ajudas da igreja. O papel da igreja na sociedade merece ser criticado de tal forma, em contraste com aqueles que não vos emprestam um cêntimo sem exploração, sem troca, sem lucro? A história prova num estudo sério e aprofundando mentalmente que, a consequência da degradação social leva ao aumento dos privilégios pecuniários das classes mais altas da sociedade, sendo um facto e não especulação nem um ataque injustificado, com quais não me co-responsabilizo. O ataque à igreja é feito, por vezes, por aqueles que chegam um dia a necessitar do papel da igreja, e são esses, por vezes, que elogiam aqueles que os oprimem.

terça-feira, 30 de março de 2010

Responsabilidade, trabalho, honestidade, coragem, tolerância, lealdade, patriotismo.

Estes são valores fundamentais delineados por aqueles que lutaram e glorificaram Portugal, valores levados nas “mochilas” por portugueses além fronteiras, valores que dignificaram a nação portuguesa. Hoje num momento difícil que atravessa o nosso país, numa crise que começou em 2007 e em actual ano 2010 ainda a vivemos, uma crise que ficará na história da nossa democracia e do mundo, que para recordarmos uma parecida temos recuar até 1929, temos o dever de honrar estes valores fundamentais e, “acordando a nossa história”, estar ao lado do país e dos homens que em diferentes épocas, e em condições difíceis lutaram por ele, salvaguardando as gerações futuras.

Poder e a Força das Autarquias Locais






quinta-feira, 25 de março de 2010

Abram-se os portões e seguimento ao debate sobre "Democracia na América", Tocqueville

Esta quarta-feira realizou-se o debate sobre a "Democracia na América" do grande pensador político Tocqueville. Foi um debate rico e pertinente nas suas questões essenciais e amplamente discutíveis, que terei tempo para aprofundar neste mesmo blogue e difundir a minha opinião. O tempo acabou por ser o maior inimigo do homem, mas questões como a Revolução Francesa, Revolução Americana, Revolução Soviética, Revolução Portuguesa, a democracia como etapa final do desenvolvimento dos povos, o fracasso do sistema monárquico, a degradação social dos povos, a centralização do poder, num olhar sobre causas para as quais Tocqueville diz , em diversos casos não serem conhecidas pelo povo, porque a opressão era a forma de controlar esse mesmo povo.
Tocqueville acerdita que a liberdade não pode fundamentar-se de desigualdade, deve haver igualdade de condições, salvaguardado por instituições cujo modelo lhe parecia existir na América. Este mesmo autor foi a primeira pessoa a cunhar o termo social-democracia, ideologia política que rapidamente se descentralizou pela Europa. Hoje, ainda conseguimos actualizar as suas visões políticas e aprender, ter consciência real sobre a Europa e o mundo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dr. Paulo Rangel merecia mais respeito dentro do PSD

O debate entre os candidatos à liderança do PSD foi de uma pobreza extrema e, essencialmente os militantes do partido, ficaram sem saber quais as ideias que estão registadas e guardadas na mente de cada candidato. Eu fiquei supreendido com o Dr. José Pedro Aguiar Branco pela negativa, pela sua intervenção inicial, pelo facto de querer dimensionar um "problema pessoal" que não suscita o mínimo interesse para os militantes e para as pessoas que assistiam ao debate pela televisão. O que interessava eram as ideias, as políticas e nesse campo, mais uma vez, temos um PSD pobre e a passar ao lado da realidade nacional, o que é lamentável, principalmente para a política nacional. E não posso deixar de assinalar esta colagem de Dr. Aguiar Branco ao populismo que existe dentro do PSD, que cativa votos pelo "Limpar roupa suja", mas ensinaram-me e felizmente ainda ensinam os grandes pensadores, os grandes políticos e o grandes professores da política e da vida, que esse não é o modo de fazer política, pois fazer política é o confronto de ideias. Eu acho que o Dr. Paulo Rangel merecia mais respeito dentro do PSD, pois é uma pessoa com potencial, inteligente, ponderado, o eterno "professor". Acho que ele também não esteve bem no debate, pois alimentou o "atrito pessoal" e devia ignorá-lo, mas de todos os candidatos é o que tem mais potencial e, sem dúvida, o com mais capacidades para exercer o cargo.

domingo, 21 de março de 2010

Fátima Lopes, irreverência e sofisticação espiritual

Estava assistir ao desfile de Fátima Lopes no Portugal Fashion e lembrava as palavras de Carolina Herrera : "A moda é uma arte que nos permite criar beleza de uma forma viva, porque podemos ver as nossas criações na rua e redescobri-las. Tem charme, glamour, elegância, poder de sedução e magia".

sexta-feira, 19 de março de 2010

Disciplinar o comportamento ilícito

O nosso país é um país agradável, mas não deixaria de o ser, e mais beneficiava, se houvesse mais disciplina no caso específico do comportamento ilícito. Há uma coisa que obrigatoriamente gera consenso, que é o facto de a pessoa que actua de forma ilícita, desconforme em relação á ordem jurídica tem de ser punida. A ordem jurídica, como a maioria das pessoas tem conhecimento, é um sistema coerente de normas, constitutivo de poderes e deveres para aqueles a quem se dirige e surgido no âmbito de uma sociedade determinada. É um mau sinal, não irreparável como há quem afirme, uma tendência evolutiva de desrespeito das normas jurídicas de uma sociedade. Mas também é de igual modo correcto afirmar, que essa tendência pode ser paralisada com medidas mais severas no intuito de protecção da nossa ordem jurídica. Eu esta semana assistia, através dos meios de comunicação social à revolta de familiares, vizinhos e amigos de um jovem “rapper” que tinha sido atingido pela autoridade policial, após desrespeito de ordens sucessivas de “paragem obrigatória”. Eu não conheço a situação em concreto, mas de um ou dois factos tornados públicos, pode-se presumir que a partir do momento em que o indivíduo não obdeceu a uma ordem da autoridade policial (partindo pressuposto não foram excedidos poderes da autoridade pública), colocou em risco todos os demais condutores, a ordem pública e desrespeitou uma norma jurídica, a própria ordem jurídica. Deste caso, interessa-me apenas a gravidade do acto, o comportamento ilícito do indivíduo. Eu lembro este caso, por ser recente, não por outra razão superior, e acho que as reacções posteriores a este acontecimento e acontecimentos similares, deve-se á falta de disciplina nos casos de comportamentos ilícitos. Lembrando E.U.A, por ter uma lei diferente, mas mais ainda, por ter uma disciplina assumida ao lidar com comportamento ilícito, gera consenso na população, porque têm a noção que é para salvaguardar ordem jurídica, e as reacções posteriores a estes conhecimentos, quando ocorrem, raros casos colocam em causa o poder das autoridades, porque há uma levada disciplina nos casos de confronto com comportamento ilícito, o que gera entendimento democrático, e mais ainda, gera apoio dos seus cidadãos. É importante assinalar que disciplinar o modo de lide com comportamento ilícito seria mais útil à sociedade. Por seu turno, não podemos ocultar o facto de que, se isso acontecesse mais seriam os casos de usurpação de poderes, mas isso é sociedade, pode é ser mais justa ou menos justa.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Oliveira Salazar esteve em Mafra

Eu não o vi, mas quem tinha obrigação de ver eram as pessoas que estavam no congresso, mas esses certamente também não o viram, mas a realidade disse-nos que Salazar esteve em Mafra e conseguiu de forma sublime transmitir a sua linha de pensamento, não sei de que forma o fez nem com que poderes, mas a verdade é que esta lei proibitiva, a designada “lei da rolha” pela comunicação social, é uma lei contra a política e contra aqueles que gostam de fazer política. Oh Santana Lopes, com todo o respeito que tenho pela sua pessoa, a sua justificação não tem o mínimo de fundamento, e é um “copy paste” de Salazar, que quando não queria ter adversários, mandava-os calar, e o PSD faz o mesmo nesta sua norma proibitiva. Eu concordo que todos temos direitos e deveres, mas ninguém tem o dever de proibir o outro de expressar a sua opinião, e se a política está centralizada na “crítica”, sendo o PSD exemplo disso, a culpa é de todos os agentes políticos e a solução mais fácil e que lembra bem o salazarismo era: “ quero-os ignorantes, porque assim não contestam”. É isto que o PSD quer? Eu não quero acreditar, mas surpreendeu-me a aprovação de uma norma que proíbe 60 dias antes das eleições os candidatos de criticarem a direcção do PSD, proibi-os de fazer política, de expressarem de livre vontade a sua opinião. Mas a surpresa e o que me preocupou foi realmente a sua aprovação, e perceber que só houve 70 votos contra, mas o que é que aquelas pessoas estavam lá a fazer? Acho que deve preocupar a todos aqueles que gostam da política e que lutaram durante anos pela liberdade. Isto demonstra, que o PSD, com excepção de 6 ou 7 personalidades (cada vez mais afastadas do partido e da sua maneira estar na política), está doente, e se continuar a procurar soluções “salazaristas” para ocultar os seus problemas, poderá, um dia destes, estar ligado às máquinas nos cuidados intensivos.

domingo, 14 de março de 2010

Discurso Responsável e de Elevação protagonizado por Marcelo Rebelo de Sousa em Mafra

O discurso de Marcelo Rebelo de Sousa em Mafra, é porventura, na minha opinião, um dos discursos mais responsáveis e sérios que ouvi nos últimos tempos em Portugal, de uma pessoa mais “independente” do que “partidária”. Neste meu entendimento individual, este discurso fez transparecer para a opinião pública a ideia de que, independentemente da qualidade registada e visível de dois candidatos, em especial da elevada qualidade de Paulo Rangel, Marcelo Rebelo de Sousa era a melhor pessoa para o cargo em discussão e em eleição.
Quando Marcelo Rebelo de Sousa falou no voluntariado, referiu com verdade que cada vez menos as pessoas (jovens) encontram causas pelas quais se debatem nos partidos, o que contrariamente acontece no voluntariado. Não podia ser mais verdade esta retórica, pois umas das premissas do voluntariado são as causas pelas quais as pessoas se debatem e o “respeito pela dignidade da pessoa humana” assente numa sociedade de valores. A política precisa de valores e a reposição desses valores passa pela credibilidade nas escolhas políticas. Marcelo lembrou de forma séria e com assertividade o passado ao dizer “que os partidos nasceram para dar voz ao povo”. Se pensarmos com verdade nesta ideia, cada vez mais há afastamento dos políticos do povo, sem razão de coerência mínima, pois também isso é “cortesia social”, elevação e probidade, mas encontrar essa elevação começa a ser um caso de “distinção política”.
Foi descrita de forma patente e ponderada a realidade do país e a forma “omissa” como ritual de actuo do governo em relação a essa verdadeira realidade ou a forma “activa enganadora” como ritual alternativo, tendo sempre em mente umas próximas eleições, coisa que, infelizmente, não deixa o Governo dormir descansado e tomar medidas sérias, sem receio da contestação social, que será inevitável se quiser optar pela via da responsabilidade.
Neste discurso, Marcelo não deixou de referir que os políticos e os gestores deviam dar o exemplo, mas pergunto quando isso irá acontecer? Este Governo concorda que deviam dar o exemplo, mas o que verificamos é gastos e mais gastos em pessoal (vejam o número de pessoas que enchem os gabinetes da A.R e que são nomeados pelo governo) e viagens por parte dos políticos e não vemos um exemplo digno de louvor. Eu acho que Marcelo discursou de forma séria e com elevação e categoria, pensando no futuro do país, não transparecendo a sua “veia partidária”, mas transparecendo a sua inteligência e independência pessoal na transmissão das suas ideias políticas, terminando com a preocupação e apelo dirigido a todos que gostam da política: “ que a política precisa de gente séria, independente e com mérito”.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sr. Novo, um exemplo

Não é uma das pessoas incontornáveis da comunicação social dos últimos séculos como a pessoa a quem respeitada e delicadamente me dirigi anteriormente, mas é um exemplo de coragem, determinação, humildade, saber e um amigo que acaba de terminar a licenciatura de Direito na U.C.P, com 67 anos de idade. Entrava na sala de aula e alguém me dizia: “ O Sr. Novo já fez a oral interdisciplinar João e passou”. Confesso que foi um momento de grande felicidade para mim, porque é uma pessoa por quem tenho uma grande estima pessoal e que gostei sempre de acompanhar, preservar e admirar. Eu não me esquecerei e o Sr. Novo também não certamente do momento em que na biblioteca o seu código de trabalho era analisado de forma coerente e séria e as remissões eram apostas no código. No dia do exame, uma das pessoas que vigiava o exame retirou-lhe o código, por ter encontrado duas palavras escritas ao lado as remissões. Quando soube senti-me mal e constrangido pela situação e pelo desequilíbrio de rigor e parcialidade na exigência deste caso específico, pois eu também tinha sido cúmplice na escrita dessas palavras, com perfeita consciência de não haver problema, pelo facto de as palavras escritas não serem consideradas “graves” nem de influência directa no exame, sendo apenas meros indicadores (subtítulos) de uma matéria específica. Importa referir que era unânime que a U.C.P não perderia o rigor e a excelência no caso de ter optado por outra vida de resolução. A nota saiu e sem o código de trabalho, instrumento essencial, o Sr. Novo conseguiu passar. É fantástico não é?
Eu digo-vos que aprendi muito, esperando continuar aprender, porque vou continuar disposto aprender com pessoas de grande valor humano.

Grande Noite, L.A

domingo, 7 de março de 2010

Francisco Pinto Balsemão

É um dos nomes incontornáveis da comunicação social dos últimos séculos. É no âmbito da comissão de Ética, Sociedade e Cultura que Francisco Pinto Balsemão enumera os 2 cenários possíveis que ilustram bem e de forma irónica o caminho que o indivíduo livre pode seguir no seu raciocínio. Um primeiro cenário: controlo da comunicação social (criação legislação válida construída no primeiro governo do Eng. José Sócrates com objectivo enfraquecer os media privados e aumentar os poderes dos media públicos; PT compra Media Capital; Ongoing controla a Impresa, querendo ficar com 50% participação social, dividindo o poder; Correio da Manhã é comprado, falou-se 140 milhões euros; Controlinveste é comprada; RTP; RDP e LUSA é controlada; lança-se 5 canal de televisão; o jornal Sol é para fechar). Este cenário é designado como o cenário Bingo.
Um segundo cenário: cenário do acaso e da incompetência ( a criação de legislação válida construída no primeiro governo do Eng. José Sócrates não foi com objectivo enfraquecer os media privados, mas com objectivo garantir independência nos meios comunicação social; a PT nunca quis comprar a Media Capital; Ongoing quis de forma livre entrar com capital na Impresa mas não com objectivo de controlar a Impresa; o Correio da Manhã nunca esteve para ser vendido; a Controlinveste nunca esteve para ser comprada; a RTP é independente; não houve intenção, nem nexo de causalidade entre governo e surgimento de um 5 canal de televisão; o jornal não fechou, porque apareceu um grupo angolano para comprar o jornal o Sol.
Estes dois cenários demonstram a liberdade de expressão, e é interessante e inteligente este exercício de raciocínio.

sexta-feira, 5 de março de 2010

CEJ

Esta foi uma semana agitada na U.C.P, onde o trabalho e o empenho foi uma vez mais a palavra de ordem e de excelência na Universidade Católica. Entre os diversos convidados de qualidade ímpar na sociedade portuguesa (pessoas singulares e colectivas), a Universidade recebeu o CEJ (Centro de Estudos Judiciários). Foi interessante analisar os dados estatísticos, que ilustram a realidade do CEJ, onde em 2008 houveram 100 vagas, e foram admitidos 1283 candidatos, sendo 950 por via académica. Destes 1283 candidatos apenas 160 candidatos passaram à fase oral e foram aprovados na prova oral 135 candidatos. E a mulher representa 75% dos candidatos, o que revela a força da mulher na educação. A entrada no CEJ é exigente, gostei da exposição a que assisti e das conversas informais estabelecidas entre os diversos intervenientes do momento. Esta semana, Miguel Sousa Tavares falava da falta de preocupação ao verificar os dados estatísticos que revelam a elevada diferença entre homens e mulheres relativamente às taxas de sucesso e própria frequência universitária e este dado do CEJ é mais um suplemento desse crescimento feminino.

Crescimento pessoal

Aprender, aprender e aprender. É o que vou procurar fazer em mais um dia, sem antes partilhar convosco este pequeno episódio. Esta semana uma pessoa ilustre da sociedade portuguesa, preservando o seu bom-nome, dizia-me: “numa dada altura perguntei a um advogado estagiário qual o objectivo dele na sociedade de advogados e a resposta do advogado estagiário foi que gostava de um dia ser sócio da sociedade de advogados. Eu respondi-lhe: O meu objectivo é um dia voltar a ser advogado estagiário, para voltar aprender”.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ética

Nós inter-relacionamo-nos porque as nossas acções e manifestações obdecem a regras, e por isso mesmo, se tornam intelegíveis. Vivemos numa sociedade democrática e a nossa conduta humana é regida por regras, sendo estas regras de origem social. Por vezes, e já aconteceu a qualquer indivíduo, hà graves violações de regras de conduta, seja por omissão ou por acção, que nos supreende e que nos faz pensar que uma sociedade para evoluir precisa de obdecer aos seus princípios básicos e às regras de conduta humana para garantir uma verdadeira sustentabilidade democrática . A ética tem haver com modo de ser, carácter de cada pessoa, com a sua conduta, seus princípios e como refere S. Vasquez : " A ética é a ciência que estuda o comportamento moral dos homens na sociedade". Mas temos uma sociedade de valores ? A realidade mostra-nos que cada vez menos o indivíduo tem ética, tem valores incorporados no seu dia-a-dia, pois a actualidade revela-nos que o indivíduo só cumpre aquilo que é obrigado, só cumpre se houver uma ordem judicial, por imposição de uma norma jurídica. A ética é um compromisso sério de uma sociedade que queira evoluir e ser inteligente, porque trata de valores e respeito para com os indivíduos, mas quando falamos de ética é inevitável não lembrar a falta de ética que hoje existe na política, sendo da política que emergem as principais medidas para o país.

Povo solidário

É um sinal positivo verificar que cada vez mais somos um povo solidário, cada vez mais estas "tragédias" (recentemente Haiti e Madeira) captam das pessoas o seu "lado humano" e aproveitando esta solidariedade seria bom que houvesse muitas pessoas este ano a fazer férias na Madeira e a incentivar o turismo e ajudar aquele povo, que vai precisar da ajuda nacional e internacional, pois é o seu modo de vida e de subsistência. Seria bom e útil para a região autónoma, por exemplo, haver uma campanha de incentivo às pessoas a viajarem para a Madeira, incluído num plano estratégico.

Rio 2016 ;)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

António Lobo Xavier

Ouvia o ilustre e respeitado António Lobo Xavier, administrador da Sonae ( a experiência da falhada OPA da Sonae sobre a PT explica o conhecimento sobre o que se pronuncia), e subscrevia o que dizia : " Será que ninguém sabia sobre o negócio da PT sobre a TVI ? " Eu acho, e isto já se tornou um uso na política, que já existe pouca gente na política a dizer a verdade e isso pelo facto de qualquer "artista" hoje ser político. E o que preocupa é que as pessoas que lutaram durante anos e anos para merecer o respeito das pessoas pela dignidade do seu trabalho, reconhecido nacional e internacional, até essas "pessoas" são colocadas em "cheque" pelos "bandeirantes", que são aqueles que que enchem os gabinetes, que fazem os recados, que percorrem as ruas secundárias da política. Eu referi o Dr. António Lobo Xavier, porque ele não é nenhum "radical" como o ouvi afirmar, porque radicais são as pessoas que acreditam que o nosso Primeiro Ministro é um santo e que nunca soube de nada.