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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sr. Bastonário, o sábio

Descobri que, a ordem dos advogados tem um sábio, mas que não sabe nada. Parece contradição, mas é um sábio dos tempos modernos, cuja definição ainda está em estudo.
Eu fico estupefacto e preocupado, ao abrir, os blogues, as redes sociais, como, no facebook, a página dos estudantes da UCP, e, nem que seja um ou dois, existir quem apoie este homem nas declarações públicas que emite. O último caso das agressões continua a ser falado e comentado, e uns, discutem a "mão pesada" do juíz, outros defendem e respeitam a posição do juíz.
Mas eu questiono, ninguém discute os factos e o pressuposto que está na base da aplicação da medida de coacção pelo juíz, que é o perigo de continuação de actividade criminosa, expresso no artigo 204º 1 alínea c) do Código de Processo Penal ? Ninguém fala das ameaças futuras, que foi um dos factos que indiciaram perigo de continuação da actividade criminosa ?
Uma das pessoas a pronunciar-se em público foi o pai de um dos arguidos que, diga-se de sua verdade, fez o depoimento mais interessante e útil, colocando-se na posição da família da vítima. Era a única pessoa doente, e que falou de forma mais coerente e assertiva, ao contrário dos restantes, incluindo o Bastonário que, não estando doentes, só prestaram depoimentos inúteis e sem um fundamento credível e coerente. Alguém pensa na jovem agredida brutalmente, sendo ofensas à integridade física qualificada, e nas represálias que a vítima sofreria, sendo a ameaça um forte indício, a par da situação degrada e o meio social da família dos agressores ?
Invocando o sábio, agora o verdadeiro e que honra a história, levanto-me e faço um esforço para adivinhar o futuro com o seguinte comentário : " Vai-lhes fazer bem os 4 meses na prisão de tires".

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Prisão Preventiva

Hoje, discute-se o vídeo de uma jovem agredida brutalmente, um acto de uma violência muito grave, sendo um vídeo entre milhares, um caso entre centenas que não deve ser, mais uma vez, atirado para a impunidade. Num país, onde diversas pessoas e personalidades colocam em causa, sem conhecimento do processo, a medida de coacção mais gravosa aplicada pelo juiz, a prisão preventiva, acho curioso que, hoje muitos dos que criticam a medida foram ontem os mesmos que afirmaram que a justiça é uma lástima e não funciona.
Não sei se a medida aplicada foi justa ou não, porque não tenho conhecimento do processo para poder pronunciar sobre os pressupostos do artigo 204º e artigo 202º C.P.P, mas se tinha antecedentes criminais e havia ameaças e possibilidade de voltar a praticar o crime, o perigo de continuação de actividade criminosa é uma forte possibilidade, discutível.
O bastonário da ordem dos advogados não deixou esvanecer o seu tempo para, disparar contra os tão famigerados juízes com quem criou uma guerra, fazendo uma figura triste e inqualificável, de pessoas que lhes merecem respeito, mais não seja, institucional. Há juízes bons e maus, como há advogados bons e aqueles que não ganham uma acção, verdadeiramente fracos, e deve ser censurado este comportamento de pôr em causa constantemente as decisões dos juízes desta forma deplorável com que os insulta, sem um discurso crítico e lógico, pois eu acho que não podem, mas devem ser postas em causa as decisões de um juiz, mas devidamente fundadas e justificadas, não criticando com o único objectivo de denegrir uma classe.


quinta-feira, 12 de maio de 2011

Legiao da Boa Vontade, ronda dos Sem Abrigo.

Um testemunho, uma realidade policial desconhecida e uma pena de prisão de 100 dias substituída por trabalho a favor da comunidade, na Legiao da Boa Vontade.
O testemunho de quem mostra arrependimento e recorda o dia : " Estava a conduzir sem carta de condução, e depara-mo com uma operação STOP, a qual tento contornar por uma rua pararela à mesma, mas a polícia também aí se encontrava. Fui mandado parar e tentei fugir, momento no qual a polícia dispara para matar em direcção ao carro, assusto-me e ao abrir o vidro o polícia pede-me para encostar à direita, não cumpro e tento fugir novamente à polícia a qual dispara um segundo tiro para o vidro traseiro do carro. Consegui fugir, mas posteriormente entreguei-me às autoridades. Estava indiciado da prática de 6 crimes, entre eles desobediência qualificada, condução sem habilitação legal, condução perigosa, coacção sobre as autoridades, mas apenas ficou provado 2 crime, o de condução sem habilitação legal e condução perigosa. Advogado pediu para substituir a pena de prisao de 100 dias por trabalho a favor da comunidade, que foi concedido". Um caso que faz reflectir a actuação dos orgãos de polícia, que devem ter ordens para agir, mas não para "matar". Um indivíduo que fez trabalho a favor da comunidade, que o tornou uma pessoa mais responsável e capaz de cumprir regras normativas, percorreu as ruas do porto com a legiao da boa vontade, que parte para o terreno a partir das 9:30 horas da noite, para a ronda dos Sem Abrigo. Sou uma pessoa que acredita no trabalho a favor da comunidade como forma de ressocialização do ser humano, como uma forma de aprendizagem e evolução de vida. A legiao da boa vontade é uma das diversas instituições que lida com aqueles que hoje precisam de nós, mas urge afirmar : " só está na rua quem quer ", dito por quem trabalha diariamente no terreno e de quem nutro consideração, um dos chefes da legiao da boa vontade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tiro o meu chapéu ao Sócrates

Um dia, quando já cá não estivermos, algures neste país será estudada esta crise e todos os seus responsáveis e figuras. José Sócrates será indiscutivelmente uma figura de destaque, lembrada como o homem que conseguiu fazer da manipulação, persuasão e mentira armas de guerra e combate. Arrisco dizer que este homem é um génio. Imagino, daqui a longos anos, a análise e estudo deste momento, da conferência de imprensa ontem, onde apenas disse o que os portugueses queriam ouvir, após ter manipulado as pessoas com a possibilidade de cortes graves no 13º mês e no subsídio de férias, tendo conhecimento hà meses das medidas que vão assolar o país e do acordo celebrado há mais de 1 ano com os organismos internacionais. Há pouco tempo lia um grande livro de Wiston Churchill e não tenho dúvidas de afirmar :" Ele gostaria de conhecer este artista político, aprender com ele esta arte de tão bem enganar".
Convence as pessoas, e ainda faltam os comícios, porque nessa altura não vai ferir, mas "fuzilar" o inimigo, já estou a imaginar em Matosinhos : " Camaradas temos de continuar aposta na Educação, nas energias, o nosso compromisso é para cumprir, o PEC4 que o PSD chumbou está aí, não vamos cortar no 13º ou subsidio como andavam a falar ( uma das jogadas será esta, que ele próprio foi o mentor) ". Caso para desabafar, "my god, how is possible ?".
Neste momento insular da nossa democracia, tira o meu chapéu a este homem, a este mentiroso compulsivo que, vai ganhar as próximas eleições e a onda de emigração vai crescer de forma galupante. Ele começa a ser um ícone político, que cria uma crença nas pessoas e tem seguidores que, na maioria, são uma camada larga da sociedade portuguesa, que dorme na distracção, esquecendo que alguém está a fazer dessa distracção um modo de vida, até mesmo um movimento.
Em suma, a novela continua e, o "escravo" Passos Coelho continuará a servir o José que, em cada tiro mata um Coelho.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mário Soares

Uma cerimónia diferente, um 25 de Abril triste e difícil o nosso, o de 2011, que tem o seu lugar na história, não pelo dia em si, mas pela época controversa que o mundo e o país enfrenta. Quatro discursos, um destaque, o de Mário Soares. Gostei de ouvir particularmente o discurso de Mário Soares, foi o mais assertivo. Deixem-me confessar que tenho gostado de ler muito do que escreve e da forma como tem pensado sobre determinados temas e da própria situação do país. Neste 25 de Abril de 2011, soaram 4 discursos de 3 ex-Presidentes da República e o presente, todos pronunciaram e aclamaram consensos políticos em prol do avanço do país e da vida do povo português. Hoje, admiro-me ao tomar conhecimento da posição do PSD em relação aos tão famigerados "consensos alargados" ou mesmo "união nacional" , por Aguiar Branco, negando essa possibilidade, e sublinhando que o objectivo é "maioria absoluta". Urge colocar a seguinte questão : onde está a identidade do maior partido da oposição ? quem manda proferir estas declarações dentro do PSD, de uma pessoa que há muito anda perdido no partido, concorreu para perder, votou a favor da moção de censura do bloco de esquerda e agora quando, as sondagens já colocam o PS no pelotão da frente, vem pedir aos portugueses maioria absoluta, como se os portugueses fossem uns "bananas" ? Após as comemorações do 25 de Abril, da particularidade de cada discurso, das opiniões juntas e subscritas de várias personalidade do nosso país nas variadas áreas, da imposição por quem nos empresta dinheiro de um entendimento imediato, ouvir estas declarações, em representação do PSD, é de quem vive noutro país, e está cá de férias.
Termino citando as últimas palavras do discurso de Mário Soares : "O Povo Português é excepcional, como sempre tem demonstrado ao longo de quase nove séculos de história. Tem hoje elites como nunca teve no passado: cientificas, intelectuais, artísticas, culturais, universitárias e até desportivas. E milhares e milhares de licenciados e de jovens que passaram pelas nossas excelentes Universidade e têm hoje uma educação superior. Com recursos humanos deste nível, um Estado, para mais com a nossa história gloriosa, pode ter dificuldades sérias mas vai sempre ultrapassá-las. Tenhamos pois confiança no nosso futuro colectivo – não nos deixemos cair em pessimismos doentios – até porque seremos todos nós que teremos de o construir".

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lady Diana Spencer




Um das minhas companhias na leitura diária é, a, em tempos, e que tanto admiro, "princesa do povo", Lady Diana Spencer, um exemplo de ser humano para todos nós, que soube retirar das suas acções o sentido afirmativo, conseguiu criar uma nova forma de contacto com as pessoas, quebrou com protocolos em prol de princípios éticos, morais e essencialmente solidários, uma capacidade de comunicar e gerar empatia com o povo que fez a diferença. Na noite do seu fatídico acidente, já algo não corria bem, estava triste e queria ver os seus filhos, entrava contrariada no Hotel Ritz em Paris para jantar com Dodi Al-Fayed, momentos antes ter entrado no carro até ao túnel da Ponte de l'Alma. Foi um exemplo de dignidade e, num momento em que estava feliz com o facto de Tony Blair, como lhe outrora tinha prometido, a ter integrado a liderar o objectivo : ajudar "África" com a sua eleição, estava prestes a transformar a sua "fama" e toda a sua visibilidade em proveito dos mais desfavorecidos, mas o tempo esvaneceu e o palco fechou-se.
Num período peculiar da vida social monárquica, é tempo de termos saudades da Princesa Diana:)







Sondagem, PSD (Equipa B) prepara passadeira vermelha ao PS

O PS poderá ganhar as próximas eleições ? Preparem as fronteiras pelo possível e presumível congestionamento. Mas a alternativa é Passos Coelho , com Marco António a Ministro da Justiça ? Fujam! Desde do congresso de Mafra, que Pedro Passos Coelho anda perdido no atlântico à procura de quem o salve, de quem atenda o telemóvel e se junte a ele neste quase "certo" naufrágio. A última notícia vem directamente do jornal "sol", em que o protagonista é António Capucho, mais um jogador da equipa A que rejeita integrar a equipa B do PSD afirmando : "Só vou se for para Presidente". Porque não abrir concurso público para as pessoas que quiserem candidatarem-se aos cargos, caso PSD ganhe ? Hà uns dias, escrevi que o líder do PSD nomeia as pessoas como quem estuda para um exame sem ler uma página da matéria e não podia ser mais verdade, no estado em que o país se encontra, que pedimos dinheiro emprestado, as pessoas que nos emprestam estão no nosso país, andamos a fazer estas figuras tristes e deploráveis. E esta recusa deve ser motivo de reflexão em Portugal e nos Partidos Políticos, veja-se que este Senhor António Capucho revela, sem papas na língua, que quer um "bom cargo", que quer um "tacho " como deve ser, e que se assim não for, nem pensem sequer numa vice-presidência, porque diz: "só sei ser presidente". O que pensa do país em relação ao futuro ? Eu respondo Preocupação, porque preocupa-me pensar ser governado pelas pessoas que neste momento estão no PS e PSD, são os fracos e o país não merecia isto, muito menos a sua história e aqueles que dela fizeram parte e lutaram até ao último minuto por nós. Dr. Rui Rio apela à mudança de sistema e regime, todos caminham nessa estrada e não pensam nas consequências e nos seus efeitos.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Rio Covo, Santa Eugénia, 09-04-11

O dia nasce, a equipa da UCP une-se e o destino é Rio Couvo, Santa Eugénia. Um cantinho do nosso país, onde cruzam-se os valores e as dificuldades, gerações de trabalho árduo onde a dificuldade é uma forma de vida e não um obstáculo a superar. Uma terra invadida de histórias, desde do homem que tentou suicidar-se com remédio de escaravelho ( percebendo "hoje" que errou e que é um acto de cobardia, tantos que partem e queriam estar aqui a viver, a lutar ao nosso lado ) ao que foi burlado por um agente de telecomunicações "optimus", só tendo conhecimento da burla após a recepção da factura mensal que tinha de cobrança de um serviço que assinou, sem ler o texto, confiando na palavra do dito "agente" ou lendo apenas o texto de forma parcial ( Se tem que assinar não confie na palavra reproduzida oralmente, confie na palavra reproduzida textualmente). Uma zona de artesãos, onde as queixas da concorrência "chinesa" é forte, em que o normal parece regressar e o produto português tende a possuír uma nova expressão. Cartonageiro onde estás tu que fabricas e vendes produtos em cartão ? Arte de quem nunca esquece, dizia-me : " Aquele barraco custou-me 50 mil euros e ainda o estou a pagar com os rendimentos desta arte, que é pobre mas digna". Eu que nem sabia o que significavas, nem tu nem a arte, que de tão digna faz sua expressão, e até paga o barraco. Um cruzar de vivências, desta vez em Santa Eugénia.

Portugal, 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ai se Sá Carneiro fosse Vivo!

domingo, 10 de abril de 2011

Passos e Sócrates, só falta o diabo

Acabo de tomar conhecimento da chamada de "Fernando Nobre" para cabeça de lista por PSD para Lisboa e possível presidente da Assembleia da República por indigência. Mas o que é isto ?Num momento peculiar, em que acabamos de pedir ajuda internacional, de um lado temos um comício, uma festa socialista de quem passa ao lado desta crise, do outro temos um candidato a "líder" de um país que ora liga à Dr. Manuela Ferreira Leite ( que o excluíu em Vila Real de candidato pelo PSD quando fora presidente do partido) para falar ao país, ora faz nomeações para cargos de relevo como quem faz um exame sem estudar uma página, ou esta nomeação de Fernando Nobre quer enganar alguém, a não ser com intuito meramente eleitoral ? As propostas para o país ?
Impressiona a forma como tudo esvanece no tempo, como ainda ontem foi pedir-se dinheiro emprestado e hoje faz-se uma festa, como ainda ontem rejeitou-se um PEC sabendo que agora teremos um PEC a dobrar. Começa a preocupar se não houver pessoas que cheguem à frente dos principais partidos, porque mais que tudo, o "hoje" preciso dos melhores, e, neste momento, tem os piores, os piores entre os piores.
Acho que só falta o diabo!

sábado, 9 de abril de 2011

Direito para ricos

Um país, onde existem 9.000 advogados, inscritos na ordem dos advogados que votam nesta "espécie de bastonário" que oprime e afronta os jovens que pretendem ingressar na ordem dos advogados é um país que deve fazer todas as pessoas reflectir, ou não pensamos em futuro cá dentro ? Esta semana, Dr. Joaquim Azevedo, Director da Escola de Direito da Universidade Católica Portuguesa, qualificou-o de "inimputável", não chocante, porque chocante é haver uma pessoa que não quer oferecer oportunidades a quem tem ambição de exercer advocacia, é aumentar em 1300% uma taxa de 50 euros para 700 euros aos advogados estagiários (até à realização do teste escrito no final da fase da formação inicial, desconhecendo um princípio básico como o da proporcionalidade), passar o exame de agregação de 50 para 650 euros, é haver 9.000 advogados que se protegem entre si, e defendem o "atraso", o "populismo", a "mentira", a "ditadura", o "baixo nível", a "taberna" " formação defeituosa", etc. É este o caminho de progresso em que os advogados que votam neste senhor acreditam ?
Enfim, como disse um dia um grande professor : " voltem às salas de aula que estão perdoados e ninguém tem falta". A restrição com base no poder económico é um atraso a todos os níveis, é uma não evolução e uma injustiça muito grave, cometida por quem há 1 ano entrava na Universidade Católica a afirmar o seguinte : " Nós queremos que qualquer pobre possa tirar um curso de Direito". É cómico não ? Na altura foi dito com seriedade por uma pessoa que não merece o respeito de ninguém, porque é mal educado e mal formado.
Passo a subscrever o pensamento de uma estimada amiga :
"Não estamos em finais de século XIX nem início de século XX e há coisas básicas que têm que ser enraizadas de uma vez por todas nos tempos que correm:
1.º - Estamos inseridos num mercado de livre concorrência e, sendo esta uma profissão liberal, que naturalmente exclui "os mais fracos", não consigo entender, nos dias de hoje, esta visão tão proteccionista (dos já instalados e não necessariamente dos melhores, diga-se!).
2.º - Caso não se concorde com licenciaturas de bolonha, esse é um problema que concerne ao sistema de ensino, nomeadamente às universidades. Na verdade, a Ordem não pode vedar o acesso à profissão com esse argumento! Isto porque o aluno não pode optar entre uma licenciatura de bolonha ou outra diversa que a Ordem dê primazia, é-lhe imposta a de bolonha.
3.º - Esta deliberação 855/2011 não passa de uma atitude vergonhosa por parte do Senhor Bastonário que me parece querer repercutir nos advogados estagiários as custas e honorários que desembolsou no processo que perdeu, esquecendo-se que há estagiários que nem sequer são licenciados no plano de bolonha - é o meu caso.
Como não conseguiu alterar os Estatutos e impor mestrado a todos como condição de aceitação na Ordem, nada melhor que aumentar as taxas... Isso sim, exclui os maus dos bons e não os que têm maior capacidade económica dos que não têm, enfim...
4.º - Por outro lado, "casa de ferreiro, espeto de pau", uma vez que há um princípio em Direito bem conhecido (pelo menos pelos advogados estagiários, pois não deveriam falar nele nas licenciaturas mais remotas, só pode) que é o conhecido princípio da tutela da confiança! Ora, aquando da inscrição vigorava uma tabela de taxa de emolumentos que, a 15 dias de estágio é alterada repentinamente... Alterada de 50 para 700 euros - diga-se que o princípio da proporcionalidade também não deve ser conhecido pelo Senhor Bastonário! Ah, e aqui o argumento do aumento de custos com a formação inicial também não procede, uma vez que a carga horária foi reduzida em comparação com o anterior curso assim como os 50 se mantém à hora no pagamento dos formadores.
Que se façam exames com o grau de dificuldade que é exigido a um recém-licenciado em Direito (algo que se espera para Julho, na verdade), que se faça uma avaliação contínua na 1.ª fase, levando em conta a presença nas aulas, a participação, a entrega de trabalhos (porque bem vejo as aulas vazias e a pouca participação!)... Não queiram é atirar areia para os olhos das pessoas com aumentos de taxas dizendo que isso sim é que traz mérito à advocacia e à justiça! Isto é um atentado contra a dignidade das pessoas e no mínimo vergonhoso! Acorde para a realidade Senhor Bastonário e deixe-se de birras imbecis! Preocupe-se sim em excluir os melhores dos piores através de um sistema que dê ênfase ao mérito porque isso sim é que dignifica a Justiça e não as possibilidades económicas das pessoas, principalmente na actual situação financeira em que nos encontramos - tenha vergonha!".

sábado, 2 de abril de 2011

Mouriz, 02-04-11

São 8:00 horas manhã, o alarme toca e hoje o destino leva-nos para Mouriz. Uma aldeia de gente humilde, que vive essencialmente da agricultura, que ainda fala em escudos, onde a pureza é uma forma de estar e de vida. A primeira pessoa com que me deparo na aldeia possuí 9 filhos, uma vida de trabalho árdua e uma miserável reforma, que ao fim de 10 dias já não existe, esvanece num tempo que já não é nosso, mas a Deus pertence. A farmácia é uma das detentoras de parte destas reformas que foram conseguidas com um sacrifico não reconhecido, por aqueles que não querem ver ou utilizam os atestados médicos para servir de justificação para o facto de não poderem ver. Viver com dignidade é um dos pilares de sustentação de uma sociedade democrática, mas exige fiscalização, porque existem pessoas em Portugal a quem o Estado lhes retira a dignidade, sendo muito grave. Mouriz, uma terra onde o ar expirado é puro, o oxigénio exalta dos campos e a agricultura o principal meio de subsistência da região, não surpreende a pobreza, mas o modo como a encaram, a coragem e a esperança de que amanhã o sol vai brilhar na aldeia. Numa avaliação dos políticos no local, é "devastador" o cenário, sendo curioso o encontro de mentalidades, entre o antigo ex-combatente do ultramar que elogia Paulo Portas pelos 150 euros a que hoje tem direito, e o "fanático" socialista, que admira o José Sócrates ( de início pensei que estava brincando), invoca que não concorda com aqueles a quem o Estado atribuí rendimento de inserção social sem fiscalização e passado poucos minutos, aparece uma familiar afirmar: "ele não quer é trabalhar, vive do rendimento mínimo". Um "PSD" sem alternativas, na pessoa do Passos Coelho é um sentimento generalizado acumulado com um medo de nova eleição de Sócrates. O afastamento dos políticos destas gentes pode ser um dos indícios de um possível fim ou substituição de sistema, porque não devemos aceitar que o Estado e os políticos continuem a "fechar" os olhos às dificuldades das pessoas mais pobres da sociedade, que vivem mensalmente com rendimentos abaixo dos 300 euros, pessoas que, no campo das "obrigações" estão em igualdade com os restantes cidadãos, mas no campo dos "direitos", não existe essa igualdade, não é assegurado para todos o direito a uma vida com dignidade. Foi nesta mesma aldeia, que estive bem e, que, constatei as dificuldades profundas em que muitos vivem, encontrei gente pobre em termos materiais, mas rica em termos humanos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

"Ficar parado em Portugal fica mais caro do que andar a viajar pelo mundo"

Namíbia



Quando leio Gonçalo Cadilhe, de quem tenho particularmente estima pela opção de vida fantástica, diferente e decidida que escolheu ( para mim normal e rica), pelo saltar da sua base de conforto para a vida, revejo-me em diversos dos seus pensamentos, e no último livro " O mundo é fácil", não podia ser mais verdade o sentido indicado de vida e toda a sua genuidade no modo como nos relata e ensina, e, aprender com o outro é a forma mais sábia de crescer para mim. "1 km de cada vez" e "África acima" são outros bons exemplos de que o pior naufrágio é não partir. Citando-o : " A viajar aprende-se que viver custa pouco. Ou que as melhores coisas da vida são grátis. Ou ainda que o dinheiro só faz falta a quem o tem. Pode parecer-te que estou a tentar passar uma ideia romântica da viagem, em que o viajante é um asceta vivendo de sol e ar. Não é bem isso, mas não fujo muito à verdade se te disser que estar parado em Portugal fica mais caro do que andar a viajar pelo mundo. Uma razão para isso tem que ver com a predisposição que se cria em ti, quando viajas, para aceitares níveis de conforto e consumo muito básicos, porque sabes que é uma situação passageira e porque tudo o resto que está a acontecer na tua vida o justifica. A segunda razão, mais óbvia, é que Portugal tornou-se mesmo um país caro. E se começares a contabilizar o dinheiro que gastas num jantar com amigos, numa ida a uma discoteca, na gasolina, na prestação da casa, no par de sapatos que nem precisavas, enfim, percebes onde quero chegar ? " (" O Mundo é fácil", Pág. 26)
A viajar, na própria vida diária, no cinema, no café, na praia, na universidade, aprendi que fazer esta nossa viagem não é procurar, mas sim encontrar, que não se encontra o que se procura, mas o que se encontra.

sábado, 26 de março de 2011

Providência Cautelar Sócrates

Hoje, abandona-se o país de uma forma simples, fria e estratégica, e as pessoas ? Esta demissão do Primeiro-Ministro de Portugal aconteceu tardiamente, de quem abandona o país como quem abandona uma sala de aula e num momento estratégico para o partido socialista, ou ainda ninguém reparou na euforia dos principais partidos desejando eleições, tão só equiparada à alegria das crianças quando são levadas para um parque infantil para brincar ? Ninguém duvide que o partido socialista preparou o "palco" ao milímetro, de forma pormenorizada, antecipou discursos e cenários e conseguiu de forma subtil colocar as culpas no vizinho e influenciar a opinião pública no sentido eleitoral pretendido e ambicionado. Onde está o primeiro-ministro que não desistia ? Onde está o primeiro-ministro da legitimidade democrática, que o fazia manter no poder até ao final da legislatura ? Onde está o primeiro-ministro que estava no caminho certo, quando em 2008 baixou o IVA afirmando que estaria breve o fim da crise ? Onde está o primeiro-ministro que dizia: "Em primeiro os portugueses" ?
A inteligência faz-nos recuar ao discurso do Dr. Aníbal Cavaco Silva, na tomada de posse de 9 de Março, e perceber a razão e a natureza dos acontecimentos. Neste dia, José Sócrates decidiu, à sua boa maneira "costumeira" que, a táctica seria a instrumentalização do PEC4 para pressionar a oposição e derrubar governo com "falta justificada", antecipar a decisão final, uma espécie de "providência cautelar Sócrates", tendo conhecimento e certeza que em breve, se não o fizesse, haveria quem o substituísse nessa tomada de decisão. O Governo já tinha a estratégia delineada e preparada para o momento, tão previsível que revolta o cidadão comum que vê o seu país afundar e a lembrar aqueles que em tempos por ele lutaram com garra, rigor, honestidade, competência e trabalho.

segunda-feira, 14 de março de 2011

2º pessoa que mais admirava na vida

"Só hoje voltei e consegui escrever algo, dizer-te que na quinta-feira recebi uma "notícia" que não queria receber, no momento em que ia responder à tua mensagem soube que perdi uma das pessoas que eu mais admirava na minha vida, que eu adorava, a seguir à minha mãe ( que amo mais que tudo). Falávamos em admiração não era ? Nem por acaso:(
Uma pessoa diferente e que fazia a diferença em todos os aspectos, com uma humanidade rara no ser humano comum (foi assim que marcou as pessoas e vai sempre marcar onde estiver), sentiu uma dor no peito e levaram-no sem dizerem nada, possa que doloroso modelo de vivência humana que nos é imposto não achas ? Fiquei chocado! Um exemplo de pessoa, que será lembrado como um grande humanista, um grande amigo e um grande Tio. Fez nesta quinta-feira uma semana, que chegou a Portugal, veio ao Porto procurar por mim, queria estar comigo, jantou comigo e falamos da maneira que só nós sabíamos e gostávamos, demonstrou a admiração que nutria por mim, mas admiração era mútua, eu admirava-te! Há uma semana visualizava os meus textos e partilhava a admiração. Hoje escrevo por ti, pela admirável pessoa que foste e serás para mim na vida. Um dia quando partir deste modelo de vivência humana vou encontrar-te e vamos voltar a falar um para o outro como só nós sabíamos."

quinta-feira, 10 de março de 2011

Telefonema "Geração à Rasca"

Em tempo, defendi e escrevi que hà uma classe que tem sido esquecida e mesmo abruptamente ignorada neste país, e essa classe é a jovem, cada vez mais uns escravos num deserto à procura de algo para beber. Qual o jovem que, com ambição, hoje não pensa em deixar o seu país se surgir oportunidades ? Eu digo que, hoje questiono o meu futuro neste país, embora não tenha a intenção de o abandonar por abandonar, mas sim derivado de uma valorização exterior, de um mercado exterior que está atento aos jovens de um país que os ignora. Há muito que ninguém é responsabilizado pelas medidas que implementa e oculta, mas continua muita gente por esse país fora a sofrer, e os jovens representam um número elevado desse sofrimento, sendo que no país real já existe jovens abandonar as faculdades por impossibilidade económica de prosseguir os estudos, jovens que trabalham para sustentar família, mas alguém do governo percebe isto ? Não, porque o mundo em que vivem é de afastamento das gentes que sofre e passam dificuldades e isso impossibilita observar a curto prazo indícios de sustentabilidade. Temos um país que não cresce há 10 anos, e mesmo que um jovem queria ajudar o seu país, como é que pode fazê-lo ? Urge olhar para esta classe antes que seja tarde ou correm o risco de ser govenados um dia por um salvador ditador ou por uns "homens da luta".
Gostei do discurso do Dr. Cavaco Silva, de quem vive no país real e é um homem sério, que é o que o país precisa, de gente séria. A classe jovem está a sentir na pele as dificuldades e medidas de "afrontação" à sua classe e, no sábado vão para a rua. Eu aqui fiquei supreendido pelo facto de as pessoas que comandam ou criaram esta mobilização estejam mais ligadas à esquerda, porque a lógica seria serem mais à direita na minha opinião, mas há gente de todos os quadrantes políticos. Acho que os jovens não têm direito, mas obrigação de se manifestarem, embora não concorde com toda a forma substancial com que é feita, pois pedir a extinção dos partidos políticos, por exemplo, é pura demagogia e não convence ninguém, deve-se reinvidicar de forma cívica aquilo com qual não se concorda, e transmitir o sofrimento da classe, que ainda ninguém percebeu. Como eu não sou demagógico, e sempre defendi que os jovens são a classe mais atacada neste país, acho que só o facto de alguém falar em "jovens" já é positivo, porque sempre foram ignorados por este país.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Exemplo de vida

Portugal devia impedir representação no festival da canção

Confesso que não é coisa que me apaixone, mas não consigo, nem compro bilhete para este espectáculo a que o país assiste, como o seu último episódio é bem patente : "Homens da Luta vão representar Portugal no festival da canção". Eu acho que estamos a viver um momento complexo da nossa sociedade, em que tudo se quer, mas nada se pensa, ou, para respeitar os destinatários e não ferir susceptibilidades, em que confundimos os diferentes campos de actuação, ou alguém quer esquecer que este país tem uma história e tem, ao contrário do que tentam transmitir diferentes grupos societários, pessoas que lutaram, lutam e lutarão, pessoas que merecem respeito ?
Pessoalmente, não tenho nada contra estes comediantes, mas temos a obrigação de fazer distinção das coisas e dos momentos ou pensa-se que esta eleição irá ter alguns efeitos políticos, sirva de exemplo de revolta, quando a única consequência é uma ofensa aqueles que trabalham no universo musical e uma ofensa a um país de seu nome Portugal e a todos que por ele batalham com dignidade e competência.

sábado, 5 de março de 2011

Injúrias

Por vezes, questiono-me acerca da consciência plena das pessoas que optam pelo caminho da injúria. Não apenas pelo facto de ser um crime previsto no artigo 181,nº1 do Código Penal, dependente de queixa e acusação particular, que importa reter, sobretudo para quem o pratica, mas porque é a forma mais "ordinária", ofensiva aos bons costumes, contrária a todos os princípios de que um homem se deve reger e obdecer. Nos tribunais, nem sempre é um "costume" este tipo de crimes, e, lembrar esta sexta-feira, foi lembrar o arguido X, tentando convencer o Excelentíssimo Senhor Doutor Juíz que não chamou "Filho da Puta" ao Sr. Y, mas apenas "Cabrão" e "Boi" e, o mais interessante nesta história é o arguido tentar justificar a empregabilidade de uns termos que não têm justificação possível, embora o advogado possa sempre contornar a situação da forma mais ábil e inteligente possível, mas não pode retirar os insultos do crime de injúrias.

terça-feira, 1 de março de 2011

Idosos, é preciso coragem.

Eu respeito, mas não concordo com o facto de ter de viver num país que não respeita os idosos, pessoas que, na sua maioria, trabalharam arduamente para o seu país, lavraram as terras que nós hoje pisamos, criaram as condições para o progresso, orientaram o país onde hoje vivemos e qual a resposta do país ? A resposta é o esquecimento, o abandono, o desprezo, que começa a ser bem visível nas classes mais jovens, devido à perda de valores, e impressiona verificar as condições em que alguns vivem, porque todos merecemos e devemos exigir dignidade. A resposta, por vezes mais desumana, é a de obrigar pessoas de idade de classe baixa a pagar a crise. Na minha última visita ao Lar de Idosos, no Porto, deixei uma mensagem : " É preciso coragem".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Relato do Amigo Angolano Vicente




Impressionante, foi a resposta ao relato do amigo Vicente, que tem uma bolsa Angolana para tirar o seu curso, o "mínimo que o Estado Angolano podia fazer por nós João", afirmava-me perante o seu relato. Falo de um estudante Angolano que, aos 16 anos, teve de matar diversas pessoas para poder sobreviver, matou para conseguir comer, quase perdia a vida numa emboscada, e não teve opção, obrigaram-no a ir para a Guerra. O hiato temporal desde a Guerra Civil Angolana não é assim tão elevado, e a história lembra-nos a obrigatoriedade imposta a um povo que, não tinha outra escolha, a não ser lutar pelo seu país. Se analisarmos as situações da maioria dos estudantes angolanos em Portugal, concluímos que é mesmo o mínimo que o Estado Angolano pode fazer por eles, depois de os terem escravizado e obrigado a fazer Justiça numa Guerra Civil (MPLA e UNITA) dura e sangrenta.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Povo heróico. Egipto Livre ? Irão, 1979.


Egipto - 11 de Fevereiro de 2011




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Irão, 1 de Abril de 1979




Hà uns tempos, discordava de um artigo do Dr. Pedro Santana Lopes, em que afirmava : " Estão milhares a manifestarem-se, mas o Egipto tem 80 milhões de pessoas..", e não me enganei, ou a força de um povo ao longo da história não tem impacto ?
Lembrei Ronald Reagan, que no dia 6 de Fevereiro fazia 100 anos, um célebre discurso para a sua multidão onde o Mrs. President proferia as seguintes palavras : "Este é um cargo de custódia temporária, que vos pertence, quando quiserem vou embora porque é vosso". Quem elege é povo, deve ser o mesmo a definir o futuro dos cargos que alimentam financeiramente, como o de Presidente de uma nação, ou será que Hosni Mubarak queria continuar a manter o seu esquema de ponzi ? Serão interessante os próximos episódios no Egipto, porque como refere o Professor Azeredo Lopes : " O jogo ainda não acabou", mas certo é que temos um país livre estes dias. Não existe, actualmente, nenhum poder teocrático, mas é uma dúvida, basta lembramos o Irão, em que a sua revolução começou, também, com um movimento popular pela democratização e terminou com a criação do primeiro Estado Islâmico. A principal voz da oposição era a figura do Aiatolá Ruhollah Khomeini, clérigo xiita, que pretendia retomar valores religiosos tradicionais muçulmanos. Aqui, sabíamos quem eram os opositores, no Egipto continua a incógnita de ser conhecido os responsáveis por este golpe, os principais delineadores de derrube do regime. Com a Revolução Islâmica de 1979, liderada por este Senhor Aiatolá Khomeini, o Irão tornou-se numa brutal ditadura fundamentalista islâmica, sendo uma das consequências o rompimento com relações com E.U.A, que foi aliar-se ao Saddam Hussein, que mais tarde o enforcou, pois no jogo do poder internacional só não vale o impossível em termos humanos. Desejemos sorte a este povo, e um futuro diferente da anterior ditadura e do Irão, em 1979.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Casamento entre pessoas do mesmo sexo, um crime do liberalismo, que mundo intergeracional queremos construir ? Queremos um mundo ou um Poço ?

Que mundo queremos construir ? Até onde ?
Um tema que deriva de tendências, inclinações, religiões, mas inclina também do seu natural, daquilo que não se muda, daquilo que não se retoca, daquilo que não se altera, daquilo que não se inventa, daquilo que que não se cria, mas surge. Defendo a ligação entre um homem e uma mulher, o encontro da virilidade e da feminilidade, só assim o ser humano atinge a sua perfeição, um direito que deriva do direito natural, da natureza, não existe outra forma de evolução do ser humano, caso não queiramos interpretar à contrario.
Viajava por esta Europa e ouvia a seguinte afirmação : "Isto é um factor de evolução de um país como Portugal ", ah ? Uma vantagem apenas para o país ? Poupem as demagogias.
Urge questionar que mundo intergeracional queremos construir ? Que valores queremos assegurar ? Que Educação queremos definir ? Que natureza queremos ajudar a criar ? Queremos um mundo ou um poço ?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Escrutínio e consequências para o cônjugue que viole elementos do Cânone 1055, "comunhão de toda a vida"

Se for afirmado que, a maioria dos casamentos que existem são nulos, suscitará surpresa, mas é a realidade que informa e basta analisarmos o matrimónio de forma substancial e não apenas formal, que logo no seu início detectaremos os vícios, como por exemplo, a falta de respeito pela consciência do outro cônjugue. Na minha opinião, acho que chegou o tempo de abdicarmos do "casamento apenas como acto formal", que engoliu gerações e gerações, e ainda consegue manter discípulos. Devemos atender à substância, ao facto de estar capaz de assumir o compromisso de uma "comunhão para toda a vida", que exige requisitos: equilíbrio e maturidade pessoal com domínio de si mesmo; capacidade dos contraentes para desenvolverem um amor oblativo e para assegurar o respeito pela personalidade afectiva e sexual do casal; aptidão para colaborar suficientemente no desenvolvimento da vida conjugal, sendo este um ponto fulcral, onde como referi anteriormente, tem haver respeito pela consciência do outro cônjugue e aceitação de responsabilidade de ambos os cônjugues; equilíbrio mental e sentido de responsabilidade requerido para a sustentação material da família, este é um requisito para o cônjugue que foge das suas responsabilidades, que abandona a família nos momentos mais difíceis, que não respeita a moral cristã, sendo um requisito que exige, simultaneamente, estabilidade no trabalho de ambos os cônjugues; capacidade psíquica de participar cada um dos cônjugues, segundo as suas possibilidades, no bem dos filhos, alerta para a responsabilidade moral e psicológica na geração dos filhos. Urge perguntar, todos os casamentos respeitam estes requisitos ? Devemos formular a pergunta ao contrário, quais os que respeitam ? Acho que já era momento de dizer "basta", de haver consequências para o cônjugue que não cumpre com os requisitos, ou queremos continuar a ter "matrimónios encenados", "matrimónios única e exclusivamente formais " , "matrimónios sem regras " ?
É fundamental, para evolução da ordem cristã, do direito canónico, haver mais rigor nesta selecção, com consequências, ou queremos continuar a que o "matrimónio" seja um negócio de famílias ? Um estudo desta semana revela que a violência doméstica continua aumentar entre casais, um crime punido por lei, que surge em detrimento das inúmeros violações do cânone 1055, do matrimónio, que se fossem punidas, talvez contribuísse para uma maior protecção do elo mais fraco ( mulher, segundo dados oficiais INE). Uma parte quer evoluir, mas há quem goste disto, há quem lucre com o facto de tudo ficar na mesma, santa paciência!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Um exemplo prático do artigo anterior


"Entrevista de um secretário de Estado, a propósito da nomeação de dois amigos/ex-sócios para a administração dos CTT"

Crise de Valores ou será tudo uma utopia ?

Uma era que urge questionar, perceber, estudar, investigar. Os valores estão esvanecer com o tempo ou é tudo uma utopia ?
Ao analisarmos a Educação, o centro de transmissão de valores, é perceptível que esta é desigual, aqueles que dependem do apoio do Estado cada vez estão piores, porque as pessoas que ocupam os cargos do Estado nesta área e definem os apoios talvez não sejam pessoas ricas em valores e princípios, ou é tudo uma utopia ? Talvez não seja, e coitadas das pessoas que dependem das decisões de quem supostamente deviam ser exemplo hierárquicos, porque esses apoio têm influência directa na Educação, como é caso do apoio do Estado na obtenção do material escolar e refeições subsidiadas nas escolas, do abono familiar, e de outros apoios que, embora não sejam directamente aplicáveis nesta área da Educação, têm influência directa, isto é, normalmente quem recebe apoio do Estado na área Educativa, também recebe na saúde, por exemplo, e se não houver estabilidade nesta área, também afecta a área Educativa, há uma corrente de ligação entre as demais áreas.
Até que ponto as famílias de hoje investem na Educação dos filhos ? Até que ponto têm noção da importância e do impacto que essa Educação tem na futura vida dos seus filhos ? Até que ponto gerem o tempo familiar, de modo a definirem períodos de tempo definitivo e rigoroso para educarem seus filhos ? Até que ponto percebem se a Educação que estão oferecer é a mais correcta e com mais garantias para um futuro promissor ? Até que ponto interiorizam que não devem defender o a escola pública ou privada, apenas defender o que for melhor para seu filho e, se for uma privada, com valores e princípios vincados, é esse o caminho ?
Questionar, questionar, questionar é aprender, é estar atento, é evoluir, é sinal dos tempos. Hoje, ao analisarmos o mundo, o que observamos ? Pessoas detidas por corrupção, onde o fenómeno mais recente e com mais impacto na opinião pública internacional situa-se na área bancária; pessoas detidas por lesarem o Estado; pessoas detidas por desviarem dinheiros públicos, etc. São pessoas, e que crise é esta ? Talvez se pensarmos nos valores, princípios e regras vejamos que existe ligação, que nos situamos num momento de declínio de valores, e que essas pessoas, embora detidas, deixaram ensinamentos, discípulos, alunos. Quando li o livro de Bernard Madoff, admito que consegui ficar ainda mais surpreendido, o que este ser humano, presidente da bolsa de NASDAQ, conseguia fazer e enganar todo o mundo, através dos seus métodos de alçapão impressionantes, sempre atento à pirâmide. O problema reside nas pessoas, e pensemos no momento actual, em cada vez mais elimina-se o rigor, método, critério, selecção, em detrimento do "caos ", do "colocar sem ver".
A Educação define uma pessoa, define seus valores, princípios, carácter e seu modo de estar e encarar a vida. Em termos práticos, devemos pensar seriamente sobre isto, e, situando-me agora no nosso país, preocupa o que visualizamos : "há" quem não respeite os seus superiores hierárquicos ou as pessoas mais velhas; há quem não interiorize como rotina diária o cumprimento inicial e final no contacto com outra pessoa; há quem utilize a via pública e seus espaços de forma desapropriada e sem ter a consciência que devem ser conservados; são meros indícios, exemplo de falta de Educação, de falta de valores, ou, será apenas tudo isto uma utopia ?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Bom Gosto

Fontainebleau Miami Beach (night)


Fontainebleau Miami Beach (day)

Projecto Católica-WAY Microcrédito

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ele sabe que ela está ali, na sepultura 305




Cristina Maria Cesário Santana foi uma das vítimas da tragédia em Teresópolis (Rio de Janeiro). Na imagem é possível observar o melhor amigo do homem, o fiel companheiro, o cão "caramelo" que perdeu todos seus membros e sua melhor amiga Cristina neste fenómeno natural. Ele sabe que ela está ali, na sepultura 305, razão pela qual não a abandona e permanece ao seu lado, mesmo sabendo que já não ali permanece fisicamente. Um exemplo de fidelidade e amor incondicional. Mas que exemplo para a humanidade.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Só pensar, faz Arrepio

Por vezes, tenho medo das pessoas que ocupam cargos governativos e que não pensam nos que menos capacidade económica têm, nos doentes que necessitam de terceiros, das pessoas de terceira idade que não obtêm uma pensão que lhes garante dignidade humana e necessitam de apoio a cada dia que passa, nas populações cada vez mais desertificadas e abandonadas, nos funcionários do seu aparelho que recebem apenas 520 euros mensais. Só pensar, e ainda faltam os casos análogos, faz arrepio!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Análise Política

Uma Reeleição isolada e sem concorrência, de acordo com vontade popular, foi a eleição deste dia 23 de Janeiro de 2011, uma votação em que na sua 1ª contagem, às 10:56, o Professor Cavaco Silva já vencia em terrenos de voto tradicional socialista.
Na minha opinião, foi um voto entre e esquerda e Direita, com um real "outsider sistema" (Dr. Fernando Nobre), que não soube aproveitar da melhor forma possível a sua potencialidade, e daquilo que conheço da sua pessoa, acho que não conseguiu transmitir 1/4 do seu valor, derivado do facto de ter construído uma estratégia negativa, que não chegou ao círculo de pessoas que o desconheciam, mas apenas às pessoas que já conheciam o seu trabalho e o admiravam. Lembrando os debates iniciais, a imagem corrente que passou nas televisões, que a comunicação retirou das suas palavras sobre, por exemplo a "pobreza", foi a de um "gabarolas" sobre seu passado, o que "manchou" em parte o seu percurso. Outro erro foi a crítica "a reboque" exercida de forma imitativa e esgotada, que as pessoas não gostam, desvalorizam e castigam. A única pessoa que, poderia afrontar Professor Cavaco Silva na ala de Direita (essencialmente conservadora), seria, sem dúvida este outsider mas, teria não haver erros e, era obrigatório ter conseguido trabalhar temas concretos e transmiti-los às pessoas, com a premissa de que respeitava o candidato da Direita, porque os candidatos que se apresentaram contra o candidato da "Direita" perderam de forma visível, derivado da união do eleitorado. É um sinal de democracia "viva" esta corrente crescente de "outsider sistema", demonstra que as pessoas querem mudar, e é importante registar esta linha de pensamento das pessoas.
Desta reeleição, a Direita espera que Professor Cavaco Silva respeite seus ideais e não abdique dos mesmos ideais em detrimento de sinais externos.

Para Portugal, foi um motivo de honra. Fica o pensamento : " Em 1º estão os que precisam de ajuda".






quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Consequência da opção de "ataque puro e circunstanciado" a uma única pessoa

É unânime que, esta campanha tem sido pobre e não lembra a história tal semelhante, mas convém analisá-la com inteligência e clareza intelectual. Como surgiu esta campanha ? Recuando no tempo, começou com "ataques puros" a uma pessoa, a um candidato, ao Dr. Cavaco Silva, em vez de serem apresentadas soluções para o país, porque a crítica isolada e sem fundamento, e com agravante de ser feita com intuito de "destruir" uma pessoa, não reúne interesse nas pessoas, nem para o país. Não me lembro de tal, as confusões que tentam criar, os papéis que urgem em diversificar, as pessoas que mudam de lugar, as arruadas que tardam em chegar, os comícios feitos para atacar. A política construída no "ataque directo e pessoal" demonstra que o problema está nas pessoas, ou quando ouvimos alguns candidatos a falar de casos, como por exemplo, BPN, como podiam falar do Freeport, quando das eleições legislativas, ou casos análogos que se estendem a outros partidos e pessoas, não estarão estes, atacar, de forma indirecta, a Justiça ? Ouvimos alguém discutir soluções ou formas de diálogo para promover uma justiça mais célere e eficaz ? Qual é o político que não enriqueceu com a política ? Significa comodismo ? Não, mas o problema está na Justiça, porque se não tivermos uma Justiça eficaz, hoje será o caso BPN, Freeport, Sucatas, Operação Furacão, Casa Pia, etc, e amanhã serão casos semelhantes, em que apenas mudam as pessoas e seus nomes, porque a sua punição é ineficaz, e quem é que resiste ao lucro, quando lhe é oferecido ? Não estou a defender ninguém, apenas a desconstruir linhas de pensamento pessoais e irracionalistas. Esta estratégia de "ataque" foi um erro e terá uma principal consequência: divisão da esquerda e união da Direita.

A minha paixão, o meu Direito

Defesa da Escola Pública ? Lembro a pergunta que fiz ao Deputado Mico ( Ps): "Se defende a Escola Pública,porque tem todos os seus filhos no Privado?"

Um debate de pura demagogia é o que caracteriza o debate em torno da "Escola Pública", um debate que engana as pessoas e que tem o objectivo, por parte de quem o sustenta, de manter e alimentar uma rede que não tem futuro e que é o encontro de desigualdades, porque para termos um ensino público de valor, temos procurar os melhores exemplos, e, em diversos casos, esses exemplos encontram-se no ensino privado. Enquanto o debate for uma guerra entre ensino público e privado, a escola pública vai continuar em declínio, e vai perder para o ensino privado. Este é um tema que merece seriedade e verdade, e, temos de lutar contra o discurso demagógico em torno desta questão. Lembro-me de, há um ano, estar em Lisboa, a debater esta questão, juntamente com tantas outras, e ouvia a intervenção do Deputado Mico (Ps) a defender a rede de escolas públicas ( ao mesmo tempo que era confrontado com dados indiscutíveis e negativos sobre a rede e seu fracasso), até que pedi o microfone para intervir, levantei-me e perguntei : " Sr. Deputado, com todo o respeito que me merece, se defende de forma tão convicta esta rede de escolas públicas e este sistema implementado, explique-me a razão pela qual tem o seus filhos todos a estudar no ensino privado ?" . É aqui que o discurso acaba, quando é preparado com antecedência, de forma partidária, e se defende na teoria, por vezes, aquilo com qual não se concorda na prática.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bom Gosto

Hoje, as pessoas estão exaustas destes políticos

Hoje, quem é o português que não está exausto destes políticos, acrescentando aqueles que estes próprios plantam nas suas sedes desde de pequenos até crescerem, e aí, lançam-nos para lidar com as pessoas, quando antes nunca saíram do seu "ninho partidário" para encarar essas gentes? Alguns, compram o fato e gravata, aprendem a dizer umas palavras bonitas, sofisticadas e diferentes, colocam-se nos comícios tipo "espantalhos", integram listas sem, por vezes, terem conhecimento do nome do seu cabeça de lista e programa ( "coloca o fato e vais fazer número", um "costume" que demonstra a fraca política), entram e saem dos corredores dos seus empregos com "ar" de supremacia (devido ao cargo político que agora exercem, cuidado!), utilizam as portas alternativas devido ao cargo que exercem (dizem eles, para não encararem a população!) e rodeados de seus discípulos, eu pergunto: que gente é esta ? Quem criou este sistema, andou a iludir estas gentes ?
Um mínimo de respeito exigia-se, ou não é momento ?
Ontem, abria o Jornal de Negócios e observava o preço galopante das vacinas, em que os viajantes vão passar a pagar 50 a 100 euros (exemplo da febre amarela que vai passar para 100 euros), em que os preços dos atestados médicos passam de 90 cêntimos para 50 euros, observava cumulativamente os ganhos "exorbitantes", o aproveitamento que as petrolíferas fazem, sem olhar a meios, para atingir o lucro, através dos contribuintes, sendo que, em destaque assistia, à revolução na Tunísia, ao mesmo tempo que, analisava as alterações ao Código Contributivo, isto, pelo facto, de não estar longe de uma revolução estas alterações, porque vão aumentar o mercado negro e a ilegalidade ou, o Governo parou para pensar nas pessoas que, mal ganham para comer e com estas alterações, passam a pagar renda vitalícia à Segurança Social, sem conseguirem num mês, obter o dinheiro da renda ?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É preciso sermos portugueses pacientes, que mal foi feito para termos um Augusto Santos Silva ?

Por vezes, caiu em mim a perguntar o mal que eu fiz como português (pensamento que se estende aos demais que partilham esta corrente) para ter que ouvir este Senhor ? Não há ninguém no seu partido, com o devido respeito que tenham por ele, que o aconselhem a estar calado ou, caso queira falar, a dizer coisas com nexo de causa, com sentido, porque cada vez que alguém o ouve, tem de questionar : "ele está a falar para os peixes ?" . Só se for esses que o entendam e, mesmo assim, não sei se o compreenderão, pois esta linguagem poucos entendem, talvez o "peixe roncador" o ouça que simboliza os arrogantes, lembrando e fazendo referência ao mítico Padre António Vieira na sua obra. Eu aconselhava-o a falar sozinho, porque era um serviço que prestava ao país, e ficaríamos agradecidos Senhor Augusto Santos Silva. Enquanto isso não acontece, deixa-me activar e gastar mais um "extra" paciência.

domingo, 16 de janeiro de 2011

"Portugal tem tudo o que é preciso, mas persiste um problema : ninguém pensa em Portugal "

O autor desta frase podia ser qualquer português, mas chama-se Rudolph Giuliani, o político norte-americano, ex- "mayor" de Nova Iorque, durante a cimeira do Turismo, que ocorreu no Estoril. Eu acho que é um problema de anos desta nossa ilha, onde faz-se muito e pensa-se pouco, o que leva a uma vida com carácter temporário, sem estabilidade, tendo a consciência que o "dia mau" dos 31 dias dos 12 meses anuais vai chegar e avocar uma geração, em quem se deposita o futuro, com mais qualidade, pensamento e inteligência. Não é uma frase inovadora, é mais um alerta para não cair de novo no alçapão, de um externo, que vê de forma tão clara aquilo, que, infelizmente, muitos internamente não querem ver.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dia 13-01-11 - 2º assalto ao veículo estacionado, desta vez tiveram azar, e fez-se justiça, a possível.





Escrevo e parece mentira, mas não, é real, um 2º assalto à garagem de um apartamento e desta vez o final foi diferente e envolveu mais acção entre orgãos de polícia criminal e assaltantes. Uma manhã de dia 13 assimétrica a tantas outras do mês, em que até o sol nascia, mas só para alguns, pois houve quem de noite quisesse impedir e estragar o novo dia que estava a chegar e brilhar. Expliquem-me porque razão o país tem pena destes indivíduos que adoram infringir as regras da sociedade, faltam ao respeito a quem trabalha, não aceitam a democracia ? Desta vez foram apanhados em flagrante delito, e fez-se justiça, recebidos com honras de Estado na esquadra onde tiveram oportunidade de aprender algumas regras da nossa sociedade, sob a tutela de quem os apanhou e levou para posterior detenção. Quero viver num país seguro, quero uma justiça a funcionar, quero uma democracia com regras (privilégios para quem cumpre, castigo para quem não cumpre ), será exagero ou um optimismo exacerbado ? Hoje é um dia de indignação, razão pela qual escrevo, porque quero ver ordem na sociedade, que não existe. Acabou o incentivo ao abate, mas continua o incentivo ao vandalismo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Caso BPN, onde está o comprador ?

Um caso que penalizou, penaliza e vai penalizar uma população, uma decisão de nacionalização do Estado que pode não ter resolvido uma situação a longo prazo, mas apenas a curto prazo. Depois da data de Fevereiro de 2009, o Presidente do BPN volta ao Parlamento e, apresenta-se com promessas de resolução duvidosa, e justificações para a falta de cumprimento das promessas efectuadas em Fevereiro de 2009, no mesmo local, no Parlamento. Procura-se o apuramento da verdade, que tarda em chegar, e como é possível a maioria dos indícios actuais provarem e inclinarem para a seguinte posição: a nacionalização foi uma decisão pouco assertiva. Entre os indícios de conhecimento público, sabe-se, por exemplo, que o montante em depósitos antes da nacionalização rondava os 4 mil milhões de euros e actualmente nem metade desse valor é garantido, e que, ainda não existe um comprador, uma das promessas feitas por Francisco Bandeira, actualmente Presidente do BPN, Vice- Presidente da Caixa Geral Depósitos, tendo ainda um papel activo e participação em mais 11 empresas (recebe 1, 2 mil milhões + 63, 7 mil euros da acumulação de funções na Caixa Geral Depósitos e BPN). Infelizmente, estamos perante um negócio pouco transparente, mas é garantido quem o suportará, destinatários esses que são ignorados, apenas utilizados para um mesmo fim, o da cobrança, o do pagamento. Não existe comprador, nem vontade de vender, mas existe manutenção de cargos e pessoas da anterior direcção de Oliveira e Costa, e o sistema mantém-se.

Grande Mourinho, fez-se Justiça



Eleito melhor treinador do Mundo em 2010

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Retrato Temporal


Encontro com Ivo, criança da qual fiquei responsável em torno do projecto "Porto de Futuro"

Alegria, simplicidade, respeito, carinho, consideração e sentimento de dever cumprido no encontro com Ivo, a criança pela qual fiquei responsável em torno do projecto "Porto de Futuro", levado a cabo pela Câmara Municipal do Porto, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa. Numa deslocação que tive de realizar, em virtude de um trabalho para a Universidade, imaginava encontrar diversas pessoas, mas não equacionei a hipótese de encontrar Ivo, o rapaz que mudou de vida e de atitude. Ivo era uma criança sinalizada, com problemas escolares e familiares, não possuía conhecimentos básicos para acompanhar uma aula de disciplina aleatória, tinha défices de concentração, não tinha métodos de estudo, os pais não tinham possibilidades económicas para colocar Ivo em explicações nem, em diversos casos, para lhe oferecer o básico em termos alimentares (para além de serem um mau exemplo para o filho). Lembrar este caso problemático, é lembrar um percurso que realizei com esta criança. Não me esqueço da 1º conversa que tive com Ivo, na qual lhe fiz um pequeno discurso de 15 minutos, depois de estudar o seu caso, e no final da conversa lhe disse o seguinte : " Se concordas dá-me um aperto de mão e vamos lá ser os melhores ". Por incrível que possa parecer, a 1 coisa que tive de exigir e ensinar a esta criança foi os "bons costumes", "o bons modos", em suma a "boa educação", sem a qual não sei viver, e posso afirmar que é um dos graves problemas com a nossa sociedade se depara a curto prazo. Engraçado o relato que passo a descrever, dois meses passados com esta criança, e desloquei-me à escola onde Ivo estudava, para meu espanto que aparecem crianças a pedirem-me para as ajudar, de forma tão genuína e pura, sem tão pouco me conhecerem, apenas do que ouviam Ivo contar. Por vezes, torna-se difícil, embora o tenha afirmado, termos o sentimento total de dever cumprido, porque, quando voltamos a encontrar estas crianças, percebemos que o problema económico familiar agravou-se e quem sofre ? As crianças, sendo os mais frágeis, juntamente com os idosos, desta nossa sociedade.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Luís Inácio Lula Da Silva - "A melhor política de desenvolvimento foi o combate à pobreza"





Não é um político igual a tantos outros, provou que a fome e a pobreza são problemas políticos.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano 2011, um ano de mudança de mentalidade, vencerá quem aceitar e mais rápido adaptar à mudança

A melhor forma de expressar este meu pensamento de mudança, é lembrar Charles Darwin e a sua teoria das espécies, em que afirma: "não vence o mais forte, mas sim aquele que melhor souber adaptar-se à mudança". Ilustrativo, como tão preciso e actual é este pensamento, pois, na minha opinião, Portugal e os portugueses só conseguirão superar as dificuldades inerentes à realidade, se possuírem capacidade e vontade para adaptarem-se à mudança do País, da Europa e do Mundo. Não é nada de impossível ou transcendente, e digo-vos que, o que me impressiona mais, é perceber que há pessoas que têm aversão à mudança, e são capazes de sacrifícios por futilidades em detrimento do "básico". Mas, 2011 não vai permitir isso, e, quem não estiver disposto a encarar a realidade actual, e continuar a viver do passado vai sofrer, um sofrimento que vai alastrar a muitas famílias, sejam carenciadas ou não, e a muitas pessoas, mais aquelas que não apresentarem vontade de mudar, de se adaptar, que não gerirem o risco no investimento, que não pouparem, que não tomarem decisões de forma inteligente e consultiva. É também um ano de mais atenção, ponderação e rigor nos contratos, até no mero contrato que efectuamos quando vamos efectuar uma compra num supermercado, porque não podemos esquecer que é uma altura propícia para o típico: "Venha comprar dois detergentes e oferecemos o terceiro", e esquecemos que nessa mesma promoção, aparece e letra 8, de forma reduzida e no canto inferior direito do cupão o seguinte: " Para levar o terceiro terá que efectuar compras da nossa marca : ex: pingo doce ou continente ou terá que pagar X ". Num mundo dos negócios, há uma frase que já foi proferida em todas as faculdades, em todos os lugares, em todas as regiões, e é uma verdade de la palice com a qual os negócios exigem saber e conviver : " Ninguém dá nada a ninguém neste mundo, que é o mundo dos negócios". Eu acho, que, em todas as alturas devemos ser assertivos, devemos poupar, devemos adaptar-nos às mudanças da realidade circundante, devemos gerir de forma coerente e rigorosa os orçamentos, mas o 2011 não nos propõe isso de forma facultativa, mas sim obrigatória, não existe opção. Nesta mudança a que me refiro estão incluídas a formas de ultrapassar as grandes problemáticas que o país enfrenta actualmente, como a fome, o desemprego, a justiça, a economia e a política. Urge, começando pela política, de mudar de gente, mas a mudança não deve ser para pior, que tem sido a regra, nem para colocar os padrinhos, porque quem tiver interesse em ser padrinho o Cristianismo terá todo o gosto em receber seus pretendentes , que cumpram as regras e mandamentos. Na Economia, é notório e visível que as exportações poderão ser um dos grandes impulsionadores da mesma, mas não apenas o único, e os entraves a nível interno impedem crescimento do nosso país. Devemos reflectir muito sobre este ponto dos entraves das empresas que apenas vivem do mercado português, e vejamos por exemplo, o aumento da electricidade, num país, que ainda tem, infelizmente, um Primeiro-Ministro, que, há 6 anos andou 1 ano em constantes inaugurações de empresas de eólicas ( falamos de empresas onde investimento é lucro, não há prejuízo, com aval Estado), prometeu a todos um mercado concorrente e uma crescente liberalização e pergunta-se : onde está esse mercado, porque fomos enganados e pagamos electricidade ao nível de um país do terceiro mundo ?
A justiça é um problema de vontade política, apenas e tão somente. O primeiro objectivo seria separar estes dois poderes e, restabelecer a verdade num domínio fundamental numa democracia. Enquanto isso não acontecer, não será possível criar leis justas e independentes, o que inflama o nosso sistema democrático.
O desemprego e a fome será uma grande luta, de um país que, neste campo, tem demonstrado raízes e história e, acredito que vencerá esta etapa difícil, este desafio. O Governo deveria estar mais atento, como alguns autarcas o têm feito, a exemplo, o Dr. Rui Rio, no Porto, como agora na época de férias abriu as cantinas das escolas, devido a dificuldades de diversas famílias em colocar comida na mesa das suas crianças. O papel das instituições de Solidariedade Social vai crescer e o apoio deve também ser crescente, de forma evitar alastrar de um fenómeno com o qual não devemos concordar. O desemprego continua subir e as faculdades a receber as toneladas de alunos da " era sócrates", em que o lema transcende os valores : "todo o aluno transita de ano e todo o aluno vai para a faculdade porque eu, Eng. José Sócrates, facilito". Podemos ter 10 Primeiros-Ministros, 30 Ministros das respectivas pastas, 3.000 assessores, 10.000 secretários adjuntos, que, enquanto não entenderem que o ensino secundário precisa de ser revisto e precisa de ser implementada uma reforma séria, continuaremos a ser enganados, e formar mal e de forma deficitária o futuro deste país.


Um Bom Ano 2011, que se adaptem à mudança da forma mais inteligente e eficaz

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Estão a matar o futuro dos nossos filhos".

A nível internacional, continuamos assistir à luta de poder entres os Estados, uma guerra sem fim à vista, em que a componente "paz" está num plano secundário. A indiferença a tudo o que os rodeia é bem visível, porque o objectivo é a expansão de poder. É terrível assistir a actos condenáveis como o deste electricista no parlamento da Roménia, mas importa questionar : " O que mudou ? Porque razão nada mudou ? " É simples. não interessa mudar, seria destruir a pirâmide que os sustenta, Bernard Madoff tem descendentes, os de sangue e os que adquirem pelo facto de nascerem nesse método ( analogia com famoso critério da atribuição da nacionalidade: ius sanguinis e ius soli), perfazendo estes últimos um elevado número a nível mundial. Podemos questionar também o seguinte, como um dia me fizeram: " Há políticos que são piores que animais não há ? " Aqui não posso ser injusto e quando estão a reflectir, concluo que os animais nunca me fizeram mal e são uma classe que respeito e estimo, pela qual tenho consideração.
Condeno o acto, mas há verdade na mensagem que pretendeu transmitir (embora houvesse outras formas de o fazer lícitas), disse-o com a clareza que desespera muita gente, mas que deve ser interiorizada, para não voltarem a cometer o mesmo erro, principalmente os cidadãos, no exercício dos seus direitos como cidadão, principalmente no direito de voto. Uma frase que pode ser interpretada extensivamente ao nosso país: " Estão a matar o futuro dos nossos filhos".
Nunca me esqueço que, um dia quando lia um livro de Ronald Reagen sobre a sua vida política, ele dizia, num momento em que se dirigia aos seus, aos que o colocaram naquele lugar : " Este cargo é um cargo de custódia temporária, é um cargo que é vosso, que vos pertence, não tenho o direito de afirmar que tenho total poder sobre ele".





quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Merry Christmas ;)



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pavarotti, Happy Christmas ;)

Luta pelos ideais




A primeira e a última imagem do Dr. Pôncio Monteiro é a rir, a lutar pelos seus ideais, pelo seu Futebol Clube do Porto, a sua grande paixão. As segundas-feiras no tvi24 eram já um "costume" e jamais serão esquecidos os momentos que Dr. Pôncio particularmente protagonizou, uma luta de ideais, porque nunca deixou mal os seus, defende-os até ao último suspiro, momento em que nos deixou.




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vejam e pensem o que cada um de nós pode fazer. Vamos ser diferentes, já existe tanta gente igual.





Lembro-me perfeitamente, era noite na ilha de espargos, encontrava-me cá fora da humilde casa onde permanecíamos, junto da comunidade, sentindo o vento quente daquelas gentes, em vésperas de termos uma reunião com o Presidente da Câmara, em Cabo Verde, e lembrava e interiorizava esta mensagem de Bono Box, porque temos tudo, um mundo em puro desenvolvimento, e como é possível, não sermos capazes de acabar com a fome, em pleno século XXI ?

sábado, 11 de dezembro de 2010

Christmas tree

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Se tu emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que está contigo, não lhe exigirás juros






Este título remonta-nos ao Antigo Testamento e a intenção é reflectir sobre esta arma financeira de destruição em massa. Estou a fazer um trabalho histórico sobre a figura da cláusula penal, ligada indissociavelmente à proibição usura e é interessante e curioso percorrer os períodos, desde do direito romano até ao período actual, e perceber e questionar o que falhou, ou melhor, o que venceu ? Os romanos não proibiram a usura, que era o empréstimo a juros, mas limitaram a sua taxa. Em 325, a igreja tomou uma posição e proibiu a usura como lei universal da igreja, a qual estaria conforme ao direito natural, entendendo ser um processo fraudulento e que me parece correcto, daí qualquer convenção relativa a juros ser nula na época (Idade Média). Uma forma indirecta de cobrança de juros que os homens de negócios encontraram foi através da cláusula penal, e objectivo continuava a ser, que o devedor violasse a convenção, a fim receber, a título pena, mais que aquilo que emprestara. A cobrança de juro era entendida como uma forma de explorar uma pessoa que estava passando por uma situação complicada, mas com o tempo houve consenso dominante quanto ao facto do credor receber lucros com os seus empréstimos. Hoje, há taxas de juro e dinheiro gera dinheiro de uma forma "trituradora", taxas que fazem pensar neste sistema financeiro, acumulamos dinheiro nas mãos de quem não produz nada (bancos), um círculo vicioso e que não pára e que se parar põe em causa um sistema bem montado e que tem um objectivo inteligível: cobrar juros. É preciso reflectir e quem sabe tentar impedir o avanço da máquina, talvez um começo seja o de não pedir empréstimos ou pressionar alternativas, que já foram pressionados em outras épocas, e com fundamento e razão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Europa


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